Rumor_013013_700x500

Um iPhone de plástico, e colorido. Será? Os rumores que envolvem a Apple nas últimas semanas apontam para um novo iPhone 5S em setembro (esse é dado como certo) e um iPhone “de baixo custo” (de novo: vai saber o que Tim Cook e seus comparsas entendem como “baixo custo”…), algo que ainda fico um pouco reticente para um lançamento para tão já. Até porque todas as vezes que eu penso em um iPhone com carcaça de plástico e com várias opções de cores, a palavra que me vem à mente é “será?”

Não sou contrário ao lançamento de um iPhone com uma estrutura de fabricação mais simples e com componentes mais baratos que a proposta atual, desde que o resultado final do produto seja de boa qualidade. Ou que pelo menos se distancie ao máximo do serviço feito pela Samsung na linha Galaxy. A grande questão é: faz algum sentido um iPhone de baixo custo nesse momento, ainda mais para a Apple?

Vejamos: o iPhone 5S deve mesmo ser anunciado em setembro de 2013, junto com a versão final do iOS 7, para que a gigante de Cupertino inicie um novo ano fiscal com vendas fortes. Muitos rumores falam de melhorias significativas no sensor de sua câmera traseira (12 megapixels, dizem), 2 GB de RAM, uma tela que aproveita melhor o brilho, mas com menor consumo de bateria, e um processador duas vezes mais potente.

Particularmente, não acredito o iPhone 5S melhorando tanto assim. Com o histórico da Apple, imagino a empresa sendo mais comedida e modesta nas atualizações. Até porque, em tese, se é para “enfiar o pé na jaca” nas melhorias, eles devem fazer isso em um suposto iPhone 6. De qualquer forma, qualquer novidade que aparecer em um novo smartphone top de linha vai envolver uma coisa que eu, você e Tim Cook necessita todos os dias: dinheiro.

Sem falar que esse suposto iPhone 5S deve chegar ao mercado com o mesmo valor final que o iPhone 5 atual (pelo menos nos Estados Unidos; no Brasil, você sabe como as coisas funcionam, e nem vale a pena discutirmos isso nesse post).

Agora, um iPhone de baixo custo… ele faz sentido no quesito de adentrar de vez em um segmento de mercado que a Apple não consegue (ou não quer) entrar: os mercados emergentes. Quem tem um smartphone top dificilmente vai trocar de aparelho (salvo em casos específicos). E os mercados emergentes (que é quem mais compra smartphones hoje) muitas vezes enxergam o iPhone 5 um produto fora da realidade financeira de um consumidor que, hoje, faz o dinheiro girar.

Um iPhone de baixo custo pode aproximar a empresa desse consumidor. Principalmente se esse modelo se aproximar em alguns itens de hardware do desempenho do modelo principal. Ou seja, se esse suposto iPhone de baixo custo for melhor que o iPhone 4 (por exemplo), já é um bom negócio para o consumidor.

Mas… seria um bom negócio para a Apple?

Vendo a possibilidade de remover o iPhone 4 do mercado, que mesmo sendo oferecido de graça nos Estados Unidos (com dois anos de contrato com operadoras), ele muito provavelmente está no seu limite técnico para suportar as novidades oferecidas pelo iOS 7, sem falar que o seu hardware está muito defasado, se comparado com os modelos 4S e 5.

Outro fator importante é que os modelos vendidos pelas lojas autorizadas podem, na pior das hipóteses, chegar com o mesmo preço do iPhone 4 atual. Tudo bem, você vai dizer “mas é um iPhone de plástico, e…” e daí? Se tiver um processador, RAM e câmera traseira melhores, já está valendo.

Fato é que: os rumores continuam, e vão se seguir até setembro. E é duro estar ainda na metade do mês de julho. Será um longo inverno…