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O que eu espero do evento da Apple de logo mais (iPhone 6, iWatch, etc)

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Em 29 de maio, Eddy Cue, responsável pelo iCloud e iTunes na Apple, estava muito contente na sua aparição na Code Conference, em San Francisco. Lá, ele disse uma frase que criou um grande monstro da expectativa: disse que até o final de 2014, a Apple teria “o melhor portfólio de produtos dos últimos 25 anos”. Tal afirmação era (aparentemente) pretensiosa, ainda mais levando em conta a empresa em questão.

A WWDC 2014 apresentou interessantes novidades: iOS 8, OS X 10.10 Yosemite, Swift, etc. Mas muitos esperavam anúncios de hardware, que não aconteceram. Pois bem, hoje – 09 de setembro de 2014 -, teremos esses anúncios. E, dessa vez, podemos esperar da Apple simplesmente TUDO.

Nesse post, deixo minhas impressões dos anúncios certos, dos prováveis, dos improváveis, e do que seria legal ver no evento, mas que também é improvável que apareça. Algumas coisas serão confirmadas, outras reclassificadas, e outras sequer serão mencionadas. Mas vale pelo exercício.

 

O que já é certeza

* iPhone 6: se não for anunciado, será a grande decepção do evento. Todos esperam duas versões do novo smartphone, com telas de 4.7 e 5.5 polegadas (com os nomes iPhone 6 e iPhone 6 Plus, nomes que apareceram nas últimas horas), que poderiam adotar chips NFC e melhorias de software, com o novo iOS 8 (HealthKit, HomeKit, APIs mais abertas), características do OS X Yosemite, e as tradicionais melhorias de hardware.

*iWatch: o primeiro dispositivo wearable da Apple. Não está claro se será apenas uma pulseira quantificadora ou um relógio inteligente, mas as últimas declarações de Jony Ive apontam para um smartwatch. A ausência de vazamento de imagens parece indicar que, mesmo que ele seja apresentado, ele só deve chegar ao mercado em 2015. Além disso, esse pode ser um projeto que sequer tenha saído dos Estados Unidos, o que também explicaria a ausência de vazamentos (já que os asiáticos não conseguem ficar com a boca fechada).

* Pagamentos móveis: a Apple tem um potencial enorme nesse sentido, mas também é fato que eles ainda não afinaram o iCloud, principalmente no quesito segurança. A empresa conta com centenas de milhões de números de cartão de crédito – via iTunes e App Store -, e transferir essa experiência para um serviço que permite o pagamento de produtos e serviços que não são da Apple é o próximo passo.

* Lar inteligente e saúde: a Apple já antecipou as novidades no iOS 8 na parte de domótica e de monitorização da saúde, e essas serão duas propriedades que podem estar muito integradas nos novos iPhone e iWatch. A parte de saúde deve ser clara protagonista, e profissionais desse setor devem aparecer no keynote para mostrar algumas das vantagens do HealthKit.

 

O que é provável

* iPad Air 2: apesar de acreditar que a Apple vai realizar um evento em separado para apresentar novos tablets, existe sim a possibilidade da empresa aproveitar a oportunidade para renovar essa linha de produto. Os últimos rumores apontam que só veremos o novo iPad Air 2, enquanto que o iPad mini ficará sem atualização. A desaceleração na venda de iPads é um fato, e melhoras nesse dispositivos são esperadas (como o TouchID), com o objetivo de colocar o produto novamente em evidência.

* Beats Music & iTunes: a afirmação de Eddy Cue parece fazer mais sentido agora, com novos iPhones que contariam com um novo serviço de streaming. A compra da Beats ainda não deu frutos palpáveis, mas pode ser que hoje apareçam surpresas sobre o assunto. Por outro lado, é curioso que, nem o iOS 8, nem o OS X Yosemite contem com um potencial suporte para esse hipotético serviço de streaming, assim como o iTunes. De novo: pode ser que esse serviço também seja apresentado em um evento em separado. Em contrapartida, a possível presença da banda U2 no evento de hoje pode servir para anunciar a presença da Beats nos novos dispositivos da Apple. Um novo iPod, talvez? Acho que não. Mas… quem sabe?

