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Todo mundo nas redes sociais nessa Copa (e na cozinha, na sala, no quarto…)

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Já que a FIFA fica de miserinha com certos termos, temos que usar dessas pequenas estratégias para poder deixar nossos posts dentro da lei e da ordem. Enfim, aquele torneio de futebol está prestes a começar (quinta-feira, 17h, horário de Brasilia), e mais uma vez teremos um evento esportivo onde poderemos ver os jogos pela TV, mas comentar esses mesmos jogos com qualquer pessoa do planeta através das redes sociais.

Não é um movimento novo. É a segunda edição do torneio da FIFA em que teremos um uso maciço das redes sociais por parte dos internautas para comentar os jogos. Eu me lembro que em 2010, quando o torneio foi realizado na África do Sul, foi justamente o Twitter e o Facebook que tornou essa experiência televisiva bem mais interessante e divertida. Afinal de contas, quem aqui consegue esquecer o #CALABOCAGALVAO, que se tornou bordão no Twitter meses antes do torneio começar (em março, na abertura da temporada da F1 daquele ano)?

Qual será a grande pérola da geração conectada em 2014?

Aliás, em 2014, além do Twitter e do Facebook, temos outras ferramentas bem interessantes para manter os torcedores ativos e interagindo com a ação esportiva exibida na tela. Instagram, Vine, WhatsApp e Google Hangouts devem ser utilizados de forma exaustiva, tanto pelas grandes corporações de mídia quanto os ilustres desconhecidos internautas que querem comentar os jogos com os demais internautas espalhados ao redor do mundo.

Sem falar que nesse mundial em específico será possível acompanhar alguns dos astros do torneio compartilhando parte do dia a dia das concentrações, bastidores de jogos e outras peculiaridades do torneio, em fotos e vídeos que já estão em grande profusão nas principais redes sociais. E como todo mundo lá no fundo gosta de uma perspectiva “Big Brother” de tudo…

Toda essa mudança comportamental promovida pela geração conectada é muito positiva. Tudo bem, eu entendo que jamais será possível substituir a felicidade de encher a casa com amigos bêbados, fazer um churrasco o dia inteiro e torcer e vibrar com os jogos da Seleção Brasileira diante da TV na sala de casa. Porém, nem se você colocar os humoristas mais criativos do Brasil na mesma sala de casa será possível produzir a quantidade de pérolas e piadas que os internautas são capazes de criar no recanto escuro do seu quarto, com a ajuda do computador ou do smartphone (ou do tablet).

Aliás, jamais podemos desprezar o poder das redes sociais nesses momentos importantes do mundo esportivo. Não só pela capacidade de criar verdadeiros fenômenos como o #CALABOCAGALVAO, mas também pelo nascimento de novas ideias e projetos que nasceram do encontro de pessoas com mentes criativas e inteligentes?

Novos sites de humor, novos blogs esportivos, novas parcerias de negócios e até casamentos apareceram desses encontros inusitados.

Por isso, nem preciso dizer que a partir da próxima quinta-feira (12), a ordem do dia é: TV ligada, pipoca + refri (ou cerveja + qualquer petisco de sua preferência) ao seu alcance, e notebook no colo (ou smartphone/tablet na mão). Não há nenhum motivo para você simplesmente se isolar do mundo conectado justamente na hora onde todos vão expressar seus pensamentos e sentimentos com o mundo através das redes sociais. Até porque elas se chamam “redes sociais” por um motivo, certo?

Sem falar que ver televisão lendo o Twitter e o Facebook não só está salvando a experiência de ver TV, mas também tornando esses eventos mais pessoais, divertidos e interativos. Nada melhor do que dar muitas risadas quando um zagueiro fura, ou ler os comentários raivosos de torcedores adversários quando o seu time marca um gol.

Ou mandar um certo narrador famoso “calar a boca” quando ele começa a disparar uma inesgotável sequência de comentários, digamos, “espirituosos”, no nível de “limite extremo” e “com a faca entre os dentes”.

Meu novo site preferido da semana: Trolldor, a lista negra dos babacas do Twitter

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O Trolldor é um site que tem um objetivo simples, objetivo e nobre: exterminar do Twitter os trolls. Os criadores do projeto tentam fazer com que as pessoas interajam nas redes sociais de forma ordenada e em paz com todos os usuários, eliminando esse câncer que existe na sociedade conectada.

No Trolldor, qualquer usuário tem a opção de denunciar outro usuário que está trollando outros, ou até mesmo publicando coisas indevidas na rede social. Mas o site também cumpre outras funções, como notificar outros usuários que, apesar de não provocar a comunidade, seu comportamento não é o mais apropriado.

De acordo com um Trolldor, é possível denunciar o usuário pelas seguintes razões:

– Provocação: se um usuário está provocando outro, pode entrar na lista.
– Fanboy: uma das pessoas que você segue passa o dia escrevendo sobre uma celebridade, ou fazendo fofocas de amigos e/ou familiares. Um comportamento típico de desocupado.
– Retweets/Favoritos: pessoas que passam o dia dando RTs e favoritando tudo, sem criar tweets por conta própria.
– Insulto/Ameaça: para bom entendedor… bom, os machões virtuais que insultam ou ameaçam outra pessoa.
– Identidade falsa: pessoas que se passam por outras.

