@oEduardoMoreira

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Comemore o Halloween com as versões do Windows que passaram dessa para uma melhor

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O Halloween está chegando, e entendo que essa é a oportunidade perfeita para relembrar as versões mais antigas do Windows, que podem ser consideradas “os fantasmas do passado da informática”.

Nada mais aterrorizante do que começar com uma boa dose de Windows 1.0 no seu navegador, se é que você se atreve a se reencontrar com sua interface jurássica e envelhecidas funções. Tudo isso é adornado com uma capa monocromática, bem no estilo do cinema mudo.

E que tal um pouco de Windows 3? Essa é uma versão que assentou as bases do que seria o mundialmente conhecido sistema operacional da Microsoft, adicionando um mundo novo de cores e possibilidades aos usuários de PCs.

Já o Windows 93 não é uma versão oficial da Microsoft. Se trata de uma paródia muito bem trabalhada do Windows 95, capaz de produzir ataques epiléticos aos mais céticos, ou poder fazer com que muitos percam a fé na humanidade, quando constatarem que seus criadores não passam de mentirosos.

E o melhor fica para o final: o Windows 95 é, provavelmente, o primeiro Windows que marcou a um grande público, mas que hoje é capaz de causar calafrios. Afinal de contas, é um sistema operacional com 20 anos de vida. Muita coisa mudou nesse tempo.

Via Digital Trends

O dia que o Ubuntu 9.04 e o Windows Vista me ajudaram a instalar o Windows 8.1

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Recentemente eu adquiri um notebook Dell Vostro 5470 (falarei sobre ele daqui a alguns dias). Antes eu utilizava um Samsung ATIV Book 6, e como eu pretendo vender esse equipamento, eu precisava formatá-lo. Porém, a missão não era tão simples. Desde o meio do ano passado, eu estava utilizando um SSD da Kingston de 240 GB no portátil dos sul-coreanos, e pretendia utilizar essa mesma unidade no novo notebook da Dell. E é justamente esse processo que se transformou em uma grande aventura de dois dias.

Para transferir os dados do HD original da Samsung (um HD SATA de 1 TB) para o SSD, utilizei o Acronis Image HD (excelente software que recomendo para todo mundo). Quando decidi retirar o SSD desse notebook, eu percebi que não poderia utilizar o mesmo software para fazer a migração dos dados para outro HD de 320 GB que seria utilizado para receber os dados do ATIV Book. Então, utilizei outro programa excelente, o EaseUS Parititon Manager em um pendrive, que clonou o disco menor para o maior. Beleza.

O problema começou na hora de formatar a unidade para refazer a instalação. O sofware de recuperação da Samsung não funcionou, e as cópias do instalador do Windows 7 não reconheciam as partições criadas (pois estavam em um padrão que não era reconhecido pelo software). O mais estranho é que a clonagem do Windows 8.1 feita funcionou sem maiores problemas.

Ok. Comecei a pensar nas alternativas disponíveis, com os instaladores que tenho aqui em casa. Até que me deparei com dois pequenos “tesouros arqueológicos” de software: o Ubuntu 9.04 e o Windows Vista Ultimate. E eles serviram perfeitamente para resolver todos os meus problemas.

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O Ubuntu 9.04 me foi útil para resolver o problema dos particionamentos. Como o kernel Linux é capaz de realizar um gerenciamento completo das partições na hora da instalação, eu decidi instalar o sistema operacional como se sõ ele fosse gerenciar o computador. Ou seja, removi todas as partições da antiga instalação do Windows 8.1 e joguei o Ubuntu em todo o HD, criando um novo sistema de partições para armazenamento de dados.

Deu certo. O Ubuntu 9.04 foi instalado sem maiores problemas, e tornou o notebook funcional de novo.

De novo, tentei fazer com que o Windows 7 (que depois seria atualizado para o Windows 8.1) reconhecesse o HD e suas partições durante a instalação. Não funcionou (e não me perguntem por que).

E foi aqui que o Windows Vista entrou no jogo.

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O muito criticado Windows Vista (inclusive por mim, pois realmente eu acho que esse é um dos piores Windows já lançados em todos os tempos), por motivos que até agora não são explicados, conseguiu reconhecer as partições do Linux criadas pelo Ubuntu 9.04. A partir daí, consegui remover essas partições, criar um novo volume identificável pelo Windows, e realizar a instalação do sistema operacional, sem maiores problemas.