* iMac 4K: uma nova chance ao iMac, uma vez que a sua atualização de junho foi algo “pobre”, por assim dizer (perda de 50% de desempenho para uma economia de 18%). Vale lembrar que o evento de logo mais acontece no Flint Center, em Cupertino, Califórnia. Esse é um local especial para a Apple: foi lá que, em 1984, eles apresentaram o Macintosh, e talvez esse aniversário possa ser o motivo do lançamento de um novo iMac, com um novo design e, quem sabe, com uma tela UHD/4K. Porém, tal como acontece com o MacBook Air, o problema está nos novos processadores Intel Core M (Broadwell), que não são os mais adequados para suportar essas resoluções.

 

O que é improvável

* Tela dividida no iOS 8: com uma renovação de hardware, podemos ter mudanças específicas de software no iOS 8 para o iPad. Em junho, foi flagrado um suporte multi-janela com tela dividida, e isso pode fazer com que o interesse nos iPads volte a crescer, assim como as funções Continuity e Handoff, que permitem ampliar a convergência no ecossistema da Apple.

* iPad de grande formato: li e ouvi muito sobre isso nos últimos meses. Um terceiro iPad com tela de 12.9 polegadas, que seria uma alternativa aos seus portáteis, mas com o iOS 8 como capitão. Se esse produto faz sentido ou não é uma outra história, mas mais uma vez o momento da Apple no mercado de tablets pode apontar para uma nova tentativa de diversificação, algo que a empresa já fez com o iPod, por exemplo. Não é muito factível que algo nesse sentido apareça hoje. De fato, esse é um produto que – se existe – merece um evento próprio, ao lado de novos iPad Air e iPad mini.

* Novos MacBook Air: a renovação – se é que podemos chamar assim – do iMac e dos MacBook Pro parecem deixar o MacBook Air como protagonista solitário das possíveis próximas grandes atualizações dos computadores da Apple. Não sei se dá pra colocar isso no grupo dos “prováveis”, mas levando em conta que ainda vai levar um tempo para que os chips Broadwell estreiem, prefiro colocar no grupo dos improváveis. Os chips Intel Core M apresentados na IFA 2014 são os candidatos certos para essa renovação do MacBook Air Retina, inclusive no hipotético modelo de 12.9 polegadas. Com isso, podemos ter designs mais finos – sem ventiladores – previstos pela própria Intel, e isso pode ser interessante para uma potencial renovação desses equipamentos. Porém, de novo, não é provável que esses equipamentos apareçam até o começo de 2015, ou talvez até um pouco antes do natal.

* Apple TV: o foco nos smartphones e wearables parece evidente, e pode ser que, por conta disso, o entretenimento fique em segundo plano. Lançamentos como o Amazon Fire TV ou do Android TV podem ter apressado a Apple nesse segmento, mas se existirem anúncios nesse sentido, talvez sejam apenas uma atualização do hardware atual, que ainda segue sendo uma boa opção de gerenciamento de conteúdos, especialmente para os usuários de outras soluções do ecossistema da Apple.

 

O que seria legal ver (já que sonhar ainda é de graça)

* MacBook ARM: os rumores sobre um possível MacBook com processador ARM foram muito frequentes nos últimos meses, e os processadores da Apple parecem estar preparados para dar esse passo. O Apple A8 pode iniciar uma nova fase na informática móvel. A aparição de elementos comuns entre o OS X e o iOS 8 pode ser um dos indícios que teremos o ARM nos computadores portáteis da empresa em um futuro a médio prazo.

* Cinema Display 4K: uma atualização que seria muito interessante para quem comprou um Mac Pro. O suporte para resoluções UHD no sistema operacional está ativo no OS X a algum tempo, e essa faceta criativa viria reforçada com um produto que seria perfeito para os profissionais e fãs incondicionais das altíssimas resoluções.

Um iPhone maior pode matar o iPad de vez: esse é o dilema da Apple

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Cuidado, Apple! Essa história de colocar todas as maçãs na mesma cesta começa a ser algo perigoso. Os resultados financeiros revelados nessa semana mostram que o iPhone segue muito bem. Por enquanto. E por causa da China (o recente acordo com a China Mobile). Porém, a margem de manobra para o mercado de smartphones está cada vez mais limitada, e a corrida para lançar um iPhone maior pode acabar canibalizando o iPad de tal forma, que o tablet da Apple pode simplesmente desaparecer.