Mas não precisa ficar em pânico. Se uma pessoa te denunciar, você não é considerado um troll de imediato. São necessárias três denúncias de usuários diferentes para entrar na lista negra. Uma vez nela, seu histórico fica marcado, e todo mundo que consultar o seu perfil verá que você é um troll (e vai evitar ter contato com você).

Para sair da lista negra, a pessoa em questão precisa fazer um pedido de desculpas pública para o usuário que o denunciou (isso é, se o denunciante revelar a sua identidade).

Mesmo assim, os desenvolvedores por trás do projeto afirmam que não estão relacionados de qualquer forma ao Twitter ou nenhuma outra rede social; estão fazendo o serviço de forma gratuita, como uma forma de melhorar a interação da comunidade com o Twitter.

Para mais informações sobre o serviço, acesse: trolldor.com.

É muito difícil encontrar alguém?? Mesmo em tempos de smartphone, celualar, WhatsApp, Facebook… ???

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OK. Eu entendo que as telecomunicações brasileiras estão muito aquém daquilo que pode ser considerado o minimamente aceitável. Chamadas que caem misteriosamente, conexões de internet que são uma porcaria, entre outros fatores que dificultam a comunicação plena entre dois pontos. Mesmo assim, considero PRATICAMENTE IMPOSSÍVEL  você não localizar alguém no território nacional.

A não ser que:

1) essa pessoa em questão não conte com nenhum tipo de tecnologia móvel (nem mesmo o celular que só faz e recebe ligações e mensagens).
2) você “não quer” encontrar essa pessoa.

Vamos falar do item 2 por alguns instantes. Pegando um exemplo aleatório, sei lá, um geek…. EU, por exemplo. Eu carrego comigo o tempo todo o meu smartphone, que fica ligado 24 horas por dia, 7 dias por semana. Deixo ativo pois eventualmente posso receber uma chamada de emergência, ou alguma oferta de trabalho, mesmo fora de horário comercial.

Porém, vamos supor que eu entre em uma área de sombra em minha casa. Teoricamente, fico sem sinal de celular, o que inviabiliza as chamadas, certo? Mesmo assim, o WiFi vai funcionar, e aí temos outros recursos: Facebook, WhatsApp, Viber, e-mail… até mesmo o Instagram, que nem sempre é o melhor local para encontrar alguém. De qualquer forma, ainda é possível deixar uma mensagem por lá.

Certo?

Agora, raciocine comigo: quando você tem um perfil típico de pessoa conectada, que usa a internet o tempo todo, carrega o smartphone consigo, ligado, ativo O TEMPO TODO, concorda que é praticamente impossível ter alguma desculpa para não ser encontrado?

Mais: se quiserem me encontrar, na pior das hipóteses, usa um desses recursos ao menos uma vez? Ainda mais levando em consideração que eu não desligo o smartphone hora nenhuma?

É… é para se pensar. Algumas pessoas que eu conheço vivem na idade da pedra e não sabem.

Ou se fazem de idiotas para não encontrar ninguém. E depois ainda invertem a culpa para o outro, usando de forma cretina a frase:

Mas eu liguei tantas vezes na sua casa…

 

A censura na era da internet. Sim, isso existe…

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É um pouco contraditório para mim, e confesso que não consigo entender isso direito. Como alguns governos, de forma quase estúpida, acreditam que uma das formas “eficientes” de calar o povo é censurando o seu direito à liberdade de opinião… na internet. Justo na internet, que não só representa um dos meios mais livres de qualquer pessoa escrever o que quiser, sobre o que quiser. E principalmente: onde a mensagem, de uma forma ou de outra, vai alcançar o maior número de pessoas, o mais depressa possível.

A Justiça da Turquia decidiu a favor do Twitter sobre a polêmica decisão do governo daquele país em censurar uma conta do microblog que estaria “denegrindo”a imagem dos parlamentares, denunciando casos de corrupção no país. Aqui, não só o direito da liberdade de expressão era vetado, mas também o direito à denúncia daquilo que estava errado.

Aí eu penso: e se a moda pegar aqui no Brasil?

Sim, pois tudo no Brasil é possível. Se condenados podem “escolher” quais serão os seus juízes e podem mudar penas decididas em última instância, não é de se duvidar que algum político queira impedir que alguém (ou muitos) o critiquem nas redes sociais. Aliás, alguns inclusive entendem que no tal Marco Civil da Internet aprovado pela Câmara dos Deputados nessa semana (finalmente), existem brechas na lei que podem permitir isso no futuro.

De qualquer forma, é um pouco estranho ver políticos tentando impedir o povo de se manifestar. De denunciar. De opinar. Alguns governos querem se estabelecer pela força da lei, ou utilizando a máquina administrativa para se perpetuar no poder. Definitivamente, não é a forma mais inteligente de resolver o problema. Calar o povo não torna o governo turco (ou qualquer governo) menos corrupto. Só evidencia as más intensões desses governantes.

Precisamos ficar de olho nisso. Acompanhar mais de perto o que acontece na Turquia é algo que deve sim interessar ao internauta brasileiro. Até porque a decisão da Justiça de lá abre uma variante para outros países. O Twitter conseguiu uma vitória que pode proteger o direito à liberdade de expressão de usuários do mundo todo, e de diferentes plataformas. Logo, é importante esperar pelos próximos acontecimentos.

