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O que eu espero do evento da Apple de logo mais (iPhone 6, iWatch, etc)

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Em 29 de maio, Eddy Cue, responsável pelo iCloud e iTunes na Apple, estava muito contente na sua aparição na Code Conference, em San Francisco. Lá, ele disse uma frase que criou um grande monstro da expectativa: disse que até o final de 2014, a Apple teria “o melhor portfólio de produtos dos últimos 25 anos”. Tal afirmação era (aparentemente) pretensiosa, ainda mais levando em conta a empresa em questão.

A WWDC 2014 apresentou interessantes novidades: iOS 8, OS X 10.10 Yosemite, Swift, etc. Mas muitos esperavam anúncios de hardware, que não aconteceram. Pois bem, hoje – 09 de setembro de 2014 -, teremos esses anúncios. E, dessa vez, podemos esperar da Apple simplesmente TUDO.

Nesse post, deixo minhas impressões dos anúncios certos, dos prováveis, dos improváveis, e do que seria legal ver no evento, mas que também é improvável que apareça. Algumas coisas serão confirmadas, outras reclassificadas, e outras sequer serão mencionadas. Mas vale pelo exercício.

 

O que já é certeza

* iPhone 6: se não for anunciado, será a grande decepção do evento. Todos esperam duas versões do novo smartphone, com telas de 4.7 e 5.5 polegadas (com os nomes iPhone 6 e iPhone 6 Plus, nomes que apareceram nas últimas horas), que poderiam adotar chips NFC e melhorias de software, com o novo iOS 8 (HealthKit, HomeKit, APIs mais abertas), características do OS X Yosemite, e as tradicionais melhorias de hardware.

*iWatch: o primeiro dispositivo wearable da Apple. Não está claro se será apenas uma pulseira quantificadora ou um relógio inteligente, mas as últimas declarações de Jony Ive apontam para um smartwatch. A ausência de vazamento de imagens parece indicar que, mesmo que ele seja apresentado, ele só deve chegar ao mercado em 2015. Além disso, esse pode ser um projeto que sequer tenha saído dos Estados Unidos, o que também explicaria a ausência de vazamentos (já que os asiáticos não conseguem ficar com a boca fechada).

* Pagamentos móveis: a Apple tem um potencial enorme nesse sentido, mas também é fato que eles ainda não afinaram o iCloud, principalmente no quesito segurança. A empresa conta com centenas de milhões de números de cartão de crédito – via iTunes e App Store -, e transferir essa experiência para um serviço que permite o pagamento de produtos e serviços que não são da Apple é o próximo passo.

* Lar inteligente e saúde: a Apple já antecipou as novidades no iOS 8 na parte de domótica e de monitorização da saúde, e essas serão duas propriedades que podem estar muito integradas nos novos iPhone e iWatch. A parte de saúde deve ser clara protagonista, e profissionais desse setor devem aparecer no keynote para mostrar algumas das vantagens do HealthKit.

 

O que é provável

* iPad Air 2: apesar de acreditar que a Apple vai realizar um evento em separado para apresentar novos tablets, existe sim a possibilidade da empresa aproveitar a oportunidade para renovar essa linha de produto. Os últimos rumores apontam que só veremos o novo iPad Air 2, enquanto que o iPad mini ficará sem atualização. A desaceleração na venda de iPads é um fato, e melhoras nesse dispositivos são esperadas (como o TouchID), com o objetivo de colocar o produto novamente em evidência.

* Beats Music & iTunes: a afirmação de Eddy Cue parece fazer mais sentido agora, com novos iPhones que contariam com um novo serviço de streaming. A compra da Beats ainda não deu frutos palpáveis, mas pode ser que hoje apareçam surpresas sobre o assunto. Por outro lado, é curioso que, nem o iOS 8, nem o OS X Yosemite contem com um potencial suporte para esse hipotético serviço de streaming, assim como o iTunes. De novo: pode ser que esse serviço também seja apresentado em um evento em separado. Em contrapartida, a possível presença da banda U2 no evento de hoje pode servir para anunciar a presença da Beats nos novos dispositivos da Apple. Um novo iPod, talvez? Acho que não. Mas… quem sabe?

