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Queremos smartwatches com design clássico, ou queremos ir além disso?

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Eu ainda uso um relógio de pulso, mas conheço muita gente que, por conta do smartphone, já nem usa mais o acessório. Mas… e no caso dos smartwatches? Será que esse grupo se interessa? Os fabricantes desejam que sim, e apostam no formato clássico de relógio para isso acontecer.

Os modelos que chegarão ao mercado no último trimestre de 2014, com preços entre US$ 200 e US$ 350, apostam no design de relógios clássicos, com algumas poucas propostas no formato quadrado (e ligeiramente curvo), mas a maioria com o círculo clássico. A Apple mesmo é uma exceção dessa regra: o Apple Watch não quis seguir essa tendência, apostando na oferta de um produto que segue a proposta da empresa de Cupertino, não apenas no design, mas também na ideia de apresentar um produto pensado na exclusiva experiência de uso, tentando abraçar os geeeks e os casuais em diferentes aspectos.

Porém, o Moto 360 segue sendo o modelo referência no quesito design. Foi o que mais chamou a atenção do consumidor pela sua aparência. A LG percebeu isso, e rapidamente apresentou o LG G Watch R, segundo modelo da empresa com Android Wear. Os dois são apenas os primeiros de uma leva de produtos com essa mesma proposta de design, que devem aparecer nos próximos meses.

Já outros fabricantes apostam no conforto, e não exatamente no aspecto redondo da tela. Por exemplo, o ASUS ZenWatch e o Samsung Gear S, que aparentemente conseguem ser bem equilibrados no design, mas resta saber se o sistema operacional presente nos dois modelos pode oferecer a experiência de uso esperada (ou ao menos satisfatória).

De todos os modelos recém anunciados, o Sony Smartwatch 3 é o que menos aposta na moda em relação ao design ou materiais. Os japoneses destacam as várias mudanças de pulseira, ou um aspecto claramente voltado para os esportistas, onde a resistência IP68 está um pouco acima dos seus adversários.

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Em comum, todos os smartwatches contam com um problema a ser resolvido: autonomia de bateria. Esse é um ponto fraco em todos os modelos apresentados até agora. Um dia de uso é o máximo alcançado, principalmente por conta de suas telas e recursos de conectividade. E essa história de carregar todos os dias um smartwatch é algo que não agrada em nada a maioria dos usuários.

Além disso, a maioria dos modelos contam com uma aparência mais séria, mas sem renunciar as aspirações esportivas. A proteção IP67 é ponto comum em todos eles, exceto no modelo da ASUS (IP55) e da Sony (IP68). Por contar com pulseiras de plástico de série, o Smartwatch 3 da Sony parece ser a melhor alternativa para os atletas, combinando a clara aspiração esportiva, mas oferecendo um sistema de troca de pulseiras. Nesse sentido, a Apple repete essa estratégia.

Outra característica importante em um smartwatch é a conectividade e o funcionamento com o pulsômetro. Muitos dos relógios já contam com um sistema de medição de batimentos cardíacos durante as atividades. Sobre o GPS, apenas o Samsung Gear S e o Sony Smartwatch 3 contam com esse recurso, e para que o relógio tenha valor por si mesmo como esportivo, muito além dos acelerômetros ou podômetros, ter um GPS para calcular o percurso recorrido é fundamental. Me incomoda ver esses relógios recorrendo ao GPS do smartphone para isso (apesar de compreender o pensamento dos fabricantes).

Enfim, beleza não é tudo nesse mundo, e a prova disso é que nesse post abordamos outros aspectos que vão além do fato do relógio ser redondo ou não. É fundamental que os usuários pensem nessas questões na hora de comprar o seu relógio inteligente. Isso é, para aqueles que vão voltar a usar um relógio.

No meu caso, ainda estou pesquisando. Por enquanto… #VemNiMim Moto 360!

Assim é medida a distância percorrida por um jogador de futebol durante os jogos

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Como avaliar o desempenho de um jogador de futebol durante as partidas? As variáveis são muitas: passes dados, gols marcados, chutes à gol, recuperação de posse de bola… porém, dentre todos os itens, um se transformou em uma das principais referências para saber se um jogador foi bem ou mal em um jogo: a distância percorrida.

Muito se questiona o desempenho de um atleta pela quantidade de quilômetros percorridos por ele. Nesse post, falo um pouco do que pode acontecer com um jogador nesse aspecto, e o que o mundo da tecnologia tem a ver com isso.

 

As câmeras perseguem os jogadores (e seus números)

Vamos ver como a UEFA, uma das primeiras a incorporar esses dados de performance, conseguiu medir a distância percorrida pelos jogadores em campo. E a resposta está em uma empresa norte-americana, a Stats, que é de propriedade da Vista Equality Partners.

A Stats baseia o seu negócio no desenvolvimento de serviços de estatísticas para diferentes esportes. Dados de todo o tipo em um painel de controle permite o acesso à todas as informações de uma partida em tempo real. Até aí, nada de espetacular.

O que realmente interessa na Stats é o que eles batizaram de “player tracking”. Essa tecnologia vai além da medição de distância percorrida, e oferece outras variáveis individuais, como velocidade média e máxima, aceleração, velocidade com a bola, mapas de calor, distância total, vezes em que teve a posse de bola, entre outros.

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Os dados se separam entre equipes, jogadores e a bola. E é um volume de dados que disseca o jogo completamente.

Ok, a Stats mede muitos dados. Mas… como eles fazem isso?

Os dados coletados pelo Stats são obtidos por um sistema chamado SportsVU, que é um sistema de câmeras de alta definição que se divide em duas plataformas para fazer o registro dos movimentos em campo. É uma combinação de hardware e software simplesmente incrível.

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O SportsVU SV possui três câmeras que seguem os diferentes objetos do campo, obtendo as informações sobre a posição em três eixos (X, Y, Z), criando assim uma corrente de dados que são enviados em tempo real para computadores que os registram. Já o SportVU MV é um sistema de seis câmeras elevadas, que apóia os resultados enviados pelo sistema SV. Não é uma tecnologia perfeita (margem de erro de 3%), mas é suficientemente confiável para tirar conclusões do que acontece em campo.

Na última Copa do Mundo, foi a empresa italiana Deltatre a responsável pelas estatísticas dos jogos, em colaboração com as demais empresas responsáveis pela realização das partidas. Cada partida foi analisada, com suas informações enviadas em tempo real. De novo: como eles fizeram isso?

O sistema da Deltatre que segue os jogadores é parecido com o da Stats: várias câmeras seguem os movimentos de cada um para calcular a distância percorrida, gerando os mapas de calor. E esse parece ser o padrão para os próximos anos.