Ok, pode ser uma previsão apocalíptica demais. Mas os resultados financeiros mostram que o iPhone do jeito que está continua muito bem nas vendas (35.2 milhões de unidades no último trimestre fiscal da empresa). Isso se reflete em uma clara dependência do iPhone para que o dinheiro das vendas entrem (nos últimos sete trimestres, o iPhone oscilou entre 51% e 57% no faturamento da empresa).

Já no caso do iPad, as quedas acontecem já por trimestres consecutivos. No último relatório financeiro, a queda foi de 9% em relação ao mesmo período de 2013. Tudo bem que o segundo trimestre é sempre aquele mais fraco, onde os usuários querem saber o que a Apple vai revelar em setembro/outubro. Mas também pode ser mais um claro indício de condenação do segmento dos tablets (e não só dos iPads): o auge dos phablets.

 

A dicotomia: um phablet Apple? Ou um tablet Apple?

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O iPhone é tão relevante para a Apple, que eles preferem mesmo atender o que os seus usuários querem, ou seja, aumentar a tela do iPhone. Essa mudança pode garantir o sucesso do produto por mais dois anos (pelo menos), mas pode fazer com que o iPad (principalmente o iPad mini) seja mais e mais irrelevante.

As vendas do iPad são cada vez menos estáveis com o passar dos últimos trimestres, mostrando que o iPad está cada vez menos relevante nessas vendas. De 20% das vendas totais da Apple no começo de 2013, temos hoje 16%. Nenhuma outra divisão da Apple tem esse comportamento hoje… exceto é claro o iPod (que ainda vende muito bem, acredite se quiser).

A lógica diz que, a partir do momento que a tela do iPhone crescer até as 5.5 polegadas, as vendas do iPad vão cair de forma vertiginosa. Afinal, por que eu preciso de um tablet, quando o smartphone já resolve o problema? Muitos usuários estão se perguntando isso nesse momento.

O ciclo de renovação dos tablets é maior, e no caso da Apple, o smartphone segue sendo o seu produto perfeito. É com o iPhone que a empresa obtém os seus maiores lucros, impulsionando outros negócios (acessórios, loja de aplicativos, iTunes, etc).

A falta de diversificação da Apple – algo que Steve Jobs defendeu com unhas e dentes – pode ser algo perigoso nos próximos trimestres. Os cartuchos da empresa podem se esgotar no processo de renovação das suas linhas clássicas, enquanto esperamos essa próxima geração de dispositivos, como smartwatches, soluções para a saúde e quantificadores.

Provavelmente a Apple já se deu conta que o mercado de tablets já flerta com a zona do declínio, e depender do iPad pode ser algo perigoso. Principalmente quando fica claro que os concorrentes já o superaram nos recursos e principalmente, no preço. E um iPhone com tela maior é apenas uma parte dessa equação: muitos sonham até hoje com um iPhone mais simples e barato, e a Apple segue dizendo “não” para essa possibilidade.

Deixando escapar pelos dedos milhões de novos usuários.

Quem sabe eles não mudam de ideia se perceberem os pés um pouco molhados, não é mesmo? (para bom entendedor…)

O que achei do… Amazon Fire Phone, com proposta de interface 3D

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Enquanto você estava vendo a Holanda passar sufoco contra a Austrália, ou secando a Espanha contra o Chile, Jeff Bezos realizou hoje (18) um evento em Seattle (EUA) para apresentar oficialmente o Amazon Fire Phone, o primeiro smartphone da maior empresa de e-commerce do mundo. Tentando repetir a estratégia já adotada nos tablets Kindle Fire, a empresa lança um telefone com proposta diferenciada, mas presa em um dispositivo de linha média… que custa o mesmo que um iPhone nos EUA.

A pergunta que sempre fica é: será que compensa?

Por partes, como diria o Jack. Diferente dos tablets Kindle Fire, o Amazon Fire Phone quer ser inovador em alguns aspectos, oferece alternativas que podem ser realmente interessantes para quem consome de forma constante os conteúdos multimídia em um smartphone, como buscas na internet de informações relacionadas à músicas e vídeos, e principalmente, na solução de interface em 3D, que com a ajuda de quatro câmeras “persegue” os olhos do usuário o tempo todo, oferecendo assim gráficos tridimensionais dinâmicos, independente da posição do dispositivo.

Ou seja, temos o tão desejado fator inovação em alguns elementos de destaque. Porém… é o suficiente para convencer as pessoas a pagar o mesmo que um iPhone (nos EUA)?

