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O Ouya fracassou. Então… o que precisa os consoles Android para vingarem no mercado?

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O Ouya não vingou. Eu, que cheguei a cogitar um desses (e ainda penso nele, para os jogos clássicos), decidi postergar a compra do console Android que, em 2012, revolucionou o universo do crowdfunding, ao arrecadar US$ 8.5 milhões na sua campanha. Porém, tanto dinheiro não fez com que o produto final correspondesse às expectativas.

As dúvidas sobre o sucesso do Ouya começaram antes mesmo do produto chegar aos primeiros compradores, no começo de 2013. O seu hardware e pouco apoio dos desenvolvedores eram os dois motivos que deixavam muitos com várias pulgas atrás da orelha. E o tempo provou que o Ouya não tinha chances de competir com os consoles da Sony, Nintendo e Microsoft.

Mas nem por isso devemos perder as esperanças. Os gamers casuais ainda são a maioria, e fenômenos como Angry Birds ou Flappy Bird são a prova que há muito a ser explorado nesse segmento.

Por outro lado, a ideia do Ouya, apesar de bem intencionada, foi mal executada. Problemas com o controle (que foi o principal alvo de reclamação dos seus compradores) e a falta de títulos para o console atrapalharam e muito o projeto, que ficou relegado aos gamers “jurássicos”, ou para aqueles que querem jogar os games dos consoles mais clássicos, todos emulados no console. E com a ajuda do controle do Xbox 360 devidamente adaptado, é claro.

Qual é o futuro do Ouya?

Os rumores indicam que a Ouya (empresa responsável pelo console Android) vai se focar no software. Não é fácil desenvolver dispositivos, e mesmo com uma venda massiva no Kickstarter, os consumidores perderam o interesse do produto depois das primeiras críticas dos usuários e veículos especializados. Ou seja, fabricar o console não é mais algo viável.

O futuro do Ouya pode estar na plataforma Ouya Everywhere, que permite aos fabricantes aproveitar o ecossistema de mais de 600 títulos do console em seus produtos.

A Ouya recentemente lançou uma atualização de hardware do console, mas o avanço da tecnologia móvel é muito rápida, impedindo que uma empresa ainda pequena possa acompanhar tal evolução. E para ser mais ágil, a Ouya precisa mudar o seu foco.

O sucesso dos videogames tradicionais está baseado (em grande parte) nos seus ciclos de vida de quase 10 anos, o que garante um grande investimento e, por consequência, um grande fluxo de jogos e novidades por longo tempo. E o Ouya dificilmente pode entregar isso.

O que precisa um console Android para obter sucesso?

Basicamente: apoio da Google, lucros que justificam o investimento dos desenvolvedores, preços mais acessíveis, inovação, e funções que apresentem o console como uma central multimídia completa. Parte desses elementos, curiosamente, aproximam o console Android do videogame tradicional, tal como nós conhecemos.

A principal diferença talvez esteja no fator inovação, onde esses produtos terão que apresentar um diferencial realmente consistente para convencer o consumidor. Gráficos diferenciados, novo modelo de negócio para aquisição de jogos, e diversificadas funcionalidades. E tudo isso, sem impactar no preço. Eis o desafio.

E se não precisamos de consoles Android?

Com um smartphone que tem a mesma potência que um computador teria em 2010 e preço de R$ 1.000 (modelo de linha média), parece ridículo (para alguns) ter um videogame tradicional, certo? Então… por que não melhorar a conexão do smartphone com a TV, fazendo com que o dispositivo atue como controle, e a TV a grande tela da ação? Com certeza os fabricantes de dispositivos já pensaram nisso, mas de forma curiosa, isso ainda não aconteceu. Até porque esta é uma aposta arriscada, com benefícios incertos.

Enquanto isso, eu continuo com o Xbox 360 e o PlayStation 3 aqui em casa.