 

Fome de dados, falta de apetite para analisar esses dados

O que fica claro nesse ponto é que temos tecnologia de sobra para analisar diversas variáveis do jogo, que enriquecem de forma notável as estatísticas das partidas. Porém, ainda existem os mais céticos sobre a questão.

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Como aplicar esses dados de alguma forma? Além de munir o torcedor de dados para a conversa no bar no dia seguinte com os amigos, algumas estatísticas são realmente irrelevantes. Quem se importa com a velocidade máxima de um atleta durante um ataque? Ok, podemos formar um infográfico com os jogadores mais velozes, mas nada muito além disso.

Indo para o lado profissional, essas informações são bem mais úteis. Ver por onde os jogadores correram mais, analisar como o seu adversário se move em campo, e outros dados que podem oferecer conclusões e soluções para as equipes nos próximos jogos.

No basquete, temos um precedente com o Portland Trail Blazers: a equipe utilizou os dados de jogos anteriores e aqueles recebidos em tempo real para afinar um pouco mais a estratégia de jogo. O resultado? A melhor temporada da equipe nos últimos anos.

Compuware avalia desempenho de websites de esportes durante a Copa do Mundo 2014

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A Compuware Corporation realizou o monitoramento de diversos sites de notícias esportivas para avaliar o desempenho de cada um deles diante do aumento da demanda de acessos no período da Copa do Mundo 2014. Os 10 principais websites esportivos foram analisados, analisando o comportamento dos usuários em dias de jogos, principalmente nos jogos do Brasil.

O tempo de resposta dos sites analisados ficou dentro da média, onde o menor tempo de resposta variou entre 3.2 segundos e 14.5 segundos, com disponibilidade desses sites variando entre 82% e 99.5% na média. Durante os jogos do Brasil, foi registrado um aumento de acesso antes e depois das partidas. No jogo Brasil vs Chile, por exemplo, um dos sites apresentou o índice mais lento entre os analisados uma hora e meia após o término do jogo, levando 60 segundos para carregar a página por completo.

Muitos dos sites analisados apresentam um número alto de objetos (335 em média), ficando bem mais pesados – com até 10 MB de dados. Entre análise de endereço IP do host, conexão TCP/IP, busca do objeto no servidor, envio dos primeiros bytes do objeto e o seu download completo, o carregamento completo da página pode levar um tempo muito mais elevado, por conta da repetição desse processo.

Via assessoria de imprensa (Compuware)

O que achei do… Amazon Fire Phone, com proposta de interface 3D

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Enquanto você estava vendo a Holanda passar sufoco contra a Austrália, ou secando a Espanha contra o Chile, Jeff Bezos realizou hoje (18) um evento em Seattle (EUA) para apresentar oficialmente o Amazon Fire Phone, o primeiro smartphone da maior empresa de e-commerce do mundo. Tentando repetir a estratégia já adotada nos tablets Kindle Fire, a empresa lança um telefone com proposta diferenciada, mas presa em um dispositivo de linha média… que custa o mesmo que um iPhone nos EUA.

A pergunta que sempre fica é: será que compensa?

Por partes, como diria o Jack. Diferente dos tablets Kindle Fire, o Amazon Fire Phone quer ser inovador em alguns aspectos, oferece alternativas que podem ser realmente interessantes para quem consome de forma constante os conteúdos multimídia em um smartphone, como buscas na internet de informações relacionadas à músicas e vídeos, e principalmente, na solução de interface em 3D, que com a ajuda de quatro câmeras “persegue” os olhos do usuário o tempo todo, oferecendo assim gráficos tridimensionais dinâmicos, independente da posição do dispositivo.

Ou seja, temos o tão desejado fator inovação em alguns elementos de destaque. Porém… é o suficiente para convencer as pessoas a pagar o mesmo que um iPhone (nos EUA)?

Não sei. Penso que algumas pessoas que já são clientes cativas da Amazon na terra do Tio Sam (e não são poucas, acredite) podem se interessar pelo Amazon Fire Phone justamente por conta de já utilizar as soluções da Amazon de forma constante. Talvez alguns outros poucos devem ficar curiosos sobre como funciona as tais quatro câmeras, o modo FireFly e a experiência dinâmica da interface.

Aliás, são justamente esses elementos que chamou a minha atenção nesse lançamento, e que talvez (quem sabe, de forma remota) justificasse a minha compra.

Porém (e sempre tem um porém), a grande massa de usuários deve olhar para o lado, perceber que o Amazon Fire Phone custa exatamente a mesma coisa que um iPhone (com os mesmos dois anos de contrato; se a opção for pelo dispositivo desbloqueado, o preço é de US$ 649 pelo modelo de 32 GB), que já é um dispositivo consagrado, que as grandes massas já conhecem, e que muito provavelmente deve ser a escolha natural daqueles que não estão dispostos a se aventurar em uma nova proposta.

Sem falar no fenômeno cada vez mais emergente dos dispositivos de linha média com preços competitivos e especificações técnicas bem ajustadas – que por sua vez oferecem um desempenho muito bom dentro dessa proposta, resultando em uma relação custo/benefício melhor que modelos mais caros e, nesse caso, mais inovadores.

Não me entendam mal. O Amazon Fire Phone é uma proposta interessante, traz recursos inovadores, possui um hardware que se ajusta bem ao seu preço, um sistema operacional interessante (o Fire OS, um fork do Android)… mas é um produto que, no meu entendimento, chega ao mercado um pouco salgado demais para um produto Amazon. Levando em conta o histórico de preços da empresa com dispositivos como o e-reader Kindle e com as primeiras versões do tablet Kindle Fire, muita gente esperava um produto com um preço um pouco mais acessível.

Até porque esse foi um dos chamarizes da Amazon com seus produtos.

Ok, compreendo que algumas inovações adotadas por Jeff Bezos e sua turma tem o seu preço, e isso acaba se refletindo no valor final do produto. Mesmo assim, para muita gente, pode parecer uma “forçada de barra” a Amazon adotar o mesmo valor de um dispositivo que é considerado referência, ou do grande concorrente a ser batido.

Talvez Bezos tenha dado um passo além da perna. E olha que o seu produto não é de todo ruim.

Bom, não podemos culpá-los por tentar, não é mesmo?

Bancada de Testes | LG L 70 Dual (unboxing e primeiras impressões)

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Mais um modelo da LG chegou para testes por aqui. O LG L70 Dual é uma interessante proposta de smartphone de linha média, que tem como missão principal bater de frente com um dos modelos mais bem sucedidos do mercado nesse momento, o Motorola Moto G. Se vai conseguir, é uma outra história. Mas pelo menos as primeiras impressões do modelo são bem positivas.