O próximo que deve entrar na briga pela liberdade de uso na Turquia é a Google, uma vez que o YouTube também está censurado por lá. E algo me diz que o governo turco será mais uma vez derrotado. O problema é que, dessa vez, a pancada tende a ser mais forte.

Afinal de contas, estamos falando da Google.

Facebook DeepFace, uma tecnologia de reconhecimento facial tão precisa como o olho humano

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A equipe de inteligência artificial do Facebook apresenta oficialmente o DeepFace, uma iniciativa especializada na verificação de rostos, que deve ser capaz de alcançar um desempenho muito parecido ao que poderia oferecer um olho humano nesse mesmo tipo de tarefa.

Tal sistema utiliza uma rede neural de nove capas, e já é treinado para identificar todo tipo de padrões, olhando mais de quatro milhões de fotos de mais de 4 mil pessoas. O que o torna tão preciso é o seu método que gera um retrato de frente do indivíduo que facilita a tarefa. A partir daí, o sistema faz um mapa com as feições da pessoa, combinando com uma máscara 3D genérica, criando assim um modelo que pode ser manipulado para uma pose mais neutra.

Por conta da neutralidade, é muito mais fácil comparar a foto com aquelas armazenadas no banco de dados, que por sua vez também contam com uma postura ou expressão previamente plasmada.

Os engenheiros do Facebook conseguiram um ótimo resultado com o projeto, com um índice estimado de acertos de quase 97.25% (apenas para comparar: os humanos que participaram do experimento alcançaram 97.5% de acertos). O DeepFace ainda está em fase de testes acadêmicos.

Via The VergeMIT Technology Review

A grande vencedora do Oscar 2014 foi… a Samsung!

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Essa é a foto mais retuitada da história. E a Samsung pode dizer, com o peito estufado, que a imagem foi capturada e enviada por um smarphone da empresa (um Galaxy Note 3, para ser mais preciso). Com isso, a Samsung foi a grande vencedora do Oscar 2014.

Sim, amigos. Mais do que Gravidade (7 prêmios) ou 12 Anos de Escravidão (que levou o Oscar de melhor atriz coadjuvante e melhor filme). Ok, os dois filmes ganharam alguns dos principais prêmios entregues ontem (02) em Los Angeles, mas a grande VENCEDORA do Oscar 2014 foi, de fato, a Samsung. Sim, pois acumulou grandes feitos de marketing em uma única noite, com uma única foto, que até saiu barato em termos orçamentários, uma vez que só pagou cachê para Ellen DeGeneres.

Aliás, Ellen mais uma vez foi muito bem ao apresentar uma premiação. Já havia feito o Emmy Awards no passado, e o próprio Oscars há sete anos. Ontem, ela fez piada com todo mundo, distribuiu pizzas, deixou Liza Minelli meio puta com algumas piadas e, é claro, fez várias selfies. Incluindo a foto mais retuitada da história.

A Samsung começa como vencedora nisso daí. Cravou a sua marca em um recorde muito relevante para o Twitter, que valoriza o engajamento dos seus usuários ao máximo. Aliás, o grande diferencial do Twitter em relação às demais redes sociais é a sua praticidade de envio de conteúdo e informação em poucos segundos, praticamente em tempo real. Sem falar que as reações e respostas podem ser igualmente simples e imediatas. Nenhuma rede social consegue isso.

Além disso, a Samsung também venceu pelo marketing espontâneo. Apenas Ellen, que coordenou a ação, sabia que o selfie também tinha como objetivo promover o produto dos sul-coreanos. Todos os demais foram para a foto porque queriam participar da brincadeira. E a prova disso é a deprimente imagem de Liza Minelli tentando fazer parte da foto histórica.

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A terceira e última vitória da Samsung no Oscars 2014 está no fato que Ellen conseguiu reunir na histórica imagem cerca de dez atores, onde alguns deles estão na considerada elite do cinema de Hollywood, como por exemplo Meryl Streep, Brad Pitt, Kevin Spacey, Jennifer Lawrence, Julia Roberts e Bradley Cooper.

E quanto a Samsung pagou para ter esse povo todo na foto?

Isso mesmo: NADA. Absolutamente nada.

Se eu sou o cara responsável pelo planejamento do marketing da Samsung para o Oscar 2014, estava dando cambalhotas de alegria, preparando a proposta de aumento de salário.

Resultado: foram mais de 2.5 milhões de RTs até agora (é possível que esse número suba um pouco), e todo mundo falando dessa foto, que entra para a história com a marca da Samsung.

É claro que temos que levar em consideração que o Oscar foi um evento transmitido ao vivo para todo o planeta (diferente do recorde anterior – o anúncio da re-eleição de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos), que todo mundo comprou a ideia “porque é a Ellen… e ela é foda”, e que as fotos publicadas pela apresentadora nos bastidores da premiação foram enviadas por um iPhone (e isso não deve ter deixado o pessoal da Samsung muito feliz).

Mesmo assim… a vitória da Samsung nesse episódio é épica, ampla e irrestrita. Não poderia ter saído melhor.

Internet e censura: o que está realmente acontecendo na Venezuela?