Não sei. Penso que algumas pessoas que já são clientes cativas da Amazon na terra do Tio Sam (e não são poucas, acredite) podem se interessar pelo Amazon Fire Phone justamente por conta de já utilizar as soluções da Amazon de forma constante. Talvez alguns outros poucos devem ficar curiosos sobre como funciona as tais quatro câmeras, o modo FireFly e a experiência dinâmica da interface.

Aliás, são justamente esses elementos que chamou a minha atenção nesse lançamento, e que talvez (quem sabe, de forma remota) justificasse a minha compra.

Porém (e sempre tem um porém), a grande massa de usuários deve olhar para o lado, perceber que o Amazon Fire Phone custa exatamente a mesma coisa que um iPhone (com os mesmos dois anos de contrato; se a opção for pelo dispositivo desbloqueado, o preço é de US$ 649 pelo modelo de 32 GB), que já é um dispositivo consagrado, que as grandes massas já conhecem, e que muito provavelmente deve ser a escolha natural daqueles que não estão dispostos a se aventurar em uma nova proposta.

Sem falar no fenômeno cada vez mais emergente dos dispositivos de linha média com preços competitivos e especificações técnicas bem ajustadas – que por sua vez oferecem um desempenho muito bom dentro dessa proposta, resultando em uma relação custo/benefício melhor que modelos mais caros e, nesse caso, mais inovadores.

Não me entendam mal. O Amazon Fire Phone é uma proposta interessante, traz recursos inovadores, possui um hardware que se ajusta bem ao seu preço, um sistema operacional interessante (o Fire OS, um fork do Android)… mas é um produto que, no meu entendimento, chega ao mercado um pouco salgado demais para um produto Amazon. Levando em conta o histórico de preços da empresa com dispositivos como o e-reader Kindle e com as primeiras versões do tablet Kindle Fire, muita gente esperava um produto com um preço um pouco mais acessível.

Até porque esse foi um dos chamarizes da Amazon com seus produtos.

Ok, compreendo que algumas inovações adotadas por Jeff Bezos e sua turma tem o seu preço, e isso acaba se refletindo no valor final do produto. Mesmo assim, para muita gente, pode parecer uma “forçada de barra” a Amazon adotar o mesmo valor de um dispositivo que é considerado referência, ou do grande concorrente a ser batido.

Talvez Bezos tenha dado um passo além da perna. E olha que o seu produto não é de todo ruim.

Bom, não podemos culpá-los por tentar, não é mesmo?

WWDC 2014: a Apple “copiou” as demais, sem medo de ser feliz!

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Eu adoro acompanhar eventos da Apple. Primeiro, porque adoro eventos de tecnologia. Segundo, porque vejo fanboy da empresa tendo orgasmos múltiplos pelos mais diferentes motivos. Terceiro, porque a cada evento, vejo que a empresa que se diz “mágica e revolucionária”, que é a “virgem imaculada”, e que é “inovadora, não copiando nada de ninguém” simplesmente não existe mais. E isso é bom, por vários aspectos.

É bom porque fanboys chatos simplesmente calam a boca. Faz com que a Apple pare de encher o saco quando tem seus dispositivos copiados. Até porque de santa, a Apple não tem nada. Tá, não vai impedir que Tim Cook acione advogados quando a Samsung resolver utilizar o “slide to unlock” em seus telefones sem a sua permissão (pois isso pode causar “danos irreversíveis” para os cofres de Cupertino… não sei aonde), mas ao menos mostra que até eles copiam coisas de todo mundo: WhatsApp, Android, Windows Phone, etc.

E se esse povo todo resolve processar a Apple? Sim, pois o iMessage virou um WhatsApp wannabe, e para uma empresa que se diz “a rainha da inovação”, todos os novos recursos apresentados no seu comunicador eu já uso no WhatsApp há tempos.

E a Google? Será que vai processar a Apple porque só agora os usuários do iOS podem interagir com as notificações sem precisar abrir o aplicativo? Acho que não. Dispensável.

E trocar o teclado do iOS? Finalmente essa liberdade tão desejada por muitos. SwiftKey agradece. Recomendo para todo mundo que tem o iOS. É um teclado que simplesmente humilha o nativo do sistema da Apple.