OK, me convenceram: agora eu quero um smartwatch (ou uma pulseira inteligente)

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A Mobile World Congress 2014 foi dividida em dois grandes grupos: os smartphones (por motivos óbvios), e os chamados “wearables”, ou gadgets vestíveis. Mais precisamente os smartwatches, que por sua vez estão representados em dois grupos: os relógios inteligentes e as pulseiras quantificadoras. E eu me convenci que eu quero um troço desses!

No ano passado, eu ainda estava me perguntando “por que eu quero um smartwatch”. Eu ainda estava indeciso por não identificar qual era a real utilidade desse produto para o meu dia a dia. Agora, parece que as coisas estão ficando mais claras, onde os fabricantes estão detectando quais são os públicos que esses dispositivos estão destinados. Bom, pelo menos na teoria.

Uma coisa que é liquida e certa: os esportistas já contam com um dispositivo exclusivo para suas finalidades. As pulseiras quantificativas, que coletam todo e qualquer tipo de informação da atividade física do usuário, podem ser as primeiras a efetivamente vingarem nesse universo de gadgets vestíveis. Primeiro, porque já contam com uma finalidade clara para o seu comprador: melhorar a sua saúde. E quem não quer isso?

Segundo, por serem mais próximas da proposta considerada ideal pelos próprios usuários. São menores, contam com um design mais ajustado ao corpo (o novo Gear Fit da Samsung que o diga), e com funcionalidades específicas para as tarefas de exercício e monitoramento biométrico.

Já os smartwatches “clássicos” ainda precisam melhorar um bocado, principalmente no seu design. Segundo pesquisas recentes, uma das coisas que afastam o usuário dos relógios inteligentes atuais é justamente o formato pouco discreto, o peso que os produtos podem representar no uso diário, e sua bateria de curta duração.

Aliás, o grande desafio da indústria é aumentar a autonomia de uso desses pequenos dispositivos. Afinal de contas, quanto menor o tamanho, menor a sua bateria, e por tabela, menor a sua capacidade de funcionar por vários dias. O ideal seria um funcionamento de, pelo menos, uma semana sem chegar perto do carregador (nesse aspecto, o Pebble segue imbatível).

No final das contas, as pessoas querem smartwatches para serem inteligentes. Ler feeds das redes sociais, receber alertas de eventos e atividades, visualizar informações conectadas. Mas querem tudo isso com um relógio do tamanho e peso do seu relógio atual. E com um design bonito, para que, de forma orgulhosa, ele possa aproveitar tudo isso em qualquer lugar.

Escrever tantas pautas sobre os smartwatches fez com que eu ficasse seduzido pelo produto. Finalmente. Eu já estava ficando preocupado em não me sentir atraído pela proposta. Não digo que terei o meu já em 2014 (até porque tenho outras prioridades), mas que vou passar a acompanhar esse segmento mais de perto, isso é fato.

O que muda com uma Apple Store no Brasil?

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Quem curte tecnologia sabe o que está acontecendo hoje (15) no Village Mall, no Rio de Janeiro (RJ). A Apple está inaugurando a sua primeira loja física no Brasil, com toda a badalação que um evento desse tipo recebe, e até com cenas de vergonha alheia, por parte dos “Genius” contratados e dos corajosos que foram prestigiar a chegada da maçã mordida no comércio físico brasileiro.

Nesse momento, alguns discutem qual é a validade de uma loja dessas em nosso país, e alguns ainda encontram dificuldades em encontrar uma explicação minimamente razoável. Vamos deixar de lado as questões elitistas, o fato de alguns babacas cantarem pérolas do tipo “eu… sou brasileiro… com muito orgulho… com muito amor…” na abertura da loja, e de pessoas ficarem na fila por quase 24 horas para uma inauguração de loja. Isso tudo não será levado em consideração nesse post.

O importante aqui é descobrir o que vai acontecer depois que o frenesi passar.