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A Venezuela completou a sua primeira semana de protestos, conflitos internos e violência. Os confrontos entre grupos de estudantes e forças repressoras do governo continuam, e na internet, o Twitter se transformou no local favorito dos dois lados para denunciar ou informar sobre os protestos, incluindo acusações de censura digital do governo local. Esse post faz um resumo do que está acontecendo na Venezuela conectada, em um momento tão turbulento.

O que aconteceu?

Na noite da última quarta-feira (12), coincidindo com os primeiros episódios mais graves de violência, diversos usuários venezuelanos no Twitter começaram a denunciar que não era possível carregar nenhuma das imagens nesta rede social, e acusaram o governo venezuelano de censurar a rede social, com o objetivo de evitar a divulgação de fotografias ou vídeos dos protestos.

Na quinta-feira (13), o porta-voz do Twitter, Nu Wexler, confirmou para a Bloomberg que provedores venezuelanos estavam bloqueando o envio de imagens para a rede social no país. As declarações não demoraram em ser respondidas por um porta-voz do provedor oficial de telefonia da Venezuela, a CanTV, que negou as acusações do Twitter, e afirmou que os servidores do Twitter estão fora da Venezuela, e outros países tiveram o mesmo problema.

A censura aconteceu?

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Apesar das declarações da CanTV, o fato das imagens do Twitter ficarem em servidores fora da Venezuela, não impede que um provedor local faça o bloqueio ao acesso aos seus endereços de IP à essas imagens.

Na Venezuela, existem cinco grandes provedores de serviços de internet: a CanTV, a Inter (antes Intercable), por cabo ou fibra, e as empresas Movilnet, Digitel e Movistar, de telefonia móvel. Tanto CanTV como sua filial para internet móvel Movilnet são empresas públicas. Ou seja, sob o controle do governo do presidente Nicolás Maduro.

É difícil provar se a falha com as imagens do Twitter foi uma simples queda do serviço ou um bloqueio intencional. A Venezuela tem uma ortografia que torna a instalação de cabos algo muito complexo, e as zonas de sombra nas coberturas de sinal são muitas. As conexões se saturam com facilidade, e é comum ver as conexões caindo e ficando offline por horas. Os frequentes apagões elétricos que afetam as diferentes zonas do país toram a internet na Venezuela ainda mais instável.

Por outro lado, o problema no envio de imagens do Twitter afetou apenas os clientes da CanTV e Movilnet. Muitos usuários do Twitter denunciaram que, ao instalar o software que ocultava o seu IP, as fotos poderiam ser enviadas, o que podem apontar um bloqueio intencionado por parte da operadora oficial – e estatal – de internet. Usuários da Movistar, Digitel e Inter não reportaram problemas dessa espécie.

Teu passado te condena, Maduro!

Não é a primeira vez que o governo de Nicolás Maduro censura de forma intencional os conteúdos na inernet na Venezuela. Em novembro de 2013, o órgão que regula as telecomunicações na Venezuela (Conatel), obrigou a CanTV a bloquear as páginas com o domínio Bit.ly, em uma tentativa de eliminar o acesso à páginas que informavam o valor do dólar no mercado negro.

Diante da pouca eficiência dessa medida, em dezembro de 2013, a mesma Conatel exigiu que todos os provedores venezuelanos vigiassem suas conexões, e bloqueassem o acesso à páginas web que informavam sobre a cotação do dólar paralelo, como é o caso do Dolar Today, com sede em Miami. Os provedores que se negassem a exercer tal medida, enfrentavam sanções econômicas, ou até mesmo a possibilidade de fechar as suas empresas.

Há poucos dias, a Conatel executou uma ordem do governo da Venezuela para eliminar as transmissões do canal colombiano NTN24, da operadora de TV paga DirecTV. O motivo era a cobertura que o canal estava dando sobre os protestos. Depois da venda do canal de TV Globovisión para os setores vinculados ao regime chavista em maio de 2013, apenas poucos meios de comunicação local independentes na Venezuela noticiam os acontecimentos dos últimos dias com independência jornalística.

Todas essas manobras se sustentam sobre a “Lei de Imprensa da Venezuela”, uma norma aprovada em 2004 pelo já finado presidente Hugo Chávez, que tipifica como delito a difusão de informação que pode “generalizar a desordem na sociedade”. Em outras palavras, a censura não é algo novo na Venezuela, e agora que a maioria dos meios de imprensa tradicional estão sob controle estatal, as redes sociais e os veículos internacionais estão na alça de mira do governo local.

E tem uma certa presidente, de um país sul-americano, do tamanho de um continente inteiro, que é “muy amiga” do governo Chavista… tsc, tsc, tsc…

“Te Amo” foi a frase publicada por 481 milhões de vezes no Twitter em 2013

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Ao longo de 2013, a frase “te amo” em 116 idiomas foi compartilhada no Twitter por 481 milhões de vezes. De acordo com as estatísticas da rede social, Israel foi o país onde essa frase foi mais dita, em duas formas: “Ani Ohev Otach”, quando é para uma mulher, e “Ani Ohevet Otcha”, quando é para um homem.