No vídeo que você poderá conferir no final desse post mostram um smartphone de linha média típico, mas com alguns dos recursos inteligentes presentes nos modelos top de linha da LG, como o Knock On e o Knock Code. Isso é possível por conta da eficiência da interface de usuário adotada pelos coreanos, que apesar de ser considerada pesada para muitos, pode suportar os seus recursos em dispositivos considerados mais simples nas especificações técnicas.

Outro destaque positivo do modelo – que pode ser observado no vídeo – é que, apesar de um hardware mais limitado, o seu desempenho é – pelo menos nos primeiros momentos de uso – algo bem ágil e fluído. Aqui, o destaque vai para o Android 4.4.2 KitKat, que foi pensado no melhor desempenho possível, mesmo com um hardware mais limitado.

O LG L70 Dual mantém a mesma proposta de tela com grande nível de brilho e boa oferta de cores, tornando a exibição dos gráficos algo mais fluído e eficiente. É um dispositivo com um agarre muito confortável por conta das suas 4.5 polegadas de tela, e nos primeiros testes, o modelo promete ser bem ajustado para os típicos usuários de linha média, que ocasionalmente desejam um smartphone com uma boa tela para ver vídeos de forma descompromissada.

Ao longo das próximas duas semanas, vou testar o smartphone, e o review completo será publicado no TargetHD.net. Até lá, fique com o vídeo das primeiras impressões do LG L70 Dual, e comece a pensar se ele pode mesmo bater de frente o muito elogiado Motorola Moto G.

 

Análise de Produto | LG G2

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A LG teve um bom ano de 2013. Bons lançamentos, uma sólida parceria com a Google (que rende já o segundo smartphone da linha Nexus), e no final do ano, o LG G2, que é, sem medo de errar, um dos melhores smartphones Android disponíveis no mercado, e o melhor smartphone fabricado pela LG. Com propostas de design diferenciadas, um design atraente e um desempenho top de linha, o G2 é um dos modelos que mais estão em evidência no mercado brasileiro nesse momento (pelo menos até o momento que o Nexus 5 chegar ao nosso mercado). Por conta disso, vamos analisá-lo.

Sobre o Produto

O LG G2 é o mais recente lançamento da LG no seu portfólio de smartphones. Reúne algumas das últimas evoluções dos coreanos na área mobile, onde eles combinam aspectos diferenciados de proposta de design com tecnologias de elementos já disponíveis em outros produtos produzidos pela própria LG. Para muitos especialistas em tecnologia móvel, é um dos melhores smartphones de 2013 por combinar propostas diferenciadas, um hardware top de linha, e um desempenho muito competente.

O modelo também representa uma fase de transição da LG na sua linha de produtos. Aqui, temos o “fim” da marca Optimus para os modelos top de linha (essa marca ainda será utilizada em produtos intermediários), para utilizar uma abordagem mais direta e objetiva para os seus modelos top de linha.

Características

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A característica mais chamativa do LG G2 está no seu exterior. A escolha dos coreanos em posicionar os botões de liga/desliga e controle de volume na parte traseira do dispositivo é uma aposta interessante. Segundo a LG, dessa forma, o usuário pode utilizar esses botões de forma mais natural, uma vez que o botão indicador do usuário naturalmente fica posicionado sobre esses botões durante uma chamada. Além disso, a escolha beneficia destros e canhotos, universalizando o uso do dispositivo.

Por consequência disso, o LG G2 acaba sendo um dos smartphones mais finos do mercado, se tornando confortável para uso diário e o transporte. Sua proposta de design resulta em um produto que realmente salta aos olhos pela sua elegância e modernidade. Outro detalhe que chama a atenção é a sua tela de 5.2 polegadas, que usa as tecnologias adotadas para o desenvolvimento das telas de TV da LG para oferecer um brilho intenso e uma nitidez que ressalta os olhos.

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Além disso, o LG G2 possui um dos conjuntos de hardware mais robustos e completos do mercado, o que garante um desempenho muito consistente nas mais diferentes tarefas. A sua câmera traseira de 13 megapixels também é um ponto positivo do aparelho, obtendo fotos de alta qualidade, mesmo em condições pouco favoráveis para o registro de imagens. Isso é possível graças aos recursos avançados adotados pelos coreanos, além do seu sensor de de estabilização de imagens OIS.

Por fim, o LG G2 conta ainda com o Android 4.2 Jelly Bean, mas sua atualização para o Android 4.4 KitKat garantida para 2014. Mas esse não é o detalhe a ser observado: a LG adotou um elevado nível de customização na sua interface Android, afastando completamente o usuário da experiência do Android considerado puro. Isso pode não agradar muitos usuários. Por outro lado, mesmo com tantas customizações, o LG G2 possui uma experiência de uso fluída, com baixo consumo de autonomia de bateria, e com uma performance muito ajustada para suas especificações técnicas.

Prós

– Um Android top de linha: o LG G2 é um dos melhores smartphones de 2013. É uma das escolhas certas para quem quer o máximo de desempenho em um dispositivo móvel.
– Uma proposta de design diferenciada: botões na parte traseira no lugar das laterias. Ao menos a LG está tentando algo diferente, certo?
– Uma boa câmera: o estabilizador OIS é um ponto a ser considerado. Isso garante fotos de boa qualidade no dispositivo.
– Android KitKat garantido: a LG informa que ainda no primeiro semestre de 2014, o LG G2 será atualizado com a versão mais recente do Android.

Contras

– O tamanho: mesmo com os phablets sendo a nova moda nos dispositivos móveis, muitos usuários simplesmente não se habituam com telas com tamanhos avantajados.
– O Android muito customizado: a interface de uso adotada pela LG afasta completamente o usuário da proposta da Google de Android puro. Para os experientes, sempre existem alternativas para solucionar esse problema. Para os novatos, podem ficar presos ao visual poluído do smartphone.
– O preço: ele não é um dos smartphones mais caros dentro da sua categoria, mas ele poderia muito bem custar mais barato, tanto aqui no Brasil quanto no exterior. Aliás, esse é um dos motivos para o LG G2, não ir muito bem nas vendas (ainda mais com o Nexus 5 contar com especificações técnicas muito próximas, mas custando bem menos).

Relação Custo/Benefício

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Excelente. Mesmo custando um pouco mais do que o considerado ideal, e sem contar com a interface original do Android, o LG G2 é (sim, estou sendo repetitivo nesse detalhe) um dos melhores smartphones Android do mercado. De novo, é preciso lembrar que, quando se interessa por um produto nessa faixa de preço, ele deve ser considerado um investimento. Logo, como investimento, o usuário não vai se arrepender na aquisição do smartphone.

Ou seja, se você tem o dinheiro para investir em um smartphone desse porte, o LG G2 é mais do que recomendado. É um pouco mais barato que os seus concorrentes, oferece vantagens substanciais para quem gosta de um desempenho pleno para diferentes atividades, vai receber o Android KitKat em 2014, e não deve em nada para o Nexus 5, que ainda não estreou no Brasil.