A Apple Store existe para, basicamente, vender produtos Apple, com a experiência Apple. Samsung, Sony e outras grandes marcas usam do mesmo modelo de negócios, com lojas próprias em diferentes cidades (se bem que, nas minhas férias em Balneário Camboriú/SC, eu visitei uma loja Samsung, e saí de lá pasmo com a ignorância dos ditos “especialistas” em relação aos produtos por eles vendidos). Porém, como é na Apple, a experiência se torna “mágica e revolucionária”.

De qualquer forma, o comprador que entrar em uma Apple Store pode ter a certeza que vai encontrar uma experiência diferenciada, um suporte de alta qualidade para eliminar suas dúvidas, e um pós venda que vai tentar resolver os seus problemas da melhor maneira possível, sem te culpar por algo que você não sabe fazer, e sem empurrar com a barriga, deixando você sem o produto por semanas.

Mas isso, na teoria.

Pouco foi informado sobre como será a política da Apple no Brasil em relação à assistência técnica de seus produtos em suas lojas físicas. Em outros países, o cliente tem até 30 dias para desistir da compra, sem dar maiores explicações, e quando um produto apresenta defeito grave estando na garantia, o cliente sai da loja com um produto completamente novo. Porém, as leis brasileiras são outras, e a própria Apple não é obrigada a seguir nada disso.

Mas acho fundamental que a Apple ao menos se preocupe em oferecer soluções diferenciadas para os casos de assistência. Não ter diferença alguma de uma loja autorizada ou de um e-commerce é, na minha opinião, desperdício de prestígio de marca, para dizer o mínimo.

Se bem que uma Apple Store Brasil na Village Mall visa uma coisa: vendas de produtos caros.

Tudo bem. Então, que a chegada de uma Apple Store no Brasil ao menos represente uma mudança de pensamento da própria Apple em relação ao nosso país. Que ao menos os lançamentos da empresa desembarquem mais rápido no nosso mercado. Sabe, é patético as pessoas ainda acreditarem que Tim Cook e sua turma se importam com o mercado brasileiro, uma vez que eles lucram de forma absurda com o “fator Brasil”, e trazendo os lançamentos apenas na terceira janela de lançamentos.

Na prática, a Apple trata o consumidor brasileiro como um qualquer… e tem gente que bate palma para isso.

Não acredito em preços mais competitivos na Apple Store Brasil. Sem nem nas vendas virtuais eles conseguem fazer isso, que dirá na loja física, que exige uma logística mais cara (sem falar nos funcionários que precisam ser pagos e comissionados).

Porém, se vamos continuar pagando caro pelos produtos, que ao menos não precisemos mais esperar tanto tempo para que eles cheguem ao nosso mercado. É mais do que razoável receber os lançamentos na mesma janela que nos Estados Unidos. É o mínimo que se pede.

Afinal de contas, a partir de agora, temos uma Apple Store no Brasil. Logo, nada mais justo.

A Lenovo comprou a Motorola. E agora?

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Surpreendente. Essa palavra define a notícia da venda da Motorola Mobility para a Lenovo por apenas US$ 2.91 bilhões. Eu estava fazendo algumas compras no supermercado, quando recebi o e-mail da assessoria de imprensa da Lenovo para o conference call deles para anunciar a compra. Saí meio esbaforido para poder acompanhar as notícias. Mas, enquanto voltava para casa, já pensava nos motivos dessa venda, e possíveis consequências que o consumidor vai ter por conta dessa negociação.

Antes de qualquer coisa, não estou aqui para defender Google, Motorola, Lenovo e afins. Estou aqui para compartilhar o que penso sobre o assunto. Em linhas gerais, também torço o nariz para uma negociação como essas, mas como tenho uma percepção um pouco mais privilegiada do que a do consumidor (uma vez que já participei de eventos da Motorola, logo, já conversei com executivos), me permito a opinar com um leque maior de informações. Mas de qualquer forma, o objetivo aqui é trocar ideias, ok?

Pois bem, quando a Google comprou a Motorola em 2011, alguns torceram o nariz. Bom, uma quantidade muito menor de pessoas que hoje protestam contra essa compra, mas teve chiadeira. Muita gente pensou que a Google comprou a empresa norte-americana por conta das patentes de mobilidade, e eles estavam certos. Essa é uma grande mina de ouro, principalmente contra os seus concorrentes diretos.