Enfim, novidades… São bem vindas para quem tem o iOS. Para quem usa o Android, faz parte do dia a dia do usuário desde 2012. Então, posso dizer: bem-vindos ao futuro, Apple Fanboys! Vivemos nele a algum tempo, e podemos dizer que é algo bem legal! Vocês vão gostar!

Pronto. Chega de bullying com quem viveu parado no tempo.

Mudando de perspectiva, eu gostei da palestra inaugural da WWDC 2014. A Apple prometeu um evento focado para desenvolvedores, e pelo visto, vai cumprir. Algumas das coisas mais legais apresentadas por eles ontem (02) estão centradas nos developers: novas ferramentas, SDKs com amplas possibilidades, APIs mais flexíveis, e até uma linguagem nova de programação. Acho que criações incríveis vão sair de lá, e todo mundo tem a ganhar com isso.

Principalmente a Apple, que terá mais aplicativos relevantes e interessantes na sua loja.

Sobre o OS X 10.10 Yosemite, também vejo pontos bem positivos. Uma nova interface, novas funcionalidades, uma proximidade maior do iOS, e uma integração muito maior entre os principais dispositivos da Apple. Quem tem iMac, MacBook, iPhone e iPad poderá comunicar melhor esses dispositivos, interagindo com eles de forma mais livre, ampliando o leque de uso e de tarefas entre eles.

Sem falar no iCloud Drive, que chega para ser a alternativa Apple em relação ao Dropbox, Google Drive, OneDrive e derivados. Algo que tinha que aparecer mesmo.

E sobre o iOS 8… correu atrás do prejuízo. Foi a Apple copiando recursos dos concorrentes, muito solicitados pelos usuários, e sem medo de ser feliz!

Não me entendam mal. Não é algo ruim. Tais novidades eram necessárias até mesmo para evitar um êxodo maior de usuários do iOS para outras plataformas (sim, pois Tim Cook não comenta a queda de cota de mercado que o iOS sofre a cada trimestre). E para atender as demandas daqueles que permanecem na plataforma, é fundamental reduzir a distância de funcionalidades entre as propostas. E muitos usuários da Apple queriam as “adaptações” implantadas por eles… que já estavam presentes nas plataformas/serviços rivais.

Aliás, isso não é nenhum pecado. A Apple tem que fazer isso mesmo. Tornou o iOS mais atraente. Tem que ser assim.

Por fim, meu recado final é para os “doentes”: parem de achar a Apple “mágica e revolucionária”. Vocês pagam de otários quando fazem isso.

O que a Apple apresentou ontem são as melhorias naturais que as suas plataformas precisavam receber. São coisas bem legais, muitas delas importantes e outras tantas necessárias, pois eles já estavam ficando para trás em alguns aspectos.

Mas não existe absolutamente nada de tão revolucionário assim que justifiquem a masturbação coletiva, os delírios de drogado, e frases que dão a entender que só eles são criativos, inovadores e revolucionários.

Até porque não foi. Essa é que é a verdade.

Seja feliz com o iOS. Seja feliz com o iPhone. Aliás, quero voltar a ser feliz com um iPhone (quando ele tiver uma tela maior, quem sabe). Agora, não baseie a sua felicidade tentando enaltecer o seu e, ao mesmo tempo, menosprezar o sistema do outro (que, por sinal, a Apple colocou um monte de coisas que funcionam muito bem nesse sistema operacional que você chama de “porcaria”).

Aliás, porcaria é a mente pequena de ter que pensar que, para mostrar que o seu é bom, você desqualifica o outro sem argumentos. Isso é coisa de gente pequena. E tecnologia não se vale disso.

Enfim, quando o iOS 8 chegar… faça como a Apple: use, sem medo de ser feliz. Sem olhar para os lados.

Enfim, essa é a minha dica (de quem é mais foda que qualquer fanboy, pois sabe usar Android, iOS, Windows Phone… e é feliz com todos eles).

Nokia Lumia 930: esse eu curti!

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A minha relação com a Nokia nos últimos anos é bem estranha. Cheia de idas e vindas, a sua assessoria de imprensa não dando a mínima para o TargetHD, eu não recebo produtos deles para reviews… mesmo assim, a marca é uma das que mais traz visitantes para o blog, e faz muito tempo que eu não “pago um pau” de forma tão forte e consistente para um lançamento deles como eu estou fazendo para o Nokia Lumia 930.