Nota Final: 8.8/10

Desempenho: 10
Design: 9
Funcionalidades: 9
Preço: 7
Relação Custo/Benefício: 9

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Especificações Técnicas

MarcaLG
Tipo de ChipMicro Chip
Sistema OperacionalAndroid
Tamanho do Display5.2″
Câmera13MP
Banda“Terminal GSM1 Quad (850/900/1800/1900) Terminal 3G Quad Band (850/900/1900/2100) Terminal 4G Dual Band (700/1700/2600) “
EDGESim
GPRSSim
WAPSim
MP3 PlayerSim
Recursos de som3gpp;3gp;Áudio/3gpp;AMR; EFR;MID; MP3;AAC;AAC+;WAV;WMA;WB-AMR; eAAC+ ;MMF “
Extensão para Cartões de MemóriaNão
Recursos de chamadaDiscagem Rápida; Chamada em espera;Registro de chamadas feitas, recebidas e não atendidas.
ToquesMP3
Alerta vibratórioSim
Viva-vozSim
Agenda, capacidade máxima de contatosO limite de contatos agendado depende da memória do produto + SIM card
Data e HorárioSim
CalendárioSim
CalculadoraSim
Idiomas do menuPortuguês;Inglês;Espanhol
Alimentação, tipo de bateria“Li-Ion 3000 mAh “
Conteúdo da Embalagem1 Aparelho com bateria não removível 1 Carregador de viagem 1 Fone de ouvido 1 Cabo de dados USB 1 Manual do Usuário
Dimensões aproximadas do produto – cm (AxLxP)13,85 x 7,9×0,9cm
Peso liq. aproximado do produto (Kg)458g
Garantia do Fornecedor12 meses

Análise de Produto | Samsung Galaxy Note 8

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O mundo dos tablets é dominado pelo iPad e sua variante (iPad mini). Mas isso não quer dizer que os tablets Android não avançam terreno de forma significativa. O sistema da Google pode se tornar até o final de 2014 o dominante nesse segmento, assim como faz hoje com os smartphones. Um dos fabricantes mais bem sucedidos no mercado de tablets Android é a Samsung (pra variar), e nesse post, vamos destacar um dos produtos que ajudam os coreanos a obter esse êxito: o Samsung Galaxy Note 8. Em um mercado cada vez mais crescente, esse modelo é um dos mais promissores, conquistando usuários mesmo depois de quase um ano após o seu lançamento.

Sobre o Produto

O Samsung Galaxy Note 8 é um tablet que segue a proposta do repentino sucesso do “tabletphone” Galaxy Note: um dispositivo com tela touch, que permite a interação com o sistema operacional com os dedos e também com uma caneta Stylus, para anotações e desenhos. Essa estratégia deu tão certo para a Samsung, que eles criaram uma categoria a parte dentro do segmento de tablets, e outros fabricantes decidiram apostar firme nessa aposta.

Com a interface TouchWiz como outra assinatura clássica de um produto da marca Samsung, e a promessa de oferecer um dispositivo com especificações técnicas potentes, mas com um preço muito próximo ao seu principal rival (o iPad mini), o Galaxy Note 8 se apresenta como um dos tablets mais completos de sua categoria, com a promessa de oferecer uma experiência de uso competente e prazerosa para diferentes finalidades (produtividade, navegação na internet, entretenimento, games, etc).

Características

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Na sua estética, o Galaxy Note 8 lembra… um Galaxy Note gigante. Algumas linhas mais acentuadas e uma borda maior (itens já esperados, levando em conta a categoria de produto que estamos tratando) o diferenciam do Note original, apesar do tablet também poder atuar como um smartphone na sua versão 3G.

A sua caneta apontadora é a principal característica do Note 8. É o que faz o seu sucesso. A interação com o sistema, dentro dessa proposta com tela de amplas dimensões, é ainda mais prazerosa e produtiva (dependendo do perfil do usuário), já que para muitos a precisão oferecida para determinadas atividades é maior. Além disso, o Note 8 também abre uma boa perspectiva para ser uma ferramenta importante para estudantes e profissionais que ainda preferem fazer anotações a mão.

Outra assinatura do Galaxy Note 8 são as suas especificações técnicas. Apostar em um conjunto com um processador quad-core de 1.6 GHz, GPU Mali-400 e 2 GB de RAM garante (na teoria) um desempenho mais elevado para a maioria das atividades. Os resultados podem variar (dependendo da atividade realizada), mas a maioria dos usuários, na maioria dos casos, ficará satisfeito com o desempenho geral do produto. Sem falar no slot para cartões microSD, que amplia de forma considerável a sua capacidade de armazenamento, algo que é muito bem vindo para os usuários que querem utilizar o equipamento para armazenamento de fotos, músicas e vídeos.

Por fim, a interface TouchWiz. Muitos amam, outros odeiam, mas o fato é que essa é uma assinatura forte dos produtos da Samsung. Muitos consideram esse o segredo do sucesso dos coreanos na área mobile. Já outros entendem que, sem essa interface, os seus produtos seriam perfeitos.

Prós

– Um desempenho muito competente: o Galaxy Note 8 oferece um conjunto de hardware que tende a agradar a maioria dos usuários que querem um tablet para as atividades mais comuns.
– Memória expansível: alguns dos concorrentes diretos do Note 8 não possui um slot para cartões microSD, e essa é um item que muitos usuários buscam em seus dispositivos.
– É mais barato que os seus concorrentes diretos: poderia custar um pouco menos (levando em conta o seu tempo de mercado), mas ainda assim consegue ser mais barato nas versões Wi-Fi e Wi-Fi + 3G.

Contras

– Já tem quase um ano de mercado: para alguns usuários, o Galaxy Note 8 já é um produto “velho”. Levando em conta que a Samsung lançou recentemente na CES 2014 o Galaxy Tab Pro (veja bem, não é um Note), que tem especificações atualizadas, um Android atualizado e a nova interface Magazine UX, talvez esperar mais um pouco por um tablet melhor seja uma opção interessante. Sem falar que o próprio Note 8 deve receber uma nova versão ao longo de 2014.
– A interface TouchWiz: sempre serei contra essa interface, não importa o que aconteça. É um dos motivos pelos quais alguns produtos da Samsung necessitem de um pouco mais de recursos de hardware para obter um melhor desempenho.

Relação Custo/Benefício

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O Samsung Galaxy Note 8 ainda oferece uma boa relação custo/benefício, levando em consideração os seus concorrentes diretos, ou melhor, o seu principal concorrente nesse segmento. Existem tablets mais baratos, mas que não oferecem a mesma experiência de uso e benefícios que o tablet da Samsung apresenta com a sua tabela de especificações.