Quem não chiou, não ia muito com a cara da Motorola, por causa do passado da empresa. Principalmente no quesito “atualizações do Android”. Era hábito da empresa abandonar clientes com versões antigas do Android. Vale lembrar que não era só a Motorola que fazia isso na época. De qualquer forma, a Google assumiu a Motorola, e começou a colocar a sua cara em seus produtos. De forma discreta, com o RAZR i, o RAZR D1 e RAZR D3. Depois disso, os lançamentos “gritavam” o estilo Google, com o Moto X e o Moto G.

Tive a oportunidade de testar todos esses smartphones. E posso dizer, com conhecimento de causa: a Google fez com que a Motorola melhorasse, e muito. O RAZR D1 foi o meu smartphone pessoal por pelo menos quatro meses, o D1 e o D3 foram dois dos reviews mais lidos em 2013 no TargetHD, o Moto X é o meu smartphone pessoal, e o Moto G é o melhor modelo de linha média do mercado hoje. Ou seja, todos estavam elogiando a Motorola, falando bem dos seus produtos, comprando os seus produtos…

E aí, de repente, a Google vende a Motorola para a Lenovo.

Por partes.

Lembra das patentes que citei no começo do post? Pois é. É o que vale para a Motorola. Elas valem os tais US$ 9.5 bilhões de diferença entre o valor que eles pagaram para comprar em 2011 (US$ 12.5 bilhões) para o valor que eles receberam da Lenovo (2.91 bilhões). A experiência da Google em bancar o desenvolvimento de hardware foi feita e, ao que tudo indica, não foi bem sucedida, por incrível que pareça.

Desenvolvimento de hardware é algo caro. Produzir produtos de tecnologia é algo muito caro. E a Google estava sim tendo prejuízos com a Motorola. Por mais que muita gente estivesse falando bem dos seus recentes lançamentos, a Motorola jamais conseguiu figurar entre as cinco maiores vendedoras de smartphones do planeta. E isso pesa. Ainda mais para a Google, que tem no seu histórico a filosofia de descartar produtos e serviços que não estão atendendo às expectativas deles, independente da opinião do usuário.

Por outro lado, a Lenovo é a terceira maior vendedora de smartphones do planeta. Porém, consegue essa posição basicamente pelas vendas no mercado asiático (mais especificamente, no mercado chinês). A Lenovo estava louca para chegar na América Latina (onde aí sim a Motorola tem uma boa participação de mercado), mas não queria fazer loucuras financeiras para estabelecer bases e linhas de montagem por aqui.

Logo, a negociação foi boa para as duas partes: a Google se livra do “peso morto”, ficando com as patentes que lhe interessava, e a Lenovo chega ao mercado latino-americano pela “lei do menor esforço”.

E quanto ao consumidor? Como ele fica nessa?

Eu entendi como você ficou. E não tiro sua razão. Afinal de contas, tudo agora fica incerto. Qual será a filosofia da Lenovo com a Motorola? O projeto “Moto”, que era tão elogiado por todos, será abandonado? E a política de atualizações dos dispositivos que já estão no mercado? A Lenovo vai mudar tudo na Motorola?

Não sabemos. E é esse futuro cheio de perguntas que assusta os atuais proprietários de dispositivos da Motorola, e até começa a espantar clientes em potencial.

A única coisa que é certa é que ainda teremos smartphones Motorola “by Google” em 2014. Os frutos dessa negociação com a Lenovo só devem mesmo aparecer em 2015. Até lá, só podemos especular o que os chineses farão com a marca e todo o portfólio de produtos.

Galaxy Tab 3 Lite: por que, Samsung? Por que?