Os norte-americanos não amam muito: ficaram na vigésima sexta posição no ranking. A lista dos 10 mais “amorosos” se completa com: Suécia, Noruega, Espanha, Hungria, Holanda, Grécia, Arábia Saudita, Turquia e Emirados Árabes Unidos. O Brasil não é citado pelo blog oficial do Twitter.

Aliás, saiba que o mês que os latinos mais dizem “Te Amo” no Twitter é o mês de novembro.

Bom… Feliz Dia de São Valentim para vocês. Com um pouco de informação, é claro.

+info

Algumas pessoas (infelizmente) vivem desse jeito com as redes sociais

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Não me entenda mal, amigo leitor. Aliás, me entenda muito bem. Se você se identificar com o quadrinho a seguir (que está em inglês), e achar que sou um babaca por publicar isso na internet, eu vou dizer “qual é a parte do ‘algumas pessoas’ que você não entendeu?”.

Entendo que esse tipo de coisa afeta uma pequena parcela da população conectada. E, mesmo assim, a situação a seguir acontece de tempos em tempos. Por fim, um idiota sempre será um idiota, com ou sem smartphone.

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Eu entrei no clima de Game of Thrones, criando o meu próprio reino

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Isso mesmo. Pelo menos aqui nesse blog, esses são os lemas que eu acredito. E agora, estou devidamente preparado para ver o começo da nova temporada de Game of Thrones na HBO.

Como parte da preparação para a estreia da nova temporada da série, que acontece neste domingo, 31 de março, a HBO Brasil convida os internautas e fãs de séries a jurar lealdade ao Reino (ou, nesse caso, criar a sua própria casa, com um brasão personalizado), através do aplicativo online global.

Para participar e representar seu país criando seu próprio brasão, visite http://on.fb.me/16fJ3DS e siga as instruções. Uma vez criado, você pode compartilhar o seu brasão na sua timeline do Twitter ou Facebook, jungo com as hasthags #GOTBR e #JoinTheRealm, além de mencionar o @HBO_Brasil para que eles saibam de sua criação. A ideia é mostrar ao mundo que o Brasil é o país com maior número de fãs de Game of Thrones (ou que, pelo menos, somos os mais engajados nas redes socias).

 

Mas… é Burger King? Ou McDonald’s?

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Bombou nas redes sociais no dia de ontem (18). Todo mundo viu, muita gente seguiu, e muitas piadas automaticamente surgiram na internet. A conta do @burgerking não só tinha sido hackeada, mas quem o fez ainda enalteceu um dos principais concorrentes, o McDonald’s. Ou seja, não só hackeou, mas trollou bonito!

Para aqueles menos avisados, a conta de uma das maiores franquias de fast food do mundo não aconteceu por acaso. Tudo começou com a denúncia de carne de cavalo encontrada em hambúrgueres das unidades do Burger King na Europa. Isso não só criou manifestos de diversos órgãos de defesa dos animais e da população em geral, que estava consumindo gato por lebre (ou, nesse caso, vaca por cavalo), agora foi a vez dos internautas habilidosos e não muito bem intencionados colocarem as mãos no notebook para mostrar de forma clara a sua opinião sobre o assunto.

A identidade visual do Burger King foi completamente alterada pelos hackers, recebendo a logomarca do McDonald’s, e mais: informando que a empresa tinha sido vendida para o principal rival. Segundo fontes, a conta @burgerking ficou no controle dos invasores por aproximadamente por uma hora, antes da conta se suspensa pela própria administração do Twitter. Nesse tempo, mensagens de todas as espécies foram enviadas, inclusive com mensagens obscenas. E um cenário muito curioso se criou rapidamente.

Muitas teorias sobre os autores da invasão foram levantadas. A mais óbvia era do pessoal do Anonymous, que durante o ataque, de forma sarcástica, enviava mensagens na sua conta do Twitter com dizeres do tipo “acreditamos que o pessoal das redes sociais do Burger King está tendo um péssimo dia”. Outra teoria é que os autores da obra foram o pessoal da Defonic Team Screen Name Club, o mesmo grupo que conseguiu hackear o telefone da patricinha Paris Hilton. Muitas das mensagens enviadas pela conta invadida contavam com a hashtag #DFNCTSC

Vale lembrar que, recentemente, o próprio Twitter foi vítima de um ataque, onde as senhas de mais de 250 mil contas foram acessadas. Ou seja, existe a chance da conta do Burger King ser uma das “sorteadas” nesse caos.

Mas o mais impressionante desse “cenário do caos” foi o crescimento do número de seguidores da conta @burgerking durante o ataque. O número de seguidores subiu de 83 mil para 110 mil, e em apenas 60 minutos. nesse tempo, os hackers publicaram um total de 55 mensagens antes da conta ser suspensa, onde 33 delas foram replys ou retweets de mensagens.

O McDonald’s rapidamente se manisfestou em sua conta oficial, manifestando sua solidariedade com o pessoal do Burger King, e alertou o quanto antes que eles não tinham nada a ver com isso. E é o correto a fazer, pois mentes mais limitadas (ou pessoas que não estão completamente informadas sobre o assunto) podem mesmo acreditar que a maior franquia de fast food do mundo teria alguma coisa a ver com o incidente de hoje.

Bom, algumas conclusões.