* iMac 4K: uma nova chance ao iMac, uma vez que a sua atualização de junho foi algo “pobre”, por assim dizer (perda de 50% de desempenho para uma economia de 18%). Vale lembrar que o evento de logo mais acontece no Flint Center, em Cupertino, Califórnia. Esse é um local especial para a Apple: foi lá que, em 1984, eles apresentaram o Macintosh, e talvez esse aniversário possa ser o motivo do lançamento de um novo iMac, com um novo design e, quem sabe, com uma tela UHD/4K. Porém, tal como acontece com o MacBook Air, o problema está nos novos processadores Intel Core M (Broadwell), que não são os mais adequados para suportar essas resoluções.

 

O que é improvável

* Tela dividida no iOS 8: com uma renovação de hardware, podemos ter mudanças específicas de software no iOS 8 para o iPad. Em junho, foi flagrado um suporte multi-janela com tela dividida, e isso pode fazer com que o interesse nos iPads volte a crescer, assim como as funções Continuity e Handoff, que permitem ampliar a convergência no ecossistema da Apple.

* iPad de grande formato: li e ouvi muito sobre isso nos últimos meses. Um terceiro iPad com tela de 12.9 polegadas, que seria uma alternativa aos seus portáteis, mas com o iOS 8 como capitão. Se esse produto faz sentido ou não é uma outra história, mas mais uma vez o momento da Apple no mercado de tablets pode apontar para uma nova tentativa de diversificação, algo que a empresa já fez com o iPod, por exemplo. Não é muito factível que algo nesse sentido apareça hoje. De fato, esse é um produto que – se existe – merece um evento próprio, ao lado de novos iPad Air e iPad mini.

* Novos MacBook Air: a renovação – se é que podemos chamar assim – do iMac e dos MacBook Pro parecem deixar o MacBook Air como protagonista solitário das possíveis próximas grandes atualizações dos computadores da Apple. Não sei se dá pra colocar isso no grupo dos “prováveis”, mas levando em conta que ainda vai levar um tempo para que os chips Broadwell estreiem, prefiro colocar no grupo dos improváveis. Os chips Intel Core M apresentados na IFA 2014 são os candidatos certos para essa renovação do MacBook Air Retina, inclusive no hipotético modelo de 12.9 polegadas. Com isso, podemos ter designs mais finos – sem ventiladores – previstos pela própria Intel, e isso pode ser interessante para uma potencial renovação desses equipamentos. Porém, de novo, não é provável que esses equipamentos apareçam até o começo de 2015, ou talvez até um pouco antes do natal.

* Apple TV: o foco nos smartphones e wearables parece evidente, e pode ser que, por conta disso, o entretenimento fique em segundo plano. Lançamentos como o Amazon Fire TV ou do Android TV podem ter apressado a Apple nesse segmento, mas se existirem anúncios nesse sentido, talvez sejam apenas uma atualização do hardware atual, que ainda segue sendo uma boa opção de gerenciamento de conteúdos, especialmente para os usuários de outras soluções do ecossistema da Apple.

 

O que seria legal ver (já que sonhar ainda é de graça)

* MacBook ARM: os rumores sobre um possível MacBook com processador ARM foram muito frequentes nos últimos meses, e os processadores da Apple parecem estar preparados para dar esse passo. O Apple A8 pode iniciar uma nova fase na informática móvel. A aparição de elementos comuns entre o OS X e o iOS 8 pode ser um dos indícios que teremos o ARM nos computadores portáteis da empresa em um futuro a médio prazo.

* Cinema Display 4K: uma atualização que seria muito interessante para quem comprou um Mac Pro. O suporte para resoluções UHD no sistema operacional está ativo no OS X a algum tempo, e essa faceta criativa viria reforçada com um produto que seria perfeito para os profissionais e fãs incondicionais das altíssimas resoluções.

Sharknado 2 (2014) | Cinema em Review

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Ontem (31), o Brasil teve o privilégio de assistir ao já histórico telefilme Sharknado 2: A Segunda Onda, exibido pelo canal SyFy Brasil apenas 24 horas depois de sua primeira exibição nos Estados Unidos. E quando falo que ele já está na história, não é nenhuma zoeira: esse é o telefilme mais visto da história da TV paga norte-americana (3.9 milhões de espectadores na sua primeira exibição), e o assunto mais citado da história do Twitter, com mais de 1 bilhão de menções na rede social. Mas não é só isso.