Com o Windows Vista funcionando (não fiquei muito tempo testando, pois já era alta madrugada a essa altura do campeonato), eu utilizei a minha cópia original do Windows 8.1 Pro (adquirida em uma Black Friday da vida) e fiz a atualização – sim, pois isso era perfeitamente possível – do software.

Depois de alguns minutos de tensão, tudo pronto! Windows 8.1 Pro instalado e atualizado. Aí foi só passar pela maratona para atualizar os drivers, e pronto. Computador pronto para ser vendido.

Confesso que eu até consigo compreender a parte do Ubuntu reconhecer as partições bagunçadas. Até porque o Ubuntu (e o Linux) é muito bom para isso. A parte do Windows Vista identificar as partições Linux e o Windows 7/8 não é que vai requerer uma pesquisa da minha parte.

De qualquer forma, eu decidi compartilhar esse relato com vocês porque eu acredito que essa experiência será útil para muita gente. Se você algum dia tiver dificuldades para um instalador de um sistema operacional identificar as partições do seu disco rígido, e sabe que pode eliminar tudo o que você já tem porque não vai perder nada, não pense duas vezes: use o Ubuntu, destrua as partições antigas, crie partições novas em todo o disco com o Ubuntu, instale o sistema operacional e, depois (se quiser), faça uma versão antiga do Windows reconhecer essas partições para instalar o sistema da Microsoft.

Moral da história: é sempre bom ter um software antigo guardado em algum lugar, não é mesmo?

Notebook Dell Inspiron i14-5447-A30

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A Dell conta com ótimos notebooks para usuários que querem um equipamento com alta performance, para atividades mais elaboradas. Um dos modelos de destaque no mercado brasileiro é o Dell Inspiron i14-5447-A30, que pode atender muito bem as necessidades de boa parte dos usuários mais exigentes.

Para começar, o notebook Dell Inspiron aposta na presença de um processador Intel Core i7 de última geração, para garantir a maior capacidade de processamento e melhor gerenciamento dos recursos técnicos. Conta também com 8 GB de RAM (mais 2 GB adicionais de memória dedicada), o que deve entregar um desempenho excelente nas diferentes atividades, além de uma maior fluidez do sistema operacional Windows.

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Sua tela de 14 polegadas possui resolução HD, o que é sempre bem vindo na hora de visualizar fotos e vídeos, que trabalhando em conjunto com o sistema de áudio Waves MaxxAudio, se converte em uma excelente alternativa para os momentos de entretenimento. Por fim, mas não menos importante, o usuário terá ao seu dispor um HD de 1 TB para armazenar todo e qualquer tipo de conteúdo sem maiores preocupações, além de permitir a instalação de programas e jogos com maior volume de dados.

O notebook Dell Inspiron i14-5447-A30 pode ser considerado como um investimento. É um produto para usuários avançados, ou para aqueles que fazem questão de um melhor desempenho nos seu computador portátil. É perfeito para melhorar o desempenho de profissionais de diferentes segmentos.

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Informações Técnicas

PRODUTONotebook Dell Inspiron i14-5447-A30 Intel Core i7 8GB 1TB + 2GB de Memória Dedicada Tela 14″ Windows 8.1 – Prateado
MarcaDell
ProcessadorIntel Core i7
Placa MãeChip set integrado ao processador
HD1TB
DrivesNão se aplica ao produto
Tamanho da tela14″
RedeRJ45 10/100 Ethernet
SomWaves MaxxAudio
WirelessSim
BluetoothSim
VídeoAMD Radeon HD R7 M265 2GB DDR3
TecladoTeclado iluminado em português
MouseIntegrado
Alimentação (tipo de bateria)3 células “inteligentes” de íons de lítio com (43,50 WHr)Tensão 11,10 VCC /Até 7 horas
Conexões2 x USB 3.0, 1 x USB 2.0; 1 porta HDMI; 1 porta RJ-45; um conector combo para microfone e para fone de ouvido; auto-falantes estéreo
VoltagemBivolt
Conteúdo da EmbalagemComputador; adaptador AC; cabo de força; manuais
Dimensões aproximadas do produto (cm) – AxLxP2,2x26x38cm
Peso líq. aproximado do produto (kg)2,2kg
Garantia do Fornecedor12 meses
ModeloI14-5447-A30
Referência do ModeloI14-5447-A30
FornecedorDell
SAC8009 703 366
PRODUTOSoftware McAfee 15meses, Win 8.1 i14-5447-A30

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Notebook Asus X450LA-BRAL-WX084H

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A Asus sempre ofereceu opções muito interessantes no universo de computadores portáteis, e o notebook Asus X450LA-BRAL-WX084H é apenas mais um exemplo dessa premissa. Na tentativa de manter vivo um segmento que a cada ano registra um volume menor de vendas, o modelo da Asus me lembra por que eu ainda prefiro utilizar um notebook para a produção de conteúdo diário.