As grandes corporações continuam sendo alvo fácil dos hackers. É claro que as equipes de redes sociais pouco podem fazer diante de tal ameaça, e nem todo mundo usa todos os expedientes de segurança recomendados pelos especialistas em tecnologia. Aqui vemos o claro efeito de “ação e reação”. Diante de um escândalo alimentício, temos a reação daqueles que entendem que o cybercrime é a melhor forma de aparecer. E conseguiram, mesmo que de forma velada.

Os internautas adoram ver algo mal feito na web. Ok, até eu dei risada quando vi que não foi só um hack, mas também uma grande trollagem. Mesmo assim, ver a conta do Burger King no Twitter ganhar mais de 24 mil seguidores em apenas uma hora mostra como uma desgraça ainda traz buzz para uma rede social.

E o mais importante: nós, meros mortais, temos a obrigação de cuidar de nossas contas nas redes sociais. A privacidade de nossas informações está cada vez mais sendo valorizada por esses incidentes, sendo em alguns casos algo mais valioso que a informação em si. Por isso, verifiquem suas contas, mudem suas senhas no Twitter e Facebook com uma certa periodicidade, e fique sempre atento às armadilhas espalhadas na web que podem expor os seus dados de forma implacável.

Eu mesmo estou fazendo isso. Afinal, prudência, canja de galinha e alguns plugins de segurança não fazem mal a ninguém.

Um ponto que precisa ser melhorado no Twitter (e com urgência): a sua segurança

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Voltemos no tempo. Sábado passado (02), o Twitter sofreu um ataque que afetou nada menos que 250 mil usuários. A promessa da empresa de Biz Stone foi de melhorar a sua segurança, algo que é fundamental se levarmos em conta todas as informações confidenciais que alguém não autorizado pode ter acesso, e todas as consequências que poderiam derivar a partir de uma falha de segurança.

Por ser considerado algo essencial, o Twitter está procurando programadores especialistas em matéria de segurança, para implementar sistemas de verificação em dois passos, para que os usuários possam proteger melhor as suas contas. Na oferta de trabalho, eles especificam que desejam desenvolver ferramentas para detectar os inícios das seções consideradas fraudulentas no microblog.

Por enquanto, o Twitter utiliza o protocolo OAuth para facilitar as conexões com outros serviços da rede. Sua principal vantagem é que ele permite o acesso ao conteúdo protegido sem conhecer as credenciais da conta. Ou seja, em nenhum momento o serviço vai saber qual é a senha do usuário em questão. Mesmo assim, para entrar no Twitter, a página utiliza uma codificação SSL.

Estas medidas são seguras no sentido que na maioria dos casos elas impedem que nossos dados sejam interceptados. Porém, os hackers mais engenhosos podem usar técnicas avançadas para violar o sistema de segurança obtendo esses dados na base da força.

Para evitar que esse tipo de táticas funcione, o Twitter busca implantar a verificação em dois passos. Esse sistema pode ser adotado de diferentes maneiras. Uma delas exige que o usuário do Twitter entre com o seu nome de usuário e senha, e depois disso, insira um código que será enviado para um número de telefone celular previamente cadastrado, de forma instantânea. Essa verificação em duas camadas não seria realizada em todos os acessos, mas apenas naquelas ocasiões onde nos conectamos a partir de dispositivos com um endereço de IP diferente daquele que o sistema identifica como o normal.

Esse método de autenticação também tem suas limitações, mas é melhor que o sistema anterior. Afinal de contas, simplesmente inclui uma segunda camada de verificação de dados. Porém, cabe ressaltar que se algum usuário obtém a nossa senha e o nosso número de celular, nós ficamos totalmente vulneráveis, tanto nos dados do Twitter como em outras fontes (correndo o risco de até ter um stalker nos ligando todos os disas).

Porém, para os mais preocupados, é sempre bom lembrar que é muito difícil que uma pessoa consiga esses dois dados importantes de uma vez. Logo, a atitude do Twitter em adicionar uma segunda camada de segurança ao acesso dos seus usuários ao serviço é algo no mínimo positivo (alguns vão achar que é obrigação deles, e eu concordo). O ideal era mesmo algum tipo de identificação biométrica, mas estamos longe disso. De qualquer forma, toda tentativa de buscar uma forma de liberar o acesso ao produto ou serviço que seja mais seguro e, ao mesmo tempo, mais simples, é válido. Mesmo que para isso todo mundo tenha que receber uma mensagem de texto pelo celular.

Zuckerberg lança o Graph Search, ou “o Google do Facebook”

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Mark Zuckerberg mais uma vez apareceu diante de jornalistas, com sua mesma roupa descolada, para informar mais uma novidade de sua rede social (que ele mesmo afirma ser “uma ideia idiota”… porém, altamente lucrativa), o Graph Search, um mecanismo de busca inteligente e exclusivo para os usuários do Facebook buscarem o que quiser dentro da rede. Isso é, o que quiser, dentro daquilo que outros usuários autorizarem. Mas, basicamente, Zuckerberg quer adicionar um “Google dentro do Facebook”. Vamos entender melhor isso.