Esqueçam ‘X-Men: Dias De Um Futuro Sombrio’, ‘Capitão América 2’, ‘O Espetacular Homem-Aranha 2’, ‘Guardiões da Galáxia’ ou qualquer outra coisa que suas retinas tenham presenciado nos últimos sete meses. Você, amigo leitor, gostando ou não, saiba que a verdade é uma só: Sharknado 2 é, com muita facilidade, “o melhor filme de 2014”. Não importa o que você pensa, e não importa o que aconteça nos próximos meses.

E vou dar argumentos para o que estou dizendo (e sem spoilers, se possível).

O SyFy alcançou com Sharknado 2 o nível de “especialista supremo universal dos filmes de terror/tragédia trash”. Se tornaram faixa preta terceiro dan nesse aspecto. Daqui para frente, eles nunca mais vão errar nessa fórmula, e com certeza vão oferecer aquilo que o seu público-alvo quer. Aliás, aquilo que todos nós queremos. Diferente dos filmes que citei antes, Sharknado 2 agrada em cheio os seus fãs, de forma unânime! É impossível apontar algo que desagrade.

Até porque você precisa ver esse filme totalmente desprovido de critérios. Critérios? Pra quê, meu povo?

Sharknado 2 é o melhor filme de 2014 porque se leva a sério nos seus objetivos. Se é pra fazer filme galhofa, vamos acreditar nisso. Vamos fazer a tosqueira com convicção, acreditando que estamos entregando a maior tragédia da história da humanidade, fazendo com que profissionais da NBC não só digam diante das câmeras que Nova York poderia estar diante de uma tragédia de “proporções bíblicas”, mas fazendo com que eles LUTEM COM TUBARÕES! Sério, gente, essa é uma vitória!

Aliás, quem assistiu os dois filmes sabe que, diante do que foi o primeiro em termos de produção, sabe que Sharknado 2 é uma superprodução. Não, amigos… não estou falando dos vários, inúmeros e propositalmente mal feitos tubarões computadorizados (tubarões, aviões, nuvens e qualquer outra coisa que pudesse passar pelo computador) que foram vastamente colocados na tela. Eu falo das diversas cenas de externas em locais importantes (quinta avenida, estádio do NY Mets, etc) e em alguns merchandisigns vistos no filme (tem um do Subway que é descarado), e nas participações especiais. A grana rolou solta, e isso ajudou para que um filme muito melhor fosse entregue.

 

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Mas o que realmente torna Sharknado 2 o melhor filme de 2014 (e, de novo: não importa o que você pensa) é o filme em si, como um todo. Um elenco capitaneado por Ian Ziering, que já eram um ator de capacidade de interpretação bem duvidosa em Beverly Hills 90210 (primeira versão de Barrados no Baile), e que conta com participações especiais valiosíssimas (destaque para Kelly Osbourne, Andy Dick, e principalmente Mark McGrath) simplesmente não pode dar errado. E é só o começo.

A trama do filme é totalmente desprovida de qualquer tipo de preconceitos e critérios. Até porque (vou repetir sim essa pergunta)… Critérios? Pra que? Os responsáveis por Sharkando 2 foram tão geniais (à frente do seu tempo, eu diria), que eles deixaram até erros de continuidade logo nos primeiros minutos do filme. Pessoas que estão por último para sair do estádio de baseball, mas chegam em primeiro na estação do metrô, uma tromba d’água de corrói apenas a parte traseira do último vagão do metrô, e outras ideias sensacionais para tornar o filme ainda melhor.

Sem falar no final do filme, que é realmente épico, com uma situação definitivamente absurda (como não podia deixar de ser), e como “bônus”, de forma bem sacana, eles colocam uma última e cretina piada, que mostra claramente que roteiristas, produtores, atores e todos os envolvidos estão muito cientes que todos nós, fãs dos filmes tragédia toscos, queremos mesmo é nos divertir com tudo isso.