É inegável que o aspecto estético desse notebook é o primeiro detalhe que chama a atenção dos usuários. Tudo bem, eu sei que beleza não é tudo nesse mundo, mas nesse caso, é algo fundamental. Um acabamento com visual metálico, dando um ar de sofisticação e elegância, que chama a atenção de quem não fica satisfeito em ter apenas um notebook em casa, querendo também uma peça de tecnologia que se tenha orgulho de usar em qualquer lugar.

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Seguindo a atual tendência dos computadores portáteis – e dos produtos de tecnologia como um todo -, esse notebook da Asus conta com um design mais fino (pelo menos mais fino que os seus concorrentes), o que automaticamente facilita a vida do usuário na hora do seu transporte, pois a baixa espessura resulta em um volume menor na mochila ou bolsa. Mas não é só isso.

Seu acabamento possui uma textura que oferece um resultado visual final muito interessante, que reforça a ideia de um produto diferenciado na sua estética.

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Mas esse portátil da Asus não se destaca apenas pela beleza. O produto também oferece especificações técnicas que são mais que suficientes para que a maioria dos usuários consiga realizar as mais diferentes atividades, sem maiores problemas de desempenho.

O notebook Asus X450LA-BRAL-WX084H possui um processador Intel Core i5 de quarta geração, 4 GB de RAM, 500 GB de HD, tela de 14 polegadas e sistema operacional Windows 8.1. Essas são especificações que atendem muito bem aos usuários que pretendem utilizar o produto para o consumo de conteúdos multimídia (streaming de áudio e vídeo), navegação na internet, acesso às redes sociais, produção de textos e jogos mais básicos.

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Como diferenciais, a Asus também adicionou novos recursos para uma melhor experiência multimídia. Por exemplo, a tecnologia de áudio SonicMaster, que oferece uma maior definição e volume, o AudioWizard, que ajusta o som do notebook para diferentes atividades, e a tecnologia ASUS Splendid, que oferece cores mais vibrantes na tela.

O modelo também se destaca por oferecer recursos que promovem uma experiência de uso mais intuitiva, como a SmartGesture, que atua diretamente no touchpad, e a IceCool, que mantém a superfície do portátil sempre fria.

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Para os usuários que buscam uma interessante relação custo/benefício em um notebook, mas precisa de um pouco mais do que as configurações mais básicas, esse modelo da Asus pode ser a sua opção. Vale a pena ser considerado para o seu próximo investimento.

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Notebook Ultrafino CCE Intel Dual Core 2GB 500GB LED 14″

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Não são poucos os usuários que desejam ter o primeiro computador, para aquelas tarefas mais básicas. Para quem não tem a necessidade de trabalhar o tempo todo com um desempenho máximo, o notebook ultrafino CCE se apresenta como uma das alternativas mais baratas.

O modelo conta com um processador Intel Dual Core, 2 GB de RAM, tela LED de 14 polegadas e 500 GB de armazenamento. Tais especificações são mais que suficientes para rodar o Windows 8.1 sem maiores problemas, além de oferecer uma performance que entrega um desempenho aceitável para a navegação de internet, acesso às redes sociais, leitura de e-mails e outras atividades que pouco exigem do seu conjunto técnico.

Para ser o primeiro computador dos menos exigentes, pode ser uma das alternativas a serem consideradas na hora da compra.

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O que a Microsoft precisa fazer em 2015 para não perder no mercado mobile?

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Foi um ano de uma importante e necessária transição para a Microsoft e, principalmente, para o Windows Phone. A aquisição da Nokia impôs mudanças na estratégia de uma divisão móvel que está se preparando para o futuro. E é disso que quero falar nesse post: o que esperar da Microsoft em 2015?

