O meu primeiro iPhone eu consegui em 2010, e só consegui na base do escambo (troca, seu inculto… e foi troca de produto por produto, e não por favores sexuais). Troquei um Nokia N8 recebido da Nokia Brasil, que estava novinho, e troquei por um iPhone 3GS de 32 GB (acho que é por isso que o Luís Joly, assessor de imprensa da LVBA, acha que “o TargetHD não é imprensa”… mas enfim…). Desde então, troquei uma vez, e estou hoje com o iPhone 4, e estou muito feliz com ele. Porém, assim como metade do mundo civilizado, eu estou de olho no novo iPhone 5, que deve ser apresentado ao mundo amanhã, 12 de setembro.

Logo, faltando 24 horas para o lançamento do novo modelo, e acreditando mesmo que a Apple vai ler esse post (ou ao menos para trocar ideias com vocês), segue abaixo quais são as novidades que gostaria de ver no novo smartphone da Apple. Veja bem, eu já acho o produto bom, mas ele pode melhorar e muito nessa nova versão. E creio que tais melhorias só valorizam o novo produto, evitando que ele caia no comum de ser um “iPhone 4S de Itú”. Bom, vamos aos itens.

– Uma bateria maior: sinceramente, esse é o item que considero hoje mais importante em qualquer smartphone. Não é por acaso que escolhi o Motorola RAZR MAXX como meu smartphone Android para uso pessoal e profissional. Não só por causa do sistema do Google, mas pela sua excepcional bateria de 3.300 mAh. No caso do iPhone, eu já acho que as versões 4/4S contam com uma razoável autonomia de bateria com uso moderado, mas ela pode se tornar ainda melhor. Já que o smartphone vai ficar um pouco mais alto, a bateria do produto pode tranquilamente ser maior, contando com uma maior autonomia, fazendo com que eu dispensasse de uma vez por todas os cases com bateria integrada, que oferecem uma maior vida útil ao iPhone, mas deixam eles mais espessos, mais feios e descaracterizados.

– Um Siri mais esperto (e que funcione no Brasil): a ideia por trás do Siri, o assistente inteligente do iPhone, é bem interessante, mas não funciona conforme o prometido. E o mais vergonhoso é isso não acontece só no Brasil, onde ele não funciona de jeito nenhum. Nos mercados onde ele teoricamente deveria funcionar direito, ele apresenta erros diversos, deixando os usuários frustrados a ponto de usarem o teclado virtual do smartphone para responder suas questões mais conflitantes. Além disso, os recursos de busca do Google presentes no Android 4.1 Jelly Bean são mais interessantes e atraentes, o que obriga a Apple a melhorar o seu assistente. Espero que essas melhorias estejam presentes no iOS 6. Para o bem do próprio recurso.

– Um suporte aos serviços na nuvem mais completo: o iCloud é algo bem legal. Uso bastante o serviço para streaming de fotos e músicas com os meus dispositivos compatíveis, e com ele, uso o meu iPhone como controle do Apple TV (graças ao bom Deus… aquele controle é ridículo), além dos recursos de backup e restauração do iPhone e iPad. Mas ele ainda pode ser ainda melhor. Você poder ter um compartilhamento e sincronismo total de dispositivos, recursos e funcionalidades nos dispositivos habilitados com o recurso, poder armazenar conteúdos diversos na nuvem, backups automáticos, entre outras funções. Além disso, vale a pena a Apple competir com os diversos recursos de sincronização e armazenamento de dados na nuvem que temos no mercado. Isso iria agregar valor aos futuros lançamentos de Cupertino, e aumentaria a competição entre os serviços já existentes.

– Uma tela um pouco maior:
esse meu pedido é quase certo que seja atendido. Afinal de contas, todos os renders e protótipos vistos na internet apontam para esse caminho, e essa pode ser a principal mudança visual que o novo iPhone vai receber. Na verdade, tudo indica que a diferença deve ser de, pelo menos, 0.5 polegada a mais, o que resultaria em uma tela de 4 polegadas na vertical. É claro que o ideal seria uma tela um pouco mais larga, mas aí é pedir demais da conservadora Apple. Tudo bem, muita gente vai achar que tal mudança seria uma “descaracterização” do iPhone, que desde 2007 possui uma tela de 3.5 polegadas (e calaria a boca dos chatos que diziam que “não queria carregar uma Havaianas no bolso”), mas é uma mudança necessária. Além de melhorar a vida daqueles que gostam de ver vídeos no smartphone, poderia minimizar a diferença dos seus concorrentes, que oferecem produtos com telas maiores, que conquistam cada vez mais usuários ao redor do planeta.