Levando em conta que ele é uma espécie de “atualização” do Nokia Lumia Icon (que só existe nos Estados Unidos, pela operadora Verizon), podemos dizer que esse é um modelo “novo”, feito na medida certa para os geeks mais convictos. Calma, não precisam me xingar/bater/ofender a minha mãe. Eu sei que o Windows Phone ainda está melhorando (e com a versão 8.1 anunciada ontem, vai melhorar ainda mais), e que não se compara com o conjunto da obra oferecido pelo Android e iOS. Mesmo assim, senti tesão ao ver esse smartphone ser anunciado.

Um design atraente, industrial, com linhas retas, que chamam a atenção pela sensação de solidez que o produto passa. Um conjunto técnico top de linha (tela AMOLED de 5 polegadas – 1080 x 1920 pixels, 440 pixels por polegada -, processador quad-core Qualcomm Snapdragon 800 de 2.3 GHz, 2 GB de RAM, 32 GB de armazenamento, WiFi a/b/g/n/ac, Bluetooth 4.0, 4G LTE, NFC, câmera PureView, com um sensor de 20 megapixels, conjunto de lentes Carl Zeiss com estabilização óptica – OIS – e flash LED duplo, quatro microfones para captação do som ambiente, câmera frontal de 1.2 megapixels,bateria é de 2.240 mAh e sistema de recarga de bateria sem fio), e todos os diferenciais da Nokia na parte de software são argumentos muito bons para ao menso pensar nesse produto.

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Não quero me empolgar muito com a Nokia. Quero manter o tom de sobriedade e serenidade diante de um lançamento que considero promissor. Porém, é quase impossível conter o desejo para que esse produto seja bem sucedido no mercado. Diferente do lançamento do Nokia com “Android”, o Nokia Lumia 930 me deixou bem empolgado. É a Nokia que aposta alto (nada contra os mercados de entrada), que oferece algo top, com elevada qualidade.

Talvez a má notícia é que esse produto deve chegar ao Brasil custando o meu rim, e até lá, eu ainda estarei pagando pelo meu LG G2 (que só chega no meio do mês de abril… infelizmente…). Mas se eu estivesse com a grana hoje para jogar na tela do notebook, berrando “SHUT THE F*CK OFF, AND TAKE MY F*KING MONEY!!!” em busca de um smartphone com Windows Phone para chamar de “meu”, esse modelo, hoje, seria o Nokia Lumia 930, sem pensar duas vezes.

O que muda com uma Apple Store no Brasil?

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Quem curte tecnologia sabe o que está acontecendo hoje (15) no Village Mall, no Rio de Janeiro (RJ). A Apple está inaugurando a sua primeira loja física no Brasil, com toda a badalação que um evento desse tipo recebe, e até com cenas de vergonha alheia, por parte dos “Genius” contratados e dos corajosos que foram prestigiar a chegada da maçã mordida no comércio físico brasileiro.

Nesse momento, alguns discutem qual é a validade de uma loja dessas em nosso país, e alguns ainda encontram dificuldades em encontrar uma explicação minimamente razoável. Vamos deixar de lado as questões elitistas, o fato de alguns babacas cantarem pérolas do tipo “eu… sou brasileiro… com muito orgulho… com muito amor…” na abertura da loja, e de pessoas ficarem na fila por quase 24 horas para uma inauguração de loja. Isso tudo não será levado em consideração nesse post.

O importante aqui é descobrir o que vai acontecer depois que o frenesi passar.

A Apple Store existe para, basicamente, vender produtos Apple, com a experiência Apple. Samsung, Sony e outras grandes marcas usam do mesmo modelo de negócios, com lojas próprias em diferentes cidades (se bem que, nas minhas férias em Balneário Camboriú/SC, eu visitei uma loja Samsung, e saí de lá pasmo com a ignorância dos ditos “especialistas” em relação aos produtos por eles vendidos). Porém, como é na Apple, a experiência se torna “mágica e revolucionária”.

De qualquer forma, o comprador que entrar em uma Apple Store pode ter a certeza que vai encontrar uma experiência diferenciada, um suporte de alta qualidade para eliminar suas dúvidas, e um pós venda que vai tentar resolver os seus problemas da melhor maneira possível, sem te culpar por algo que você não sabe fazer, e sem empurrar com a barriga, deixando você sem o produto por semanas.

Mas isso, na teoria.