Enfim, se você não viu Sharknado 2, não faz a menor ideia do que está perdendo. O filme é simplesmente maravilhoso, e esse texto não consegue traduzir nem 10% de tudo o que você vai presenciar nessa produção, que me ofereceu duas das mais divertidas horas diante da TV em 2014.

Obrigado, Senhor SyFy, pela graça alcançada com Sharkado 2!

 

 

P.S.: a essa altura do campeonato, se você realmente levou esse texto a sério, literalmente, devo dizer que lamento por você não saber identificar as ironias de um texto. Nem perca seu tempo se revoltando com esse post, pois a culpa não é minha se você não entende uma grande piada.

Um iPhone maior pode matar o iPad de vez: esse é o dilema da Apple

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Cuidado, Apple! Essa história de colocar todas as maçãs na mesma cesta começa a ser algo perigoso. Os resultados financeiros revelados nessa semana mostram que o iPhone segue muito bem. Por enquanto. E por causa da China (o recente acordo com a China Mobile). Porém, a margem de manobra para o mercado de smartphones está cada vez mais limitada, e a corrida para lançar um iPhone maior pode acabar canibalizando o iPad de tal forma, que o tablet da Apple pode simplesmente desaparecer.

Ok, pode ser uma previsão apocalíptica demais. Mas os resultados financeiros mostram que o iPhone do jeito que está continua muito bem nas vendas (35.2 milhões de unidades no último trimestre fiscal da empresa). Isso se reflete em uma clara dependência do iPhone para que o dinheiro das vendas entrem (nos últimos sete trimestres, o iPhone oscilou entre 51% e 57% no faturamento da empresa).

Já no caso do iPad, as quedas acontecem já por trimestres consecutivos. No último relatório financeiro, a queda foi de 9% em relação ao mesmo período de 2013. Tudo bem que o segundo trimestre é sempre aquele mais fraco, onde os usuários querem saber o que a Apple vai revelar em setembro/outubro. Mas também pode ser mais um claro indício de condenação do segmento dos tablets (e não só dos iPads): o auge dos phablets.

 

A dicotomia: um phablet Apple? Ou um tablet Apple?

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O iPhone é tão relevante para a Apple, que eles preferem mesmo atender o que os seus usuários querem, ou seja, aumentar a tela do iPhone. Essa mudança pode garantir o sucesso do produto por mais dois anos (pelo menos), mas pode fazer com que o iPad (principalmente o iPad mini) seja mais e mais irrelevante.

As vendas do iPad são cada vez menos estáveis com o passar dos últimos trimestres, mostrando que o iPad está cada vez menos relevante nessas vendas. De 20% das vendas totais da Apple no começo de 2013, temos hoje 16%. Nenhuma outra divisão da Apple tem esse comportamento hoje… exceto é claro o iPod (que ainda vende muito bem, acredite se quiser).

A lógica diz que, a partir do momento que a tela do iPhone crescer até as 5.5 polegadas, as vendas do iPad vão cair de forma vertiginosa. Afinal, por que eu preciso de um tablet, quando o smartphone já resolve o problema? Muitos usuários estão se perguntando isso nesse momento.

O ciclo de renovação dos tablets é maior, e no caso da Apple, o smartphone segue sendo o seu produto perfeito. É com o iPhone que a empresa obtém os seus maiores lucros, impulsionando outros negócios (acessórios, loja de aplicativos, iTunes, etc).

A falta de diversificação da Apple – algo que Steve Jobs defendeu com unhas e dentes – pode ser algo perigoso nos próximos trimestres. Os cartuchos da empresa podem se esgotar no processo de renovação das suas linhas clássicas, enquanto esperamos essa próxima geração de dispositivos, como smartwatches, soluções para a saúde e quantificadores.

Provavelmente a Apple já se deu conta que o mercado de tablets já flerta com a zona do declínio, e depender do iPad pode ser algo perigoso. Principalmente quando fica claro que os concorrentes já o superaram nos recursos e principalmente, no preço. E um iPhone com tela maior é apenas uma parte dessa equação: muitos sonham até hoje com um iPhone mais simples e barato, e a Apple segue dizendo “não” para essa possibilidade.

Deixando escapar pelos dedos milhões de novos usuários.