– Conectividade 4G (desde que isso não acabe com a autonomia da bateria): bom, você viu os meus comentários sobre a autonomia de bateria do smartphone, e o quanto eu considero isso importante. Pois bem, não quero me negar a ter uma conexão móvel bem mais rápida do que o que tenho hoje, mas como por enquanto no Brasil o que temos é a rede 3G+, e o 4G ainda é um ensaio, eu posso esperar pelo menos mais um ano para ter um iPhone com esse tipo de rede. Ou seja, eu só quero um 4G no novo smartphone da Apple se Tim Cook garantir (em nome da mãe dele) que esse 4G não vai acabar com a autonomia de bateria do smartphone. É evidente que todo mundo vai ficar mais contente com o 4G (quando ele chegar). Nos Estados Unidos, por exemplo, muita gente está se beneficiando desse padrão de rede. Mas, se não rolar, não tem problema. Pelo menos, por enquanto. Além disso, tem que ver se a Samsung vai deixar a Apple ter 4G no iPhone. Mas isso é uma outra história.

– Um acabamento mais resistente (exemplo: esqueça o vidro da parte traseira): o iPhone 4/4S é um produto muito bonito e atraente, mas é um desastre para usuários estabanados. Tá, você vai me dizer: “o iPhone é caro, logo, tenha mais cuidado”. Concordo. Mas acidentes acontecem, e nesse caso, até o meu velho Nokia 1208 é mais seguro que o iPhone no seu acabamento. Qualquer pancada ou queda mais forte pode resultar em um vidro frontal trincado, ou lâmina traseira rachada. E isso é péssimo. Felizmente, o novo iPhone parece contar com um acabamento traseiro de metal, e isso muito me interessa. Até me incentivaria a não mais utilizar cases, vivendo um pouco mais perigosamente.

– Mais ousadia por parte da Apple no iOS 6: essa aqui, eu posso esquecer. Depois de cinco anos, a Apple não vai se arriscar a mudar o seu sistema operacional móvel de forma muito radical, ou a ponto de refazer a curva de aprendizagem do sistema operacional. Tudo bem, se a Apple não vai mudar a interface do sistema a ponto que ele pareça algo renovado (porque, na boa, a interface do iOS já encheu o saco…), que a empresa de Cupertino pelo menos permita que os usuários mais habilidosos façam, de forma segura e supervisionada por eles, algumas mudanças na interface e funcionalidades da interface do SO, sem precisar recorrer ao jailbreak e outros tipos de gambiarras. Isso com certeza agradaria a todos os tipos de usuários: os iniciantes, que ficariam com o seu smartphone ou tablet simples e funcional, e os mais experientes, que poderiam customizar o seu produto de acordo com o seu gosto. Mas isso tudo é só um sonho maluco da minha mente, que dificilmente não vai se realizar.

– Um iPhone com hardware mais poderoso:
tudo bem que o iPhone é ajustado para funcionar bem de acordo com o hardware oferecido no produto, e ao longo desses anos, essa proposta cumpriu bem o seu papel até um certo ponto. Eu não acho que o iOS 5 funcione de forma tão fluída no iPhone 3GS como ele funciona no iPhone 4 (pra não citar o 4S). Além disso, comparar o iPhone 4S com a grande maioria dos smartphones Android considerados top de linha é como comparar um jogador iniciante e promissor com o Lionel Messi. A diferença é grande demais, e mesmo que a maioria dos usuários só querem um smartphone que funciona bem, os geeks anseiam por um telefone mais poderoso, com maiores possibilidades de processamento e execução de tarefas. Algo que encha os olhos na hora da execução de vídeos, e que permita que jogos mais pesados rodem sem maiores problemas. Até porque teremos uma tela maior, o que teoricamente, aumentam as suas possibilidades em termos de imagem. Logo, quero mais memória RAM, um processador mais poderoso, com um chip gráfico de maior qualidade. No mínimo.

Enfim, essas foram algumas coisas que me ocorreram nas últimas semanas. Galera da Apple, ainda dá tempo de bater um papinho comigo para ouvir minhas sugestões, e mudar tudo de hoje para amanhã. Mas se nada disso que descrevi acima acontecer, não tem problema. O Galaxy S III existe para isso mesmo. De qualquer forma, ficarei de olho amanhã para as novidades (ou não) que a Apple tem para apresentar.

Mesmo porque o TargetHD.net vai bombar de visitas com esse assunto.