A concorrência com o duopólio Android/iOS segue pesado, mas a aposta da Microsoft está centrada em um único nome: Windows 10.

 

Se esqueça do termo ‘Phone’ do Windows Phone

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A Microsoft está avisando a meses que vai fazer mudanças importantes na nomenclatura de sua plataforma móvel. Em setembro, eles abandonaram a marca Nokia para os smartphones, e indicaram que o termo ‘Windows Phone’ também não seria mais utilizado.

Por enquanto, temos que usar o Windows Phone, mas sabemos que isso vai mudar em 2015. Ou seja, nada de Windows Phone 8.2, 9.0 ou 10.0. No lugar, vamos assistir o nascimento do promissor Windows 10, cuja base será compartilhada por todas as plataformas utilizadas pela Microsoft. A filosofia ‘One Windows’ pregada por Satya Nadella será a pedra angular de uma ambiciosa estratégia.

 

Mobile First, Cloud First

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O novo mantra da Microsoft deixa claro como será o futuro da Microsoft. A estratégia agora tem como pilares fundamentais os dispositivos móveis e a nuvem. Essas duas grandes divisões repartem o protagonismo no futuro, deixando em segundo plano aquilo que dá dinheiro hoje (as licenças de software) e as demais divisões de hardware (responsáveis pelo Surface Pro 3 e Xbox).

Os resultados financeiros apresentados no final de outubro mostram que a Microsoft está bem nesse aspecto: US$ 23.3 bilhões de ingressos (contra US$ 18.53 bilhões em 2013), mas com queda sensível nos lucros líquidos (de US$ 5.24 bilhões do primeiro trimestre fiscal de 2014 para US$ 4.5 bilhões do primeiro trimestre fiscal de 2015).

O motivo? Os gastos de reestruturação para assimilar a aquisição da Nokia.

Na divisão mobile, os resultados foram decentes: 9.3 milhões de smartphones com Windows Phone foram vendidos, um aumento de 5.6% – quebrando o recorde de 8.8 milhões de unidades vendidas no mesmo trimestre de 2013.

Um dado curioso: a Microsoft conseguiu crescer na divisão mobile, mesmo com o duro ano de 2014. Os lançamentos de modelos como Lumia 930, 630 ou 530 se somaram aos curiosos Lumia 730/735 e 830, que apostavam no segmento de linha média, o que para muitos não estava clara a sua razão de ser.

 

Modelos top de linha, por favor!

2014 foi um ano bem meia boca para os dispositivos com Windows Phone. Nenhum lançamento mereceu um grande destaque, e a evolução das linhas foi conservadora. Não dava para pedir muito da Microsoft em um ano de adaptação, mas esperamos muito mais da empresa em 2015.

De fato, podemos esperar por modelos muito mais ambiciosos. Dois dispositivos são muito esperados para 2015: o sucessor do quase mítico Lumia 1020 (modelo cujos rumores já aparecem há muito tempo), que pode dar uma nova dimensão ao conceito de fotografia móvel, e um novo modelo top de linha, que seja um substituto definitivo para os atuais Lumia 925/930.

No segundo caso, existe um plano B, porque além de poder oferecer um modelo da linha 9×0, a Microsoft pode anunciar o sucessor do Lumia 1520, phablet muito bem intencionado, e que pode representar uma revolução para a empresa.

Também não podemos nos esquecer dos modelos de entrada. O recém lançado Microsoft Lumia 535 (o primeiro que substituiu o termo ‘Nokia’ por ‘Microsoft) segue a linha do Lumia 520, mas a Microsoft ainda tem um grande potencial para expandir esse segmento.

Não é de hoje que o Windows Phone se mostra um sistema muito fluído mesmo com um hardware mais modesto, e a empresa deveria aproveitar isso tanto com terminais compactos como com phablets acessíveis – na linha do Lumia 1320 -, e avançar nesse conceito que interessa a muita gente.

 

Windows 10 é a grande incógnita

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Porém, os smartphones serão uma parte pequena da equação. 2015 é o ano do Windows 10, uma nova versão do sistema operacional da Microsoft, que vai povoar todos os seus dispositivos e plataformas.

A convergência está garantida através de um núcleo comum a todos os produtos de hardware, onde cada família de dispositivos contará com módulos e componentes específicos para ela. O objetivo: esses aplicativos universais serão uma regra no sistema, e não uma exceção.