Quem sabe eles não mudam de ideia se perceberem os pés um pouco molhados, não é mesmo? (para bom entendedor…)

O que achei do… Amazon Fire Phone, com proposta de interface 3D

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Enquanto você estava vendo a Holanda passar sufoco contra a Austrália, ou secando a Espanha contra o Chile, Jeff Bezos realizou hoje (18) um evento em Seattle (EUA) para apresentar oficialmente o Amazon Fire Phone, o primeiro smartphone da maior empresa de e-commerce do mundo. Tentando repetir a estratégia já adotada nos tablets Kindle Fire, a empresa lança um telefone com proposta diferenciada, mas presa em um dispositivo de linha média… que custa o mesmo que um iPhone nos EUA.

A pergunta que sempre fica é: será que compensa?

Por partes, como diria o Jack. Diferente dos tablets Kindle Fire, o Amazon Fire Phone quer ser inovador em alguns aspectos, oferece alternativas que podem ser realmente interessantes para quem consome de forma constante os conteúdos multimídia em um smartphone, como buscas na internet de informações relacionadas à músicas e vídeos, e principalmente, na solução de interface em 3D, que com a ajuda de quatro câmeras “persegue” os olhos do usuário o tempo todo, oferecendo assim gráficos tridimensionais dinâmicos, independente da posição do dispositivo.

Ou seja, temos o tão desejado fator inovação em alguns elementos de destaque. Porém… é o suficiente para convencer as pessoas a pagar o mesmo que um iPhone (nos EUA)?

Não sei. Penso que algumas pessoas que já são clientes cativas da Amazon na terra do Tio Sam (e não são poucas, acredite) podem se interessar pelo Amazon Fire Phone justamente por conta de já utilizar as soluções da Amazon de forma constante. Talvez alguns outros poucos devem ficar curiosos sobre como funciona as tais quatro câmeras, o modo FireFly e a experiência dinâmica da interface.

Aliás, são justamente esses elementos que chamou a minha atenção nesse lançamento, e que talvez (quem sabe, de forma remota) justificasse a minha compra.

Porém (e sempre tem um porém), a grande massa de usuários deve olhar para o lado, perceber que o Amazon Fire Phone custa exatamente a mesma coisa que um iPhone (com os mesmos dois anos de contrato; se a opção for pelo dispositivo desbloqueado, o preço é de US$ 649 pelo modelo de 32 GB), que já é um dispositivo consagrado, que as grandes massas já conhecem, e que muito provavelmente deve ser a escolha natural daqueles que não estão dispostos a se aventurar em uma nova proposta.

Sem falar no fenômeno cada vez mais emergente dos dispositivos de linha média com preços competitivos e especificações técnicas bem ajustadas – que por sua vez oferecem um desempenho muito bom dentro dessa proposta, resultando em uma relação custo/benefício melhor que modelos mais caros e, nesse caso, mais inovadores.

Não me entendam mal. O Amazon Fire Phone é uma proposta interessante, traz recursos inovadores, possui um hardware que se ajusta bem ao seu preço, um sistema operacional interessante (o Fire OS, um fork do Android)… mas é um produto que, no meu entendimento, chega ao mercado um pouco salgado demais para um produto Amazon. Levando em conta o histórico de preços da empresa com dispositivos como o e-reader Kindle e com as primeiras versões do tablet Kindle Fire, muita gente esperava um produto com um preço um pouco mais acessível.

Até porque esse foi um dos chamarizes da Amazon com seus produtos.

Ok, compreendo que algumas inovações adotadas por Jeff Bezos e sua turma tem o seu preço, e isso acaba se refletindo no valor final do produto. Mesmo assim, para muita gente, pode parecer uma “forçada de barra” a Amazon adotar o mesmo valor de um dispositivo que é considerado referência, ou do grande concorrente a ser batido.

Talvez Bezos tenha dado um passo além da perna. E olha que o seu produto não é de todo ruim.

Bom, não podemos culpá-los por tentar, não é mesmo?

WWDC 2014: a Apple “copiou” as demais, sem medo de ser feliz!

