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A Intel estava acostumada a ter uma posição dominante no mercado, mas hoje, se dá conta que os tempos são outros, principalmente no mercado mobile. Os seus concorrentes não param de crescer, e os seus processadores para smartphones praticamente desapareceram. Porém, eles pensam de forma ambiciosa no mercado de tablets.

Durante anos, a Intel dominou sem maiores problemas o mercado de processadores para desktops, deixando a AMD fora desse mercado por mais de uma oportunidade. Infelizmente (para a Intel), algumas mudanças são bruscas. O ARM comprometeu seriamente o negócio da Intel, oferecendo chips com preços competitivos e boa performance.

Mas bem longe de esperar o quadro virar de novo, ou tentar fazer frentes com os seus rivais com os melhores chips produzidos em Santa Clara, Califórnia, a Intel entende que a melhor forma de se recuperar é investindo milhões e milhões de dólares para voltar a estabelecer uma posição dominante no mercado. Mas a partir de uma nova perspectiva: o mercado dos tablets.

Hoje, a maioria dos processadores ARM tem um preço unitário para os fabricantes que gira os US$ 20. Já o Intel Atom custa quase US$ 40 a unidade, o que se converte automaticamente em tablets mais caros, o que dificultaria uma concorrência contra a NVIDIA e a Qualcomm. A estratégia da Intel a partir de agora será praticamente presentear os fabricantes interessados com os seus processadores, pedindo aproximadamente US$ 10 por cada unidade do Bay Trail.

Dessa forma, a Intel cumpriria a sua promessa de oferecer tablets com especificações respeitáveis com os seus processadores, e com preços abaixo dos US$ 99.

Tomar uma decisão tão arriscada não será algo nada barato para a Intel, e muitos acreditam que tal movimento pode representar um prejuízo inicial de nada menos que US$ 1 bilhão. E, mesmo que isso soe muito doloroso no começo, a Intel tem que tomar decisões complexas em tempos difíceis. Tudo isso para não se tornar uma presa da ARM no futuro.