Isso vai simplificar a vida dos usuários e desenvolvedores, que poderão acessar a uma loja universal de aplicativos que podem se adaptar às necessidades de cada dispositivo. A interface desses aplicativos deve ser ‘adaptável’, mudando de acordo com o dispositivo que é executado.

A ideia pode ser ainda mais ambiciosa: o smartphone pode se transformar em um PC, literalmente. Conectado ao monitor, um teclado e um mouse, podemos ter acesso à uma seção de trabalho parecida com aquela oferecida por um desktop ou notebook com Windows, e essa pode ser a característica que define de vez o Windows 10, que no papel é muito promissor, mas terá que demonstrar suas virtudes no segmento mobile, e em poucos meses.

 

Conclusão

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O competitivo mercado mobile fez com que hoje em dia seja muito difícil competir com o duopólio Android/iOS. Ainda que as recentes previsões da IDC indiquem para um ganho de cota de mercado pelo Windows Phone nos próximos anos, pode ser que esse crescimento não seja aquele que a Microsoft espera.

Com isso, a empresa pode ficar sozinha na fabricação de dispositivos com Windows (Phone), já que os demais fabricantes podem preferir apostar no Android, que é sinônimo de lucratividade garantida. A Microsoft recentemente levou um golpe com a decisão da Huawei em abandonar a fabricação de dispositivos com o seu sistema operacional, e outros fabricantes podem repetir o mesmo no futuro.

Isso é algo que a Microsoft precisa trabalhar, e rápido. As intensões parecem claras: a gratuidade da plataforma para dispositivos com tela abaixo de 9 polegadas e os acordos com vários fabricantes devem impulsionar o catálogo de dispositivos. Por outro lado, poucas novidades sobre esses movimentos apareceram na mídia, onde a de maior destaque é a aparição de um atraente HTC One M8 for Windows Phone.

Está é uma das chaves do futuro de uma Microsoft que aposta ambiciosamente no mercado mobile. Vamos ver ao longo de 2015 se a aposta foi certeira ou não.

A contagem da Microsoft: 7, 8, ‘pin’, 10!

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Windows 10. Nada de Windows 9, senhores. Uma das grandes surpresas do evento de apresentação do novo sistema operacional da Microsoft é o seu nome. Com direito a piadinhas engraçadalhas por conta de Joe Belfiore, explicando que “quando você usar o Windows 10 na sua plenitude, você vai entender a razão do nome” (ou seja, o Windows 9 é tão bom, que ele não é 9, ele é 10). Ok…. tá certo…

Deixando a nomenclatura de lado, a Microsoft aposta no clássico ‘erramos, admitimos o erro, e queremos reconstruir a relação com vocês que achavam o Windows 7 tão bom’. Para isso, voltou atrás, devolvendo aos computadores tradicionais a interface clássica do Windows, que funcionou tão bem por 17 anos (estreou no Windows 95, lembram?). Particularmente, não senti tantas dificuldades na curva de aprendizado da interface Metro. Por outro lado, a grande verdade é que eu quase não uso essa interface no meu dia a dia.

Mas compreendo os motivos pelos quais a maioria reclamou do Windows 8. A Microsoft mudou a sua abordagem de forma radical e abrupta, e a grande massa de usuários do sistema não se acostumaram às mudanças repentinas. Resultado: o Windows 8 não foi um sucesso comercial, e representou até algumas perdas para a gigante de Redmond, que perdeu um espaço considerável para o Chrome OS, que agora não para de crescer.

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E quem podia imaginar que o Menu Iniciar clássico fizesse tanta falta para os usuários? Nem a Microsoft desconfiava disso. Precisou trazer o item de volta (e é aí que está o ‘pedido de desculpas’ do pessoal de Redmond) para reconquistar os usuários que estavam agarrados ao Windows 7 ou versões anteriores. A ideia aqui é clara: aumentar de forma mais sustentável a base de usuários da versão mais recente, não apenas para tornar o sistema operacional mais forte comercialmente falando, mas também para reduzir os eventuais problemas que a ausência de suporte das versões já abandonadas pela empresa podem causar.

Mas o Windows 10 não se limita a ser apenas a volta do Menu Iniciar. Representa uma reformulação da proposta da própria Microsoft sobre o que é um sistema operacional, buscando universalizar a experiência de uso, já que o sistema foi concebido para funcionar em diferentes categorias de dispositivos (desktops, notebooks, ultrabooks, híbridos, conversíveis, smartphones e tablets… por enquanto).