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Eu adoro acompanhar eventos da Apple. Primeiro, porque adoro eventos de tecnologia. Segundo, porque vejo fanboy da empresa tendo orgasmos múltiplos pelos mais diferentes motivos. Terceiro, porque a cada evento, vejo que a empresa que se diz “mágica e revolucionária”, que é a “virgem imaculada”, e que é “inovadora, não copiando nada de ninguém” simplesmente não existe mais. E isso é bom, por vários aspectos.

É bom porque fanboys chatos simplesmente calam a boca. Faz com que a Apple pare de encher o saco quando tem seus dispositivos copiados. Até porque de santa, a Apple não tem nada. Tá, não vai impedir que Tim Cook acione advogados quando a Samsung resolver utilizar o “slide to unlock” em seus telefones sem a sua permissão (pois isso pode causar “danos irreversíveis” para os cofres de Cupertino… não sei aonde), mas ao menos mostra que até eles copiam coisas de todo mundo: WhatsApp, Android, Windows Phone, etc.

E se esse povo todo resolve processar a Apple? Sim, pois o iMessage virou um WhatsApp wannabe, e para uma empresa que se diz “a rainha da inovação”, todos os novos recursos apresentados no seu comunicador eu já uso no WhatsApp há tempos.

E a Google? Será que vai processar a Apple porque só agora os usuários do iOS podem interagir com as notificações sem precisar abrir o aplicativo? Acho que não. Dispensável.

E trocar o teclado do iOS? Finalmente essa liberdade tão desejada por muitos. SwiftKey agradece. Recomendo para todo mundo que tem o iOS. É um teclado que simplesmente humilha o nativo do sistema da Apple.

Enfim, novidades… São bem vindas para quem tem o iOS. Para quem usa o Android, faz parte do dia a dia do usuário desde 2012. Então, posso dizer: bem-vindos ao futuro, Apple Fanboys! Vivemos nele a algum tempo, e podemos dizer que é algo bem legal! Vocês vão gostar!

Pronto. Chega de bullying com quem viveu parado no tempo.

Mudando de perspectiva, eu gostei da palestra inaugural da WWDC 2014. A Apple prometeu um evento focado para desenvolvedores, e pelo visto, vai cumprir. Algumas das coisas mais legais apresentadas por eles ontem (02) estão centradas nos developers: novas ferramentas, SDKs com amplas possibilidades, APIs mais flexíveis, e até uma linguagem nova de programação. Acho que criações incríveis vão sair de lá, e todo mundo tem a ganhar com isso.

Principalmente a Apple, que terá mais aplicativos relevantes e interessantes na sua loja.

Sobre o OS X 10.10 Yosemite, também vejo pontos bem positivos. Uma nova interface, novas funcionalidades, uma proximidade maior do iOS, e uma integração muito maior entre os principais dispositivos da Apple. Quem tem iMac, MacBook, iPhone e iPad poderá comunicar melhor esses dispositivos, interagindo com eles de forma mais livre, ampliando o leque de uso e de tarefas entre eles.

Sem falar no iCloud Drive, que chega para ser a alternativa Apple em relação ao Dropbox, Google Drive, OneDrive e derivados. Algo que tinha que aparecer mesmo.

E sobre o iOS 8… correu atrás do prejuízo. Foi a Apple copiando recursos dos concorrentes, muito solicitados pelos usuários, e sem medo de ser feliz!

Não me entendam mal. Não é algo ruim. Tais novidades eram necessárias até mesmo para evitar um êxodo maior de usuários do iOS para outras plataformas (sim, pois Tim Cook não comenta a queda de cota de mercado que o iOS sofre a cada trimestre). E para atender as demandas daqueles que permanecem na plataforma, é fundamental reduzir a distância de funcionalidades entre as propostas. E muitos usuários da Apple queriam as “adaptações” implantadas por eles… que já estavam presentes nas plataformas/serviços rivais.

Aliás, isso não é nenhum pecado. A Apple tem que fazer isso mesmo. Tornou o iOS mais atraente. Tem que ser assim.

Por fim, meu recado final é para os “doentes”: parem de achar a Apple “mágica e revolucionária”. Vocês pagam de otários quando fazem isso.

O que a Apple apresentou ontem são as melhorias naturais que as suas plataformas precisavam receber. São coisas bem legais, muitas delas importantes e outras tantas necessárias, pois eles já estavam ficando para trás em alguns aspectos.