Pouco foi informado sobre como será a política da Apple no Brasil em relação à assistência técnica de seus produtos em suas lojas físicas. Em outros países, o cliente tem até 30 dias para desistir da compra, sem dar maiores explicações, e quando um produto apresenta defeito grave estando na garantia, o cliente sai da loja com um produto completamente novo. Porém, as leis brasileiras são outras, e a própria Apple não é obrigada a seguir nada disso.

Mas acho fundamental que a Apple ao menos se preocupe em oferecer soluções diferenciadas para os casos de assistência. Não ter diferença alguma de uma loja autorizada ou de um e-commerce é, na minha opinião, desperdício de prestígio de marca, para dizer o mínimo.

Se bem que uma Apple Store Brasil na Village Mall visa uma coisa: vendas de produtos caros.

Tudo bem. Então, que a chegada de uma Apple Store no Brasil ao menos represente uma mudança de pensamento da própria Apple em relação ao nosso país. Que ao menos os lançamentos da empresa desembarquem mais rápido no nosso mercado. Sabe, é patético as pessoas ainda acreditarem que Tim Cook e sua turma se importam com o mercado brasileiro, uma vez que eles lucram de forma absurda com o “fator Brasil”, e trazendo os lançamentos apenas na terceira janela de lançamentos.

Na prática, a Apple trata o consumidor brasileiro como um qualquer… e tem gente que bate palma para isso.

Não acredito em preços mais competitivos na Apple Store Brasil. Sem nem nas vendas virtuais eles conseguem fazer isso, que dirá na loja física, que exige uma logística mais cara (sem falar nos funcionários que precisam ser pagos e comissionados).

Porém, se vamos continuar pagando caro pelos produtos, que ao menos não precisemos mais esperar tanto tempo para que eles cheguem ao nosso mercado. É mais do que razoável receber os lançamentos na mesma janela que nos Estados Unidos. É o mínimo que se pede.

Afinal de contas, a partir de agora, temos uma Apple Store no Brasil. Logo, nada mais justo.

O Flappy Bird valia US$ 50 mil por dia. Por que desistir dele?

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Dong Nyugen é um homem de palavra. Ou é um marqueteiro. Pode ser as duas coisas, obviamente. Ontem (09), ele levantou várias hipóteses quando cumpriu a promessa de remover a sua mina de dinheiro em forma de jogo irritante o seu jogo Flappy Bird das lojas da Apple App Store e da Google Play Store. E até o presente momento, não sabemos direito o motivo para isso acontecer. Mesmo com Dong explicando até de forma didática para todo mundo.

O nosso amigo Dong (aparentemente) ficou cansado com a exposição que veio com o sucesso do jogo, e com a quantidade de pessoas criticando o jogo pelas suas semelhanças com outro grande sucesso do mundo dos videogames, o Mario Bros. Na verdade, a semelhança é só estética mesmo. O game tem uma mecânica de jogo bem simples e irritantemente viciante. Ele consegue ser ainda mais simples que clássicos da simplicidade, como por exemplo Angry Birds e Jetpack Joyride.

Segundo o próprio Nyugen, ele ganhava aproximadamente US$ 50 mil por dia com o jogo em receitas de publicidade. Mas por conta de sua decisão, ele decidiu retirar o jogo das duas lojas. Informou que vai seguir desenvolvendo novos títulos para as plataformas móveis, mas não entrou em maiores detalhes sobre os seus futuros projetos.

Por partes. Eu não conheço o Dong. Não sou aqui advogado para defender ou condenar suas atitudes. Vou apenas levantar teorias.

Uma dessas teorias é que ele realmente pode ter se cansado de tudo isso. Afinal de contas, pense em uma horda de trolls desocupados e cheios de inveja no coração falando um monte de besteiras todos os dias. Tem gente que se enche mesmo. E nem uma montanha de dinheiro pagaria essa encheção de saco.

Outra teoria bem plausível é que essa remoção será temporária, para preparar um passo ainda maior, trazendo o jogo de volta para o iOS e o Android em algum momento considerado oportuno, para que o Flappy Bird tenha um boom ainda maior do que já tem hoje. Uma grande jogada de marketing.

Aliás, alguns efeitos indiretos desse “fim” do Flappy Bird já podem ser percebidos. Alguns malucos estão oferecendo por aí smartphones com o jogo pré-instalado, e cobrando verdadeiros absurdos para lucrar em cima do desespero de otários pessoas inocentes.