Algumas ponderações são feitas em função do tempo de mercado que o Galaxy Note 8 possui. Elas devem ser pesadas mais por aqueles usuários que buscam sempre ter os lançamentos mais recentes do mercado de tecnologia. Por outro lado, se você precisa de um tablet com um desempenho avançado para a maioria das atividades, mas não tem pressa em obter os últimos lançamentos, o Galaxy Note 8 pode ser uma excelente escolha.

Nota Final: 8.2/10

Desempenho: 9
Design: 7
Funcionalidades: 8
Preço: 9
Relação Custo/Benefício: 8

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Especificações Técnicas

MarcaSamsung
Tamanho da Tela8″
ConexõesWi Fi (Wi-Fi + 3G em versão alternativa)
Sistema OperacionalAndroid 4.1
Faz e Recebe ChamadasNão
Memória Interna16GB
EDGENão
GPRSNão
WAPNão
Câmera Integrada5.0MP
Câmera FilmadoraSim
MP3 PlayerSim
Extensão para Cartões de MemóriaSim
Compatibilidade de Cartões de MemóriaMicro SD até 64GB
Viva-vozSim
BluetoothSim
Recursos FotográficosCâmera Frontal 1.3MP, Câmera traseira 5MP
Recursos de somLeitor de música, Ringtones polifônicos, Toque MP3, Biblioteca de músicas
ToquesMP3, Polifonicos
Agenda, capacidade máxima de contatosDe acordo com a memória do aparelho
Idiomas do menuPortuguês, Inglês e Espanhol
Alerta vibratórioSim
CalendárioSim
CalculadoraSim
Data e HorárioSim
GPSSim
CorBranco
Alimentação, tipo de bateriaIons de Lítio
Garantia do Fornecedor12 meses
Conteúdo da Embalagem01, Tablet, 01 Fone de Ouvido, 01 Cabo USB, 01 Carregador
Dimensões aproximadas do produto – cm (AxLxP)21,1×13,6x 0,8 cm
Dimensões aproximadas da embalagem do produto – cm (AxLxP)22,1×14,6x 5,0 cm
Peso liq. aproximado do produto (Kg)304g
Peso liq. aproximado da embalagem c/ produto753g
Mais InformaçõesProcessador: Quad Core 1.6 Ghz; Aparelho possui duas câmeras: uma câmera frontal 1.3MP e outra traseira com 5.0MP

Análise de Produto | Netflix

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Nem só de gadgets vive o mundo da tecnologia. Com um mercado de entretenimento cada vez mais aproveitando os benefícios da Internet (e com as conexões um pouco melhores… tá, no Brasil nem tanto…), os sites de streaming estão cada vez mais populares. E em termos de popularidade, a Netflix hoje divide as atenções do usuário com o YouTube. Sim, eu sei que você que está lendo esse post já sabe o que é a Netflix e como ele funciona. Mas na eventualidade de alguém com menor conhecimento na causa acessar esse texto no futuro, vamos passar as principais características do serviço, e analisar os seus pontos fortes e fracos.

Sobre o Produto

A Netflix é, hoje, o maior site de streaming de filmes e séries do planeta. O serviço oferece algumas das mais famosas produções do mundo do cinema e da TV, de alguns dos principais estúdios internacionais, além de produções nacionais, produções originais e documentários. Todo esse conteúdo é acessado pela internet, e entregue ao assinante em diversos dispositivos: smartphones, tablets, computadores, Smart TVs, set-top boxes, videogames, entre outros. Tudo isso é feito de forma simples e descomplicada, como se fosse um serviço de TV paga. Mas muito mais barato, sem limitações de horários, e permitindo que você assista quantas vezes quiser.

Características

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Como foi dito no parágrafo anterior, o serviço do Netflix lembra muito um serviço de TV por assinatura na sua interface. A diferença é que tudo foi feito para que o usuário rapidamente identifique os conteúdos disponíveis, com ícones de grande tamanho e imagens dos programas e filmes. Essa é uma diferença substancial em relação a maioria dos serviços de TV paga, que só exibem as informações através de guias não-ilustrados.

Todo esse conteúdo é separado por categorias, que vão desde os tipos de filmes (romance, ação, comédia, etc), até listas sugeridas pela própria Netflix, de acordo com o histórico de conteúdos que você assiste, ou até mesmo pegando o histórico dos seus amigos cadastrados na rede (isso é possível através das conexões com o Facebook). Isso torna a experiência de buscas por novos programas algo mais dinâmico e até intuitivo, dependendo do ecleticismo do usuário.

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Também vale a pena reforçar que o usuário pode ver um determinado vídeo na hora que quiser, por quanto tempo quiser, quantas vezes quiser. Se você começa um filme e precisa parar por algum motivo, o sistema detecta até que ponto esse filme foi visto, e retoma a reprodução exatamente do ponto que parou. No caso de uma temporada de uma determinada série, os episódios vistos são marcados, auxiliando assim o usuário no progresso da temporada.

Nos últimos meses, a Netflix vem se esforçando para oferecer conteúdos atualizados, principalmente nas séries de TV. A prova disso foi a chegada da temporada final de Breaking Bad na plataforma antes mesmo da sua estreia na TV paga brasileira. Além disso, alguns conteúdos começam a ser oferecidos em Full HD, uma vez que os usuários do serviço já contam com dispositivos com telas nesse formato.

Prós

– É um serviço muito barato: os R$ 16,90 mensais da Netflix são muito menos que a maioria dos pacotes de TV paga oferecidos no Brasil. Para quem só quer se divertir com um filme ou uma série nos horários de folga, pode ser a melhor alternativa.
– É um bom complemento para o seu pacote de TV por assinatura: muitos usuários não podem (ou não querem) pagar pelos canais premium de filmes da operadora de TV paga. A Netflix pode ser uma boa alternativa, principalmente para aqueles que não dão preferência para os filmes mais recentes. Afinal de contas, é a metade do preço dos canais premium na maioria das operadoras.
– É fácil de usar: a maioria das pessoas não enfrentarão dificuldades em utilizar o serviço. A interface é muito simples e intuitiva.
– Liberdade: veja quando quiser, quantas vezes quiser.

Contras

– Nada é para sempre na Netflix: de tempos em tempos, o acervo da Netflix é alterado, em função dos contratos fechados com os estúdios e fornecedores de conteúdo. Ou seja, se você pensa em abandonar a ideia de comprar DVDs e Blu-rays para ver tudo via streaming, repense seus conceitos.
– Exige uma boa conexão de internet: na teoria, o serviço funciona com conexões a partir de 2 Mbps. Porém, por experiência própria, eu recomendo que você utilize, no mínimo, 10 Mbps, para ter uma folga maior na hora da reprodução de conteúdos em alta definição.
– Conteúdo desatualizado (no Brasil): para os usuários que desejam ver os filmes mais recentes ou as temporadas de séries mais atuais, o Netflix pode não ser um bom negócio. Por causa das dificuldades naturais (e burocráticas) para que os conteúdos mais recentes cheguem ao Brasil, o serviço de streaming acaba sofrendo da desatualização, e isso pode desagradar muita gente.