Mas não existe absolutamente nada de tão revolucionário assim que justifiquem a masturbação coletiva, os delírios de drogado, e frases que dão a entender que só eles são criativos, inovadores e revolucionários.

Até porque não foi. Essa é que é a verdade.

Seja feliz com o iOS. Seja feliz com o iPhone. Aliás, quero voltar a ser feliz com um iPhone (quando ele tiver uma tela maior, quem sabe). Agora, não baseie a sua felicidade tentando enaltecer o seu e, ao mesmo tempo, menosprezar o sistema do outro (que, por sinal, a Apple colocou um monte de coisas que funcionam muito bem nesse sistema operacional que você chama de “porcaria”).

Aliás, porcaria é a mente pequena de ter que pensar que, para mostrar que o seu é bom, você desqualifica o outro sem argumentos. Isso é coisa de gente pequena. E tecnologia não se vale disso.

Enfim, quando o iOS 8 chegar… faça como a Apple: use, sem medo de ser feliz. Sem olhar para os lados.

Enfim, essa é a minha dica (de quem é mais foda que qualquer fanboy, pois sabe usar Android, iOS, Windows Phone… e é feliz com todos eles).

Nokia Lumia 930: esse eu curti!

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A minha relação com a Nokia nos últimos anos é bem estranha. Cheia de idas e vindas, a sua assessoria de imprensa não dando a mínima para o TargetHD, eu não recebo produtos deles para reviews… mesmo assim, a marca é uma das que mais traz visitantes para o blog, e faz muito tempo que eu não “pago um pau” de forma tão forte e consistente para um lançamento deles como eu estou fazendo para o Nokia Lumia 930.

Levando em conta que ele é uma espécie de “atualização” do Nokia Lumia Icon (que só existe nos Estados Unidos, pela operadora Verizon), podemos dizer que esse é um modelo “novo”, feito na medida certa para os geeks mais convictos. Calma, não precisam me xingar/bater/ofender a minha mãe. Eu sei que o Windows Phone ainda está melhorando (e com a versão 8.1 anunciada ontem, vai melhorar ainda mais), e que não se compara com o conjunto da obra oferecido pelo Android e iOS. Mesmo assim, senti tesão ao ver esse smartphone ser anunciado.

Um design atraente, industrial, com linhas retas, que chamam a atenção pela sensação de solidez que o produto passa. Um conjunto técnico top de linha (tela AMOLED de 5 polegadas – 1080 x 1920 pixels, 440 pixels por polegada -, processador quad-core Qualcomm Snapdragon 800 de 2.3 GHz, 2 GB de RAM, 32 GB de armazenamento, WiFi a/b/g/n/ac, Bluetooth 4.0, 4G LTE, NFC, câmera PureView, com um sensor de 20 megapixels, conjunto de lentes Carl Zeiss com estabilização óptica – OIS – e flash LED duplo, quatro microfones para captação do som ambiente, câmera frontal de 1.2 megapixels,bateria é de 2.240 mAh e sistema de recarga de bateria sem fio), e todos os diferenciais da Nokia na parte de software são argumentos muito bons para ao menso pensar nesse produto.

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Não quero me empolgar muito com a Nokia. Quero manter o tom de sobriedade e serenidade diante de um lançamento que considero promissor. Porém, é quase impossível conter o desejo para que esse produto seja bem sucedido no mercado. Diferente do lançamento do Nokia com “Android”, o Nokia Lumia 930 me deixou bem empolgado. É a Nokia que aposta alto (nada contra os mercados de entrada), que oferece algo top, com elevada qualidade.

Talvez a má notícia é que esse produto deve chegar ao Brasil custando o meu rim, e até lá, eu ainda estarei pagando pelo meu LG G2 (que só chega no meio do mês de abril… infelizmente…). Mas se eu estivesse com a grana hoje para jogar na tela do notebook, berrando “SHUT THE F*CK OFF, AND TAKE MY F*KING MONEY!!!” em busca de um smartphone com Windows Phone para chamar de “meu”, esse modelo, hoje, seria o Nokia Lumia 930, sem pensar duas vezes.

…e How I Met Your Mother completou o seu ciclo

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Texto sem spoilers.