Agregar valor ao software e atrair desenvolvedores que querem ver os seus aplicativos no maior número de dispositivos possível, além de abraçar os usuários, oferecendo uma proposta de experiência de uso conjugada. Faz muito tempo que a Microsoft persegue isso com os seus produtos, e o Windows 10 é o início da consolidação dessa proposta. Entendo que esse é o movimento a ser adotado não apenas pela Microsoft, mas por outras empresas que contam com um ecossistema de produtos considerável.

O Windows 10 me agrada. Não oferecem mudanças radicais no funcionamento do sistema, mas traz novidades interessantes, que tornam o sistema mais flexível para diferentes finalidades (como por exemplo os desktops virtuais, novos comandos específicos para os modos Desktop e Metro, além de um modo Continuum, que muda a interface de usuário de acordo com o reconhecimento de um periférico conectado na tela principal).

O mais importante é que o Windows 10 parece estar mais ‘democrático’. Se você ainda usa um desktop clássico ou notebook, pode usar o Windows 10 da forma mais adequada para o seu equipamento, e o mesmo vale para os usuários de tablets. Nada lhe será imposto. Sem falar que a fase final de desenvolvimento do sistema contará com a ajuda do usuário, ou seja, as chances de sair um sistema operacional do jeito que o povo gosta são enormes.

Não devo fazer parte dos beta testers do Windows 10, pois uso os meus dois equipamentos para trabalhar. Mas já estou na fila para fazer a atualização dos meus equipamentos para a nova versão, tão logo ela esteja disponível.

Windows 8.1 com Bing, de graça. Microsoft para para o contra-ataque contra os Chromebooks

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A Microsoft prometeu, a Microsoft cumpriu. Semanas depois de anunciar que o Windows seria de graça para dispositivos com 9 polegadas ou menos, a gigante de Redmond apresentou o Windows 8.1 com Bing, a citada versão gratuita do sistema. De fato, é uma edição especial do sistema operacional que será gratuita sempre e quando os fabricantes instalarem o dispositivo em PCs, notebooks, tablets e conversíveis com 1 GB de RAM e até 16 GB de armazenamento. Mas espere. Tem mais.

Nesse Windows 8.1 “de graça”, o Internet Explorer e o Bing serão elementos pré-instalados e pré selecionados, mas a Microsoft esclarece que qualquer usuário poderá mudar o motor de busca (ou utilizar outro navegador) se assim quiser. O problema é que tem muito usuário que, ou pela falta de conhecimento dos procedimentos, ou pela preguiça, que é maior do que qualquer outra coisa, não vai promover mudança nenhuma no sistema, deixando tudo tal como recebe o produto ao chegar da loja, aumentando de forma “orgânica” a participação do Bing e do Internet Explorer em seus respectivos segmentos.

Segundo a Microsoft, os primeiros produtos com Windows 8.1 com Bing devem ser apresentados na Computex 2014 em Taipei, no mês de junho.

A medida é claramente destinada a competir diretamente com os Chromebooks, que ultimamente chamaram o interesse do setor educacional, principalmente nos Estados Unidos, e que tem preços e configurações modestas. A Microsoft pode atacar precisamente esse setor, com os “sucessores tardios” dos netbooks, que tanto tiveram sucesso no mercado de computadores portáteis entre os anos de 2007 e 2010.

A grande pergunta é: quanto espaço de armazenamento vai restar nesses dispositivos, levando em conta que muito será ocupado pela própria instalação do Windows 8.1?

Os requisitos do sistema convencional do Windows 81. de 32 bits já necessitam de 16 GB de espaço para a sua instalação, enquanto que a versão de 64 bits necessitam de 20 GB. Logo, é de se supor que os futuros computadores de baixo custo integrarão slots SD para ampliar o espaço de armazenamento. Mesmo assim, seria interessante comprovar que tipo de componentes ficarão instalados no Windows 8.1 com Bing, e quais elementos ficarão de fora.

De qualquer forma, é a Microsoft indo para o contra-ataque. Perceberam que a sua hegemonia no mercado de PCs, começou a ser seriamente ameaçada pelo Chrome OS, que tem como principal apelo algo que a gigante de Redmond tradicionalmente não tem como principal predicado: o fator “sou de graça, e posso reduzir o preço do seu produto”.