O que torna o Graph Search algo relativamente interessante é que (na teoria) ele é um sistema de busca privado, ou como gosto de dizer “dentro da caixa”. Fora dela, o usuário só vai poder localizar em outros mecanismos de busca se a pessoa está ou não no Facebook e informações mais triviais do usuário. Já dentro do Facebook e utilizando o Graph Search, é possível fazer buscas mais detalhadas e de dados mais relevantes adicionados pelo usuário dentro da rede, uma vez que a busca fica restrita aos dados dos bancos de dados do próprio Facebook.

Você pode achar que, com essa somatória, o espectro de busca será bem limitado. Ledo engano. O número de usuários do Facebook cresce a cada dia (apesar de algumas perdas localizadas de usuários, mas disso eu falo mais para frente nesse texto), e os usuários ativos mandam muito, mas MUITO conteúdo todos os dias para os servidores da rede social. Com isso, essa base de dados é praticamente um organismo vivo, que cresce constantemente, e que pode aumentar de forma considerável com o passar dos anos. E uma vez que agora ela fica dentro de um ambiente fechado, pode agregar um maior valor e relevância para os próprios usuários do Facebook.

Na prática (ou pelo menos essa foi a ideia que Zuckerberg deixou transparecer na coletiva), os usuários poderão fazer buscas mais objetivas sobre informações relacionadas a outros usuários cadastrados na rede social. Mas… a pergunta que (sempre) fica é: e a nossa privacidade?

Zuckerberg pensou nisso, e praticamente jurou de pés juntos que a privacidade do usuário seria preservada, e pelo próprio usuário. O Graph Search vai permitir que o usuário da rede decida quais dados serão adicionados no sistema de busca, entre fotos, vídeos, atualizações de status, compartilhamentos e qualquer outro tipo de utilização que o mesmo tenha feito desde o momento de sua entrada no Facebook. Se ele quiser, ele nem participa do Graph Search. Os únicos dados que serão encontrados sobre o usuário são o seu nome, daquilo que gosta, restaurantes indicados… enfim, coisas triviais e consideradas inofensivas.

Confesso que esperava alguma iniciativa mais pensada para o mundo mobile, algo que o próprio Facebook está investindo muito nos últimos meses (inclusive buscando a todo custo melhorar a experiência de seus aplicativos para Android e iOS). De qualquer forma, é uma interessante adição que, como disse lá em cima, tem como principal objetivo agregar valor ao Facebook, criando uma base de dados que, se bem explorada, pode ser uma mina de ouro para anunciantes e empresas. É claro que sempre vem aquela velha questão da privacidade na rede, mas não resta dúvidas que um dos objetivos a serem alcançados é esse. Vide o próprio Google, que tem dados de praticamente todo mundo que está vivo na Terra. O Facebook quer o mesmo de seus 1 bilhão de usuários.

Zuckerberg faz esse lançamento quando começa a se colocar em xeque algumas de suas iniciativas. Um dia antes do anúncio do Graph Search, o AppStats revelou que os números de usuários ativos do Instagram, empresa que agora pertence ao Facebook, caiu pela metade, um mês após serem anunciadas as novas políticas de utilização das imagens postadas pelos usuários no serviço. Ao mesmo tempo, foi informado que o Facebook no Reino Unido perdeu aproximadamente 600 mil usuários em dezembro. E em um país onde pelo menos metade da população conectada usa a rede social de forma ativa.

São pequenas grandes pulgas atrás da orelha de Mark, que por enquanto só são números, mas que podem ser um ponto de fissura na organização mais descolada do mundo (mais até do que o Google, dizem alguns). Mark deve ficar de olho nisso. Muitos analistas afirmam que o declínio do Facebook acontece dentro de cinco anos, e muitos analistas gostariam de estar certos de ver o declínio da rede social. Por que? Simplesmente porque incomoda ver um moleque de pouco mais de 30 anos de idade ser uma das pessoas mais ricas do mundo. E com “uma ideia idiota”.

O Graph Search começa a entrar em atividade (em estágio beta) nas contas de alguns usuários do Facebook em breve.

Instagram (a.k.a. Facebook) vs Twitter: uma nova guerra começou

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Como se não bastasse a chegada do final do ano, e todos aqueles votos de “paz e fraternidade entre os povos” que não entram na cabeça de algumas pessoas, agora temos mais uma batalha do mundo da tecnologia. O Twitter abriu guerra contra o Instagram, que como todo mundo sabe, agora é de propriedade do Facebook. Ou seria o contrário? Bom, mas a pergunta mais importante é: será que os dois não podem mais coexistir em uma mesma timeline?

Segundo o Twitter, não. Principalmente depois que o pessoal do Instagram disse: “vocês podem ver nossas fotos com melhor qualidade no Instagram, e não no Twitter”. Ao saber disso, o Twitter disse: “ok, eu não quero mais brincar”, e removeu a integração das imagens do concorrente em sua linha do tempo. E foi além: o rumorado recurso de filtros de imagens no Twitter foi lançado hoje (nos aplicativos para iOS e Android), antecipando uma decisão que só seria tomada ou no final do ano, ou no começo do ano que vem.

O mercado de imagens se tornou algo muito importante para o mercado de tecnologia como um todo. Qualquer celular hoje tem câmera, e contar com um serviço que seja competente e atraente no ato de compartilhar (e embelezar) imagens pode ser uma mina de ouro no quesito “vamos agregar valor ao serviço”. E como todo mundo hoje tem um celular com câmera… é só fazer as contas.