Relação Custo/Benefício

CompanyOverview

Isso é algo que pode variar, dependendo do usuário. No meu caso (com quase 35 anos de vida nas costas), o Netflix vale a pena pela praticidade e quantidade de conteúdos disponíveis pelo valor cobrado (apenas R$ 16,90). Ter uma opção a mais é sempre bom. Para quem é mais velho então, nem se fala. Logo, vale a pena o investimento.

Porém, se você é um usuário mais novo, ou tem pelo gosto consumir filmes e séries atuais, o Netflix pode não te agradar. Nos EUA, o perfil do serviço é bem diferente, onde algumas séries estreiam no site poucos dias depois de sua exibição na TV (ou, no máximo, logo após a sua temporada encerrar). Já no Brasil, a demora imposta pelos entraves já citados fazem com que as novidades levem mais tempo para chegar ao serviço.

Nota Final: 8.4/10

Desempenho: 8
Design: 9
Funcionalidades: 8
Preço: 10
Relação Custo/Benefício: 7

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Análise de Produto | Motorola Moto G

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O segundo modelo da nova fase da Motorola, que é uma empresa da Google (é sempre bom lembrar isso), é o Motorola Moto G. O smartphone chega como uma proposta bem simples, objetiva, e considerada “audaciosa” para muitos dos seus concorrentes: oferecer um produto com especificações interessantes, um desempenho impressionante, e um preço bem acessível. De forma surpreendente, eles conseguem isso, mostrando que a MotoGoogle (ou Googlerola) está mesmo disposta a ditar regras no mercado de smartphones intermediários.

Sobre o Produto

O Motorola Moto G é uma versão mais simples e de baixo custo do Moto X. Reforça a proposta geral da nova fase da Motorola, em oferecer smartphones que reflitam mais a proposta da Google para esses dispositivos. Mesmo assim, ainda consegue oferecer um produto de qualidade acima do esperado para aqueles usuários que não podem (ou não querem) gastar muito em um smartphone. Afinal de contas, o produto oferece mais por um menor preço, e as pessoas gostam disso.

Contando com uma interface Android em estado quase puro), o Moto G lembra uma versão alternativa do Nexus 4 em alguns aspectos. Não é tão potente quanto o “Googlephone da LG”, mas possui design e desempenho que, de cara, você logo pensa: “tem o dedo da Google nesse produto’.

Características

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Na sua estética, o Moto G é muito parecido com o Moto X, com algumas pequenas diferenças que são perceptíveis quando o usuário está próximo aos dois dispositivos. Posicionamentos de câmera frontal e alto-falante traseiro, além da carcaça removível do Moto G são as diferenças mais evidentes. De longe, é praticamente impossível diferenciar o Moto G do Moto X. Aliás, alguns usuários consideraram o modelo de baixo custo mais confortável para segurar do que o modelo com os recursos inteligentes.

As principais (e mais evidentes) diferenças entre os dois modelos estão nas suas características técnicas. O Moto G possui uma tabela de hardware (teoricamente) mais simples, com o claro objetivo de tornar o produto mais acessível ao consumidor final. Mesmo assim, o modelo da Motorola ainda consegue oferecer um conjunto interessante de hardware, com um processador quad-core de 1.2 GHz, GPU Adreno 305 e 1 GB de RAM (levando em conta a faixa de preço sugerida).

O resultado dessa combinação é um desempenho muito consistente, com uma fluidez quase impecável, uma autonomia de bateria excelente, e um resultado final de uso que o posiciona à frente dos seus principais concorrentes. O fato de contar com o sistema operacional Android 4.3 Jelly Bean (com atualização para o Android 4.4 KitKat já em curso) em estado quase puro ajuda e muito em oferecer como resultado final um experiência de uso otimizada.

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Outro aspecto importante no Moto G (e que se alinha à proposta da Google, em oferecer o bom, barato e com baixo consumo de recursos) é a sua autonomia de bateria, que é realmente muito boa. A ausência de recursos avançados, que estão presentes no Moto X (como por exemplo a tela inteligente, o processador de voz ligado o tempo todo, os sensores de movimento, etc) ajudam nessa economia de bateria. Mesmo assim, comparado com os concorrentes de preço (e até modelos um pouco mais caros, mas com especificações semelhantes), o resultado obtido pela Motorola nesse aspecto é realmente surpreendente.

Por fim, a Motorola colocou pequenos diferenciais que devem atrair muitos usuários, como as carcaças traseiras personalizadas, e principalmente, o fone Bluetooth Sol Republic na versão Music Edition, que nos EUA custa mais de US$ 200, e recebeu muitos elogios em reviews. Pagar R$ 200 nesse acessório acaba sendo um grande negócio.

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Prós

– Um desempenho praticamente impecável: um dos melhores smartphones da sua categoria nesse aspecto. A experiência de uso do Moto G não deve em nada ao Moto X (exceto pelas diferentes funcionalidades já destacadas), o que é um ponto muito positivo para o dispositivo.
– Autonomia de bateria excelente: em meus testes com o dispositivo, ele pode alcançar os dois dias completos de uso moderado, ou até 4 dias em standby (conectado na internet via Wi-Fi). É algo que chama a atenção, e deve ser um dos chamarizes para aqueles que necessitam ter a certeza que o dispositivo vai funcionar por um dia completo de uso.
– Diferenciais nos itens complementares: algumas pessoas gostam de personalizar os seus dispositivos, e as carcaças traseiras são bem vindas. E os fones Sol Republic são um grande negócio aqui no Brasil.
– A melhor relação custo/benefício da sua categoria: o Moto G é, hoje, a melhor relação custo/benefício entre os modelos de linha média. Você não vai encontrar na concorrência um modelo que ofereça tantos benefícios por um preço tão acessível.

Contras

– As câmeras são apenas “ok”: tudo bem, estamos falando de um telefone de linha média, e a grande maioria dos smartphones com essa faixa de preço não contam com câmeras espetaculares. E sim, estamos falando da Motorola, que historicamente não consegue oferecer grandes câmeras nos seus dispositivos. Mesmo assim, não é pedir muito sensores um pouco melhores.
– Carcaça traseira: seu material é de qualidade mediana (já esperado, mas é mais tampa traseira que muitos dos seus concorrentes), e de difícil remoção. Um cuidado maior ao manusear esse item é recomendado.
– Bateria não removível: pelo menos para mim, não faz muito sentido ter uma tampa traseira no dispositivo, mas não permitir que sua bateria seja removível.
– Ausência de slot para cartões microSD: entendo que a decisão aqui prioriza um melhor desempenho do sistema. Porém, muitos usuários reclamam do fato de não poderem ampliar o espaço de armazenamento do smartphone, ficando restritos aos 8/16 GB disponíveis no telefone.