E nem poderia. Afinal de contas, durante décadas o negócio da Microsoft foi vender o software, e ter o seu sistema operacional no máximo de computadores possível. Com o mercado de PCs em queda livre nas vendas, todo o setor precisa se reinventar para seguir vivo. Parte dessa reinvenção passa na gratuidade do software. E nessa, a Google largou na frente.

Vamos ver se a Microsoft consegue reagir com a sua versão do Windows “com Bing”.

Windows XP, o melhor da Microsoft em todos os tempos?

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Tudo nessa vida tem começo, meio e fim. No caso do Windows XP, o fim durou bem mais do que o imaginado. O sistema operacional da Microsoft lançado em 2001 teve o seu suporte oficialmente encerrado ontem (08), e agora, passa a viver no imaginário dos mais saudosistas, onde alguns deles acreditam que ontem morreu oficialmente o melhor lançamento da Microsoft em sua história.

Não é exagero tal afirmação. Primeiro, pela longevidade do sistema já tão abordada ao longo dos últimos dias nos blogs de tecnologia. nenhuma versão de nenhum sistema operacional já lançado teve tanto tempo de vida na história da tecnologia. E isso, somando as plataformas móveis (eu bem sei que o Symbian viveu muito, mas não tanto quanto).

Segundo, porque foi uma versão que evoluiu muito, encontrando o seu ponto de maturação. Nem tudo foi flores no começo do Windows XP: muitos reclamavam das já tradicionais ausências de drivers compatíveis com alguns dispositivos, instabilidades e pontuais vulnerabilidades. Porém, com o passar do tempo, a Microsoft encontrou a mão do sistema, que se tornou estável, seguro, eficiente e leve para as máquinas menos nutridas de especificações técnicas.

O Windows XP foi, talvez, a versão do Windows que melhor representou a filosofia da gigante de Redmond em tornar o PC uma ferramenta útil para usuários de diferentes categorias. O sistema já era o mais popular do planeta, mas com o XP, ele alcançou de forma efetiva todos os segmentos de mercado, inclusive os setores financeiro e empresarial, o que agregou muito valor de mercado ao sistema.

O que é mais curioso é que, com o passar dos anos, a Microsoft parece não ter aprendido muito a lição oferecida pelo Windows XP. Veja bem: tentaram mudar todas as regras do jogo com o Windows Vista, e não deu certo (eu considero o Vista uma das piores versões do Windows da história). Corrigiram o erro com o Windows 7, mas oferecendo muitas soluções que estavam com os dois pés calcados naquilo que o Windows XP já apresentava. E isso funcionou muito bem, a ponto de muitos usuários não quererem abandonar o Windows 7 tão cedo.

Agora, com o Windows 8, mudaram toda a regra do jogo novamente. Não foi tão desastroso quanto o Windows 7 ao meu ver, mas também não podemos dizer que foi a mais acertada. Tanto, que o popular menu Iniciar clássico está de volta no Windows 8.1 Update 1.

É claro que eu acho que o mundo precisa evoluir, seguir em frente, progredir. Porém, a Microsoft precisa pensar no que deu certo. Precisa sempre lembrar que uma das chaves do sucesso é, em alguns casos, pensar no simples, e não mexer nas regras do jogo. Ok, eu entendo que o mundo está se voltando para as telas sensíveis ao toque e mobilidade, e que o mercado dos desktops está cada vez mais chegando ao fim.

Mas… quem sabe a tal reinvenção do Windows pode passar pelo “um pouco mais do mesmo”, para combater a invasão do Chrome OS e Android nos PCs?

De qualquer forma… obrigado por tudo, Windows XP. Não será esquecido tão cedo.

A Microsoft deveria mesmo parar de cobrar pelas licenças do Windows?

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Satya Nadella vai assumir em breve o posto de CEO da Microsoft, mas mudanças mais incisivas começam a aparecer na empresa. Mudanças essas que vão se refletir em um futuro a curto prazo. Uma dessas mudanças está relacionada a um dos seus negócios mais fundamentais, com o objetivo de se adaptar à demanda do mercado de PCs e, por tabela, o mercado de softwares. Com o Windows presente em uma porcentagem cada vez menor dos computadores vendidos, é preciso fazer alguma coisa. Talvez tomar uma decisão drástica e, até então, impensada para uma Microsoft: oferecer o Windows de graça.