Quando você assiste uma série por muito tempo, você não pensa em desistir dela, por vários motivos. Porque você pensa “eu já cheguei até aqui, agora vou até o fim…”. Por você já ter criado afinidades com aquela produção. Por já ter perdido tempo demais com a série para abandoná-la. Ou porque você ama essa série que, mesmo achando que a história virou um “correndo atrás do próprio rabo”, ou um “Barney e seus amigos”, ou seja lá o que for que eu tenha dito nos últimos anos aqui no SpinOff… enfim, por amor, a pena continuar.

Quem ama, simplesmente não desiste. E estou feliz porque não desisti de How I Met Your Mother.

A comédia da CBS que durou quase uma década contou uma grande história de amor. Cheia de clichês, encontros e desencontros, reviravoltas, surpresas… na verdade, não mostrou apenas uma história de amor. Mostrou várias, dentro de outra grande relação de amor: a amizade daqueles cinco protagonistas, diferentes nas suas personalidades, mas em sintonia no desejo da busca pela felicidade. Amigos que viveram juntos os melhores anos de suas vidas, compartilhando com a audiência os acontecimentos que determinaram os seus futuros.

Para uma história que começou a ser contada em 2005, e só foi concluída em 2030, vimos tudo o que determinou o futuro de cada um deles. Para aqueles que acompanharam essa trajetória em todos os episódios, a sensação que fica é que “tudo se encaixa”. Pois o fim consegue se alinhar perfeitamente não apenas com a grande história de amor que a série se propôs a contar. Mas principalmente, com o que faz as histórias de vida fazerem sentido. Que é…

A vida é feita de ciclos. E, se tudo der certo, esse ciclo se fecha do jeito que você sempre quis.

Acho que a grande alegria que uma pessoa pode ter é chegar ao ponto final de uma jornada, e ver que tudo aquilo que passamos foi fundamental e substancial para aquele momento que você sempre esperou. E a vida TEM que ser assim: feita de ciclos. As pessoas entram e saem de nossas vidas, amigos vem e vão, mas naquilo que temos de mais importante do nosso pequeno universo, onde tudo tem – e deve – dar certo, no ponto final, você vai ver aquele ponto de conexão com tudo o que aconteceu antes. E assim, inciar um novo ciclo.

Você pode achar que aquele pedaço malfadado de sua vida nunca vai terminar. Termina sim. E pode vir outros pelo caminho. O importante é que você esteja pronto para enfrentar o que vier, e comemorar as vitórias em um pub com seus amigos. Ou no seu apartamento, em uma maratona de Star Wars. Você escolhe.

Além disso, a vida – e o final de How I Met Your Mother – mostra que tudo nessa vida tem o seu tempo para acontecer. Se você realmente quer o que deseja – ou ama intensamente aquele alguém -, o tempo vai mostrar se esse amor é realmente genuíno e único. O tempo é o senhor da razão. Sempre. E, se ainda não aconteceu, é porque não é a hora. Ou porque você ainda precisa aprender mais um pouco, ou valorizar ainda mais esse sonho para que ele se torne realidade.

Por fim, a vida – e How I Met Your Mother – mostra que valorizar nossas experiências é algo fundamental. Ter um passado. Uma história para contar. Usar de argumentos consistentes para justificar suas atitudes no futuro. Basicamente foi isso o que Ted fez por nove longas temporadas (mesmo me irritando um pouco, confesso). Mas tinha um motivo. Tinha uma razão. Algo muito forte, especial, único. E devo admitir que valeu a pena ouvir essa história na íntegra.

How I Met Your Mother entra para a história da minha vida como uma das minhas séries preferidas. Não supera Friends, pois para mim, a série dos seis amigos foi a que basicamente me tornou um viciado no mundo das séries, que me fez assistir uma série completa, temporada por temporada. Nenhuma série vai substituir o desejo de frequentar o Central Perk e morar em Nova York como Friends…

Já How I Met Your Mother é aquela série que me contou uma grande história de amor. E vai me lembrar, pelo resto da minha vida que…

A melhor coisa que o ser humano sabe fazer é amar.

Definitivamente.

Que todo mundo possa ter uma vida #Legendary como esses cinco amigos tiveram…