Na verdade, a briga mesmo é entre o Twitter e o Facebook. As duas principais redes sociais do planeta decidiram ir para o combate direto em um dos recursos mais usados em comum pelas duas redes. Como era de se esperar, o Twitter começou o seu serviço de filtro e edição de imagens pequeno, com apenas oito filtros disponíveis. Mas já é um começo. Enfrentar o Instagram, que se tornou a referência nesse segmento, é um desafio muito grande. Mas o fato da base de usuários do microblog ser muito maior que a do serviço de fotos mais popular do planeta deve ajudar a diminuir esse abismo inicial.

Eu sei que vai ter muita gente que vai preferir adotar logo o serviço do Twitter em seus dispositivos, já que vai tudo para uma timeline só, e já está tudo na mão mesmo, sem precisar sair de um aplicativo para outro. O problema é que o Instagram faz isso e mais. Se você desejar, ele manda a mesma imagem para o Twitter, Facebook, Flickr, Foursquare, e-mail… no meu caso, nem todos os meus contatos do Twitter estão no Facebook, ou mesmo no Instagram. Mandar uma imagem que eu gosto apenas para o Twitter não é muito funcional, no meu caso.

Além disso, as pessoas com um cadastro de longa data no Instagram já criaram um histórico e uma biblioteca de imagens considerável, que não vão querer desperdiçar assim, do nada.

No meu caso, vou continuar com o Instagram mesmo, que já manda a imagem para vários lugares. Isso não quer dizer que eventualmente eu não vou usar o recurso de fotos do Twitter. Só quer dizer que, pelo menos por enquanto, meus seguidores na rede de Biz Stone vão ter que clicar em um link para ver a foto. Ou me acompanhar no Foursquare. Se bem que não tenho postado tantas fotos ultimamente… mas como as férias estão chegando… “vai que”, né?

Você confunde a “pessoa física” da “pessoa jurídica” nas redes sociais?

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Eu adoro o Twitter e o Facebook. São ferramentas incríveis para você se comunicar com as pessoas, falar daquilo que pensa e até mesmo fortalecer oportunidades de negócios. Pelo menos procuro fazer isso com os meus blogs na internet.

Mas sei que sou polêmico, que minha língua (e meus dedos no teclado) não possuem travas, e que quando me enfezo, eu REALMENTE falo aquilo que penso. Mas tenho o cuidado de manter isso numa zona “segura”, nas minhas contas pessoais das redes sociais ou no meu blog pessoal. Dessa forma, crio o processo de “auto destruição”, sem envolver os projetos que eu trabalho.

Acho que todo mundo tem direito a ter uma opinião, como pessoa física, que paga impostos (elevados), e que possui um mínimo de raciocínio crítico sobre as coisas que acontecem ao seu redor. Não me acho uma pessoa inteligente (se eu realmente fosse, minha vida estaria bem diferente), mas pelo menos me posiciono sobre o que vejo, ouço e leio. E entendo que o fato de ter dois blogs/podcasts com relativa visibilidade na internet não me impedem de ter um posicionamento isento sobre alguns assuntos, certo?

Bom, eu penso assim. E é assim que deveria ser. Só que não é bem assim.

Infelizmente, algumas pessoas insistem em confundir a “pessoa física” da “pessoa jurídica”. O fato de dizer certas coisas em minha conta do Twitter não quer dizer que sou um vagabundo e irresponsável. O TargetHD e o SpinOff são provas disso. São blogs que no ano que vem vão completar cinco anos de vida, que andam com suas próprias pernas, com boa visibilidade na internet, e que mostram pelo menos o meu objetivo de cumprir com meus compromissos, com minha disciplina pessoal de postagens regulares… enfim, que pelo menos procuro fazer um trabalho bem feito e responsável.

Acho engraçado com as pessoas realmente acreditam que, pelo fato de “você ter o seu próprio negócio”, que você precisa ter “papas na língua”, filtro verbal e freio moral. Ok, é preciso ser educado sempre, e procuro ser (desde que não venham me dizer, a troco de nada que “o seu trabalho é uma bosta”). Agora, não ter o direito de me expressar como bem entender nos meus canais pessoais de comunicação é um pouco demais, não?

Os blogs são independentes. São patrocinados eventualmente, mas em essência, são independentes. Não sou bancado por nenhuma grande empresa para ficar escrevendo posts diários falando bem de produtos e serviços. Optei pela liberdade editorial, e isso vem dado certo. Tento manter uma imparcialidade sobre os assuntos que escrevo nos blogs temáticos, mas nos meus canais pessoas de comunicação, eles PRECISAM ser pessoais. Precisam ser de “censura livre”. Senão, não faz sentido.

Logo, um conselho para quem confunde a “pessoa física” com a “pessoa jurídica”: esqueça isso. Todo mundo fala besteiras, todo mundo fala bobagens, e o que compartilho em minha timeline são as bobagens do meu dia a dia. Isso não quer dizer que sou um desocupado completo, um irresponsável ou inapto a realizar um bom trabalho nos meus outros blogs.

Confundir as duas pessoas, além de ser uma perda de tempo, é um preconceito ridículo. Mas é só a minha opinião. Você é livre para pensar e dizer o que quiser. Por que eu não posso ser?