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Não venham me dizer que eu não entendo. Eu entendo. Perfeitamente. A necessidade de oferecer produtos que seduzam os mercados emergentes e/ou de baixo custo resultam na oferta de dispositivos de entrada, que façam o básico. O que eu não entendo é a Samsung oferecer um produto que consegue ser AINDA MAIS LIMITADO que o Galaxy Tab 3 (que, caso vocês não saibam, já é um tablet de entrada).

O Samsung Galaxy Tab 3 Lite foi anunciado hoje (16) pelos coreanos, mais de forma forçada do que de forma espontânea. O manual do produto vazou na internet nessa semana, e por falta de coisa melhor para fazer, a Samsung decidiu anunciar oficialmente o produto. Não revelaram preço, nem data de lançamento, mas tais detalhes devem ser revelados durante a Mobile World Congress 2014, que acontece no final do mês de fevereiro, em Barcelona (Espanha).

Tudo muito lindo. Mas a pergunta persiste: por que esse lançamento, Samsung?

Vamos comparar com números? Claro que vamos! A seguir, as principais especificações técnicas do Galaxy Tab 3 Lite e do Galaxy Tab 3:

Galaxy Tab 3 Lite: tela de 7 polegadas (1024 x 800 pixels), processador dual-core de 1.2 GHz, 1 GB de RAM, 8 GB de armazenamento (expansíveis via slot para cartões microSD), câmera traseira de 2 megapixels, bateria de 3.600 mAh e sistema operacional Android 4.2 Jelly Bean.

Galaxy Tab 3: tela de 7 polegadas (1024 x 800 pixels), processador dual-core de 1.2 GHz, 1 GB de RAM, 8 GB de armazenamento (expansíveis via slot para cartões microSD), câmera traseira de 3 megapixels, bateria de 4.000 mAh e sistema operacional Android 4.1 Jelly Bean (informações extraídas do site da Samsung).

Ou seja… as diferenças são mínimas: na câmera traseira, na bateria e na versão do Android. Mas… será que tudo isso justifica o lançamento do Galaxy Tab 3 Lite?

Na minha modesta opinião fecal, não. Porém, funciona para a Samsung. De alguma forma bem estranha.

Eu não consigo entender qual é a incapacidade dos coreanos em oferecer um produto um pouco mais barato para os tais mercados emergentes, do que oferecer um “novo” modelo, com especificações técnicas muito próximas ao anterior, o que na minha opinião, não chega nem a ser outro modelo. Na boa, diferenças na câmera, bateria e sistema operacional não justificam a inserção de um novo produto no mercado, apenas para confundir o consumidor.

Qual é a real diferença de preço que os dois modelos podem ter? Se a Samsung oferecer o Galaxy Tab 3 Lite por R$ 100 a menos já está perdendo dinheiro com ele. Logo, não faz o menor sentido.

Tudo bem, a Samsung precisa movimentar a sua linha de produção, e oferecer opções para o consumidor nunca pode ser considerado um erro. Agora, pegar um produto que já existe, mexer de forma sutil em um ou dois itens de hardware, e lançá-lo ao mercado como um produto “novo” é algo que beira o cretino. Depois, quando a Samsung é duramente criticada por alguns consumidores por oferecerem dispositivos de baixa qualidade, que a empresa não reclame de bullying. Até porque o Galaxy Tab 3 Lite pode ser considerado uma “prova de acusação #3”.

Tá, Samsung… eu sei que funciona para vocês. Mas para mim, não. E eu sigo perguntando: por que?

Outra pergunta: até quando?

O PlayStation 4 foi a melhor coisa que poderia ter acontecido para o PS Vita

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Cá pra nós: o PS Vita nunca foi um sucesso de vendas. Longe disso: custou muito tempo e dinheiro da Sony para ele se posicionar da forma como os japoneses desejavam no mercado. Mas essa tendência pode estar mudando lentamente, e com a ajuda do PlayStation 4.

A vida sempre foi cruel com o PS Vita. Tinha tudo para ser um sucesso de vendas, já que conta com uma ótima tabela de especificações técnicas, deixando a concorrência comendo poeira. Porém, para azar da Sony, o constante crescimento de