Outra possibilidade: o “fim” do Flappy Bird é uma forma de promover a empresa de Dong (e ele mesmo) para o lançamento de uma nova linha de jogos e serviços. De certo modo, já estaria funcionando, pois até semana passada, (quase) ninguém sabia quem era Dong Nyugen.

Por fim, uma última hipótese: ele realmente matou o jogo, e fim da história. Esperem o próximo.

A essa altura do campeonato, já começaram a aparecer na Apple App Store e (principalmente) na Google Play Store os “clones” do Flappy Bird (alguns até de mal gosto). Nosso amigo Dong pode também estar se protegendo para processar todo mundo. Se bem que, para uma pessoa que abriu mão de US$ 50 mil por dia, é muito pouco provável que ele queira enfrentar os tribunais.

De qualquer forma, vamos ficar de olho nos próximos acontecimentos. Enquanto isso, o Flappy Bird, nesse momento, entrou no esquema  “quem tem, tem; quem não tem, vai ficar querendo…”.

Pelo menos 500 palavras…

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Ultimamente, os meus posts autorais para os meus blogs estão alcançando a marca de 500 palavras digitadas. Eu considero esse um número bom. Razoável, talvez. Mas eu me pergunto: será que as pessoas estão dispostas a ler 500 palavras nos dias de hoje?

Em uma época onde nos comunicamos com poucas palavras, deixamos mensagens rápidas nos comunicadores instantâneos, mandamos tweets, scraps e pequenas postagens no Facebook, ainda existe espaço para os textos mais longos e elaborados? Aliás, ainda existe espaço para raciocínios mais abrangentes, teorias (conspiratórias ou não) descritas em detalhes, que possam efetivamente levantar uma discussão construtiva sobre um determinado tema?

Ou ficamos limitados ao imediatismo dos 140 caracteres?

Não pensem que estou ficando velho. Eu já sou velho. Mesmo assim, eu gosto de usar as redes sociais de respostas mais imediatas. Adoro o Twitter, estou trocando mais mensagens rápidas no Facebook do que antes, estou utilizando o WhatsApp com maior frequência, e tento ao menos experimentar todas as ferramentas que tornam a comunicação mais rápida, dinâmica e funcional. Ah, e mobile, é claro.

Porém, eu adoro escrever. Adoro escrever nos meus blogs. Acho fascinante e sedutor o poder que o desenvolvimento pleno de um raciocínio pode ter, principalmente quando percorrido por um teclado de um computador. Sabe, o meu gosto pela escrita veio primeiro com o meu pai. Ele era jornalista, e eu via ele digitando por horas e horas em uma velha máquina de escrever Olivetti. Achava aquilo sensacional.

Depois, minha professora de português durante o período do ensino fundamental. Exigente, ela sempre estimulava seus alunos ao desenvolvimento de uma boa escrita. O desenvolvimento das ideias de forma ordenada, uma inteligente distribuição das palavras, e uma ortografia correta. Eu sei que eu cometo alguns erros em posts que eu escrevo, mas se não fosse por ela, eu não estaria escrevendo na internet hoje.

Logo, acho que dificilmente vou abandonar um blog apenas pelo fato dele não alcançar os seus objetivos, ou por não ter visitas e comentários. O meu desejo por compartilhar ideias e informações através de veículos independentes ainda é maior que a indiferença que tais veículos podem ter sobre o olhar dos outros. Talvez um dia eu seja vencido pelo cansaço, ou pela incapacidade motora de digitar. E, mesmo assim, até lá, outros meios de inserção de palavras em um blog WordPress já foram criados.

Aliás, já existem. Só não são tão funcionais assim.

Porém, eu volto para a minha pergunta: será que as pessoas ainda estão interessadas em “ler”?

Muitas pessoas sequer vão ler esse texto pela preguiça de clicar em um link. Em alguns momentos eu penso que vivemos em uma época onde as pessoas deixaram o estágio do imediatismo, e foram para a parte do “sou tecnologicamente preguiçoso”. Não querem ler manuais, não querem ler reviews, não querem sequer ler. Querem a resposta das dúvidas em 140 caracteres, no máximo.

Uma pena. Sempre me disseram que é justamente a leitura que alimenta a alma do ser humano… e estão certos!

E esse post tem exatas 500 palavras.