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Nasceu a criança. Quase junto com o Rei George Alexander (quem apostou nesse nome ganhou uma graninha). Em um evento bem rápido (menos de uma hora), a Google anunciou ontem (24) o novo Nexus 7 (2013), o sistema operacional Android 4.3 Jelly Bean, e o Google Chromecast, que é um dispositivo USB que transmite vídeos por streaming para a sua TV, aproveitando a interface do sistema operacional da Google adaptada para TVs de alta definição.

Deixarei o terceiro item um pouco de lado, e falarei dos dois primeiros itens. Aliás, pouco há para se dizer sobre os dois. O primeiro foi amplamente vazado nos diferentes veículos de tecnologia (incluindo o TargetHD), enquanto que o segundo apresenta poucas melhorias nas suas funcionalidades, mas que são sempre bem vindas.

De qualquer forma, vamos lá.

O novo Nexus 7 veio com melhorias que alguns julgam que já poderiam estar presentes na primeira versão. Porém, como a Google adotou para a primeira versão do seu tablet a proposta de oferecer um produto barato e com um ótimo desempenho geral, não era possível adicionar todos os itens de uma vez, com o risco de encarecer o produto.

Um ano se passou, algumas coisas mudaram de forma considerável no mercado de tecnologia (principalmente o fator preço dos componentes), e a partir de agora, a Google pode ser dar ao luxo de adicionar alguns elementos considerados preciosos pelos usuários.

Durante o evento, ficou claro para todos qual é o objetivo da Google com um tablet (ou qual é a finalidade que eles querem que o usuário tenha com o seu produto): entretenimento. Eles privilegiaram tanto os consumidores quanto os produtores de conteúdo no novo Nexus 7: os consumidores, porque contam com o tablet com melhores especificações para a reprodução de vídeos e jogos, e os produtores, que contam com um conjunto hardware + software mais completo, estimulando assim a criação de soluções mais completas.

Tal teoria fica ainda mais evidente quando olhamos para as especificações técnicas do novo Nexus 7: processador Qualcomm Snapdragon S4 de 1.5 GHz, 2 GB de RAM, GPU Adreno 320 e tela de 7 polegadas com 323 ppp (1920 x 1200 pixels). É simplesmente um dos tablets mais completos nos seus recursos técnicos, e com a melhor resolução de tela dentro da sua categoria.

É o produto ideal para quem quer ver vídeos, filmes e séries, largado na cama, mas com uma telinha de 7 polegadas para sua diversão. Também é perfeito para quem gosta de jogos, ainda mais com as demonstrações exibidas no evento, já adaptadas para a plataforma Open GL ES 3.0 presente no Android 4.3 Jelly Bean.

Eu posso deixar um pouco de lado a câmera traseira de 5 megapixels? Falo isso porque sou um daqueles que não se conforma com alguém fotografando algo com um tablet…

Mas posso destacar a presença do NFC, da porta miniHDMI e da compatibilidade com recarga sem fio. Todos esses itens deixam o nov Nexus 7 mais dinâmico e versátil, ampliando o leque de possibilidades de uso.

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Já o Android 4.3 Jelly Bean não oferece grandes mudanças visuais, mas apresenta pequenas correções e mudanças que podem beneficiar os desenvolvedores e a experiência de uso. Os desenvolvedores contam com um sistema novinho para explorar pequenas novidades como por exemplo o controle de perfis, a própria compatibilidade com a Open GL ES 3.0 já citada mais acima, e os novos Google Play Games e Google Play Textbook.

Aliás, a Play Textbook é o movimento mais “ousado” da Google para buscar um mercado relativamente dominado pela Apple e Kindle: os livros escolares. Com um formato de negócios que se vale de longos períodos de empréstimo digital e fortes descontos para compras de livros, a Google pretende não só conseguir mais dinheiro com a comercialização desses títulos educacionais, mas principalmente, agregar valor de mercado com algo que é bem visto pelos consumidores, de um modo geral.

A Google mostrou novidades, onde algumas delas não eram tão novidades assim. Por outro lado, mostra a consistência de uma empresa madura, sólida e pronta para os desafios mais importantes. Vamos ver se o novo Nexus 7 será um sucesso de vendas (e se não leva tanto tempo para chegar ao Brasil) e se o Android 4.3 confirma esse ponto de maturidade do sistema do robozinho verde (e se não demora a ser atualizado em outros dispositivos no Brasil).

Essas duas questões, só o tempo saberá responder.