Historicamente, o negócio da Microsoft se baseou na venda das licenças do seu sistema operacional, que desde o começo da década de 1990 se mantém como o dominante no mercado de PCs. Porém, novos concorrentes chegaram, e são ameaças diretas para o seu negócio. Pior: uma ameaça dupla, representada em uma empresa – a Google, que tem em seu poder o Chrome OS e o Android, que cada vez estão mais presentes nos computadores pessoais.

As licenças e o risco de perder a atenção dos fabricantes

O Chrome OS é o melhor exemplo desse novo cenário. Poucas pessoas acreditavam no sistema operacional quando a Google o apresentou. Afinal de contas, parecia loucura oferecer um sistema baseado na nuvem. Agora, os computadores com o sistema Chrome OS se apresentam como um negócio rentável, que não para de crescer.

É verdade que sua influência no mercado é mínima (1%), mas a Microsoft não pode simplesmente assistir produtos como o Samsung Chromebook 2 chegando ao mercado, e tornando a oferta da Google cada vez mais atraente. Pelas características oferecidas, e pelo o seu preço reduzido, que atendem aos anseios do usuário médio de hoje (redes sociais, jogos casuais e acesso à internet), e até mesmo os usuários de empresas (trabalho em equipe online), nicho onde o Chrome OS está se tornando especialmente forte.

Isso acontece no mercado de computadores tradicionais. Se falamos do universo móvel, o Android é a referência. E isso também afeta diretamente o negócio da Microsoft. Afinal de contas, enquanto os fabricantes que apostam no sistema da Google pagam US$ 0 para utilizar o software, aqueles que apostam no Windows Phone 8 precisam pagar entre US$ 23 e US$ 30 por dispositivo. No caso do Windows 8.1, esse valor sobe para US$ 50 por computador com a licença.

Os rumores sobre a Microsoft contra-atacar a Google com um Windows gratuito começaram no ano passado, e nessa semana, as primeiras decisões sobre o assunto se tornaram mais concretas, com a redução das licenças do Windows para US$ 15 por equipamento com custo inferior a US$ 250.

Ao que parece, nos próximos meses, veremos uma versão gratuita do Windows, o Windows 8.1 with Bing. O software reduzido será uma oferta para fabricantes de computadores baratos, e para usuários que desejam atualizar equipamentos com versões anteriores do sistema operacional. Para não cobrar nada, a Microsoft exige o uso do Bing e dos serviços online da empresa, adotando um modelo de negócio muito parecido com o da Google: licenças gratuitas, mas um ecossistema fechado no Drive e lucros com publicidade em buscas, além de cobranças adicionais pelo armazenamento para as empresas.

Microsoft, mais Google que nunca

A verdade é uma só: ninguém quer pagar por mais nada.

O modelo de pagamento de software está esgotado, e a Microsoft sabe disso. Durante anos, eles se esforçaram para tentar controlar a pirataria para manter o seu negócio de licenças vivo e bem sucedido. As licenças ainda representam boa parte dos lucros da Microsoft (1/4 do total), mas sua influência é cada vez menor. Os serviços orientados à área empresarial, os aplicativos online e sua divisão de entretenimento (encabeçada pela marca Xbox) são as principais fontes de renda da gigante de Redmond hoje. As vendas a partir da loja oficial de aplicativos também é uma interessante fonte de ingressos.

Está claro que a Microsoft não pode eliminar as suas licenças da noite para o dia, e renunciar a 1/4 dos seus lucros para enfrentar a Google. Porém, essas especulações mostram claramente como eles querem se parecer um pouco com o pessoal do Mountain View. até mesmo na escolha do seu novo CEO. Nadella vem da área de cloud da empresa, o que demonstra que a influência que Bill Gates quer na Microsoft é que o universo online seja o futuro de sua empresa.

Recentemente, a Microsoft lançou a versão online do Office, demonstrando que tudo o que eles fazem de melhor nesse software passam a integrar o Outlook e o OneDrive, dois grandes produtos da empresa. Será importante que eles mantenham a qualidade, e que façam uma transição ordenada do seu modelo de negócios para reduzir o risco de problemas no futuro.

Detalhe: estamos falando da mesma Microsoft, que no começo da década de 1990, simplesmente esnobou a internet, e só se deu conta do seu potencial quando a Netscape dominou o mercado de browser (ou navegadores).