Relação Custo/Benefício

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Vou repetir: o Motorola Moto G é, sem medo de errar, a melhor relação custo/benefício entre os smartphones de linha média do mercado nacional nesse momento. A Motorola estabeleceu padrões para produtos nessa categoria, e a concorrência vai ter que seguir esse padrão em 2014. Com um conjunto de hardware equilibrado e alinhado com o software, o dispositivo oferece uma experiência de uso Android plena e satisfatória, e principalmente, superior aos seus concorrentes diretos.

Os pontos considerados negativos (ou contrários) ao Moto G não desabonam o produto, até porque estamos falando de um dispositivo de linha média. E, como já foi frisado nesse post por algumas oportunidades, os concorrentes não oferecem a mesma experiência de uso tão favorável que o telefone da Motorola apresenta hoje.

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Nota Final: 8.8/10

Desempenho: 9
Design: 8
Funcionalidades: 8
Preço: 10
Relação Custo/Benefício: 9

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Especificações Técnicas

MarcaMotorola
Tipo de ChipMicro Chip
Sistema OperacionalAndroid
ModeloTouch
FormatoBarra
Tamanho do Display4.5″
Tecnologia3G
Wi-fiSim
BluetoothSim
MultichipDual Chip
Câmera5MP
FlashSim
Câmera FrontalSim
FilmadoraHD
Sintonizador de TVsem TV
RádioSim
GPSSim
NFCNão
Processador1.2 GHZ
Memória Interna8GB/16GB
Dual CoreNão
Quad CoreSim
Tipo de PlanoDesbloqueado
BandaGSM 850/900/1800/1900 WCDMA 850/900/1900/2100
EDGESim
GPRSSim
WAPNão
Recursos FotográficosCamera Integrada 5MP + LED Flash e Camera Frontal de 1.2MP
Recursos de videosGravação nos formatos: HD720 (720×1280)
MP3 PlayerSim
Recursos de somMP3, Conector padrão 3.5mm; Rádio FM.
Extensão para Cartões de MemóriaNão
Recursos de chamadaDiscagem rápida, chamada em espera, registro de chamadas feitas, recebidas e não atendidas
ToquesMP3
Alerta vibratórioSim
Viva-vozSim
JogosSim (via Download do Google Play Store)
Agenda, capacidade máxima de contatosLimitado pela memória
Data e HorárioSim
CalendárioSim
CalculadoraSim
CorPreto
Idiomas do menuPortuguês, Inglês, Espanhol
Alimentação, tipo de bateriaBateria 2070mAh
Material/ComposiçãoPlástico com componentes eletrônicos
Conteúdo da EmbalagemSmartphone XT1033; Fone de ouvido estereo; Carregador de parede; KIT de Manual do usuário; Cabo para Sincronismo e 3 capas traseiras coloridas
Dimensões aproximadas do produto – cm (AxLxP)12,9×6,5×1,1cm
Dimensões aproximadas da embalagem do produto – cm (AxLxP)13,9×9,8×5,9cm
Peso liq. aproximado do produto (Kg)140g
Peso liq. aproximado da embalagem c/ produto465g
Garantia do Fornecedor12 meses
Mais InformaçõesAlgumas funções, serviços e aplicativos dependem de acesso à internet e/ou da disponibilidade da operadora, limitados à sua área de cobertura. Termos, condições e/ou taxas adicionais podem ser aplicáveis. Todas as funções, características e outras especificações técnicas do produto dependem do modelo do smartphone e estão sujeitas a alterações sem aviso ou outras obrigações. Contate seu provedor de serviços e de produto para obter mais detalhes e informações sobre o funcionamento e restrições. A venda pode estar sujeita às políticas do seu provedor de acesso, incluindo assinatura de contrato de permanência mínima. Todo o período de conversação ou em stand-by é contabilizado no Modo Digital, de forma aproximada. O desempenho da bateria depende da configuração de rede, da intensidade do sinal, da temperatura de funcionamento, das funções selecionadas, além do padrão de uso de voz, dados e outros aplicativos. A memória indicada corresponde à memória total não formatada, sendo que a capacidade disponível para o usuário depende da versão do sistema operacional, aplicações, conteúdos e dados instalados. Este produto atende às exigências técnicas e legais relacionadas à exposição à Rádio Frequência. MOTOROLA é marca registrada da Motorola Trademark Holdings LLC. Android, Google, Google Play, Google+, Google Maps, e Google Now, entre outras, são marcas pertencentes ao Google Inc. Todos os outros nomes de produtos e serviços pertencem aos seus respectivos proprietários. © 2013 Motorola Mobility LLC. Todos os direitos reservados.
Referência do modeloXT1033

Análise de Produto | Motorola Moto X

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Em 2012, a Google começou a implantar a sua filosofia de negócios na sua última aquisição, a Motorola Mobility. Em 2013, essa proposta amadureceu, e no segundo semestre do ano passado, eles apresentaram dois modelos que efetivamente apresentam o que é essa nova proposta. O primeiro deles é o Moto X, que é a cara do que a Google quer para os seus smartphones. Mas com a marca Motorola. E olha que ele não é um Nexus. Parece, mas não é.

Sobre o Produto

O Motorola Moto X é um smartphone que oferece um conceito muito semelhante ao adotado pela Apple desde sempre com o iPhone: um produto cujo hardware está plenamente ajustado ao software, resultando em uma experiência de uso perfeita. A diferença é que a Motorola não quer um rim seu para entregar um dispositivo de qualidade para o consumidor.

Dito isso, o Moto X é o primeiro smartphone que conta com a assinatura da Google para essa proposta. É um dispositivo com especificações técnicas que não são consideradas top de linha, mas com um comportamento impecável, e uma experiência de uso de smartphones que custam pelo menos R$ 500 a mais. Com isso, temos aqui umdispositivo que pode atender muito bem a necessidade da maioria dos usuários, e até mesmo de alguns geeks mais convictos, que preferem utilizar o Android em estado (quase) puro.

Características

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Como já disse antes, o principal destaque do Moto X é oferecer o “bom e barato” para o usuário. Apesar de contar com um processador Snapdragon dual-core de 1.7 GHz, ele conta com a tecnologia X8 Mobile Computing System, que pode gerenciar de forma individual os recursos inteligentes do aparelho, como a tela inteligente e o recurso de identificação dos comandos de voz. Dessa forma, o smartphone consegue trabalhar com tais funcionalidades, mas sem um grande consumo de bateria. E sem sacrificar o processador principal.

Falando em sua tela inteligente, ela não só exibe as notificações que o seu smartphone recebe de forma individual (algo muito melhor e mais prático que os LEDs de notificação), mas também acende apenas os pontos necessários da tela para exibir a notificação em questão, deixando os outros pontos apagados. E isso ajuda a economizar ainda mais a bateria do smartphone.

O recurso de identificação de voz também é algo bem interessante. O comando “OK, Google Now” permite o acionamento de aplicativos, tracejamento de rotas de GPS, início de chamadas para contatos cadastrados na agenda, ajuste do despertador e até desbloqueio de tela ditando a senha cadastrada (apesar desse último recurso não ser algo necessariamente tão seguro assim). E tudo isso em bom e claro PORTUGUÊS DO BRASIL. Tem smartphones por aí que você paga quase o dobro que não conseguem compreender o nosso idioma. Fica a dica.

Tudo isso é combinado em um dispositivo com uma ótima tela de 4.7 polegadas, um design ajustado para o uso diário, e com o gerenciamento por conta do sistema operacional Android 4.4 KitKat, com o mínimo de personalização da Motorola na interface de usuário, oferecendo uma experiência de uso muito próxima ao do proposto pela Google.

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Prós

– Recursos inteligentes: para muitos, podem não ser relevantes. Porém, parte do sucesso do Moto X no mercado se dá pela presença dos seus recursos inteligentes, um diferencial que, até o momento, são exclusivos do smartphone da Motorola.
– Desempenho impecável: mesmo sem ter um hardware topo de linha, o Moto X é um smartphone que beira à perfeição na sua performance. Um smartphone muito rápido e ágil para as diferentes atividades.
– O preço competitivo: não é preciso gastar mais de R$ 2 mil em um smartphone com um desempenho de modelo top de linha. O Moto X pode oferecer tudo o que os modelos mais caros do mercado oferecem, por um preço muito menor.

Contras

– Limitada capacidade de armazenamento: um dos principais pontos de crítica de muitos usuários ao Moto X é a ausência de um slot para cartões microSD. Ter apenas 16 GB de armazenamento é pouco para as necessidades de quem gosta de armazenar músicas, vídeos e fotos no smartphone.
– No Brasil, poderia custar um pouco mais barato: alguns argumentam que, mesmo com os seus diferenciais, o Moto X é um modelo um pouco caro no Brasil, levando em consideração o fato que, por exemplo, o Nexus 4 pode ser encontrado hoje por menos de R$ 1 mil. Por outro lado, se o Moto X ficar muito mais barato, eles “matam” outra interessante proposta que eles lançaram em 2013: o Moto G.
– Câmera poderia ser melhor: quando o Moto X foi lançado, a sua câmera traseira apresentou problemas na compressão de fotos captadas com baixa luminosidade. Com as atualizações, esses problemas foram corrigidos, e a qualidade de imagem melhorou muito. Mesmo assim, pelo conjunto geral, a câmera poderia oferecer imagens um pouco melhores. Por outro lado, oferece fotos aceitáveis para a maioria dos usuários, e esse aspecto nunca foi o forte da Motorola.

Relação Custo/Benefício

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O Motorola Moto X é uma das melhores relações custo/benefício do mercado nesse momento. É um smartphone que oferece uma ótima experiência de uso, com recursos diferenciados, uma performance muito ajustada, e com um preço competitivo. Sabemos que é apenas o primeiro produto a contar com a influência plena da Google na Motorola Mobility, e que modelos ainda mais completos devem aparecer ao longo de 2014. Porém, podemos dizer que a Motorola começou essa nova fase com um golaço.

Para aqueles que querem um smartphone com recursos avançados, mas não se sente estimulado em pagar mais do que R$ 1.5 mil em um smartphone, o Moto X é a sua escolha. Muitos geeks convictos vão gostar do dispositivo, por contar com vantagens que considero relevantes em relação ao Nexus 4, mas oferecendo uma experiência de uso muito próxima. É o smartphone para quem é fã de tecnologia, mas não pode pagar as fortunas cobradas pelo iPhone 5s, Galaxy S4 e Sony Xperia Z1 (é o meu caso).

Nota Final: 8.6/10

Desempenho: 9
Design: 8
Funcionalidades: 9
Preço: 8
Relação Custo/Benefício: 9

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Especificações Técnicas

Chamada da OperadoraDesbloqueado
MarcaMotorola
Tipo de ChipNano Chip
Sistema OperacionalAndroid
ModeloTouch
FormatoBarra
Tamanho do Display4.7″
Tecnologia4G
Wi-fiSim
BluetoothSim
MultichipNão
Câmera10MP
FlashSim
Câmera FrontalSim
FilmadoraFull HD
Sintonizador de TVsem TV
RádioNão
GPSSim
NFCSim
Processador1.7GHz
Memória Interna16GB
Dual CoreSim
Quad CoreNão
Tipo de PlanoDesbloqueado
BandaWCDMA 850/900/1900/2100, GSM 850/900/1800/1900, LTE Band 2(1900)/4(AWS)/5(850)/7(2600)/17(700)
EDGESim
GPRSSim
WAPNão
Recursos FotográficosCamera Integrada 10MP Clear Pixel (RGBC) + LED Flash + 1080p HD video e Camera Frontal de 2MP + 1080p HD video
Recursos de videosGravação nos formatos: 1080p HD Video, MPEG4, H.264 – (MP4)
MP3 PlayerSim
Recursos de somMP3, Conector padrão 3.5mm; Rádio de Internet
Extensão para Cartões de MemóriaNão
Recursos de chamadaDiscagem rápida, chamada em espera, registro de chamadas feitas, recebidas e não atendidas
ToquesMP3
Alerta vibratórioSim
Viva-vozSim
JogosSim (via Download do Google Play Store)
Agenda, capacidade máxima de contatosLimitado pela memória
Data e HorárioSim
CalendárioSim
CalculadoraSim
CorPreto
Idiomas do menuPortuguês, Inglês, Espanhol
Alimentação, tipo de bateriaBateria 2200mAh
Conteúdo da Embalagem1 Smartphone XT1058; 1 Fone de ouvido; 1 Carregador; 1 Manual do usuário; 1 Cabo USB e 1 Sim Tool
Dimensões aproximadas do produto – cm (AxLxP)12,9×6,5x1cm
Dimensões aproximadas da embalagem do produto – cm (AxLxP)14,9×9,8×5,9cm
Peso liq. aproximado do produto (Kg)130g
Peso liq. aproximado da embalagem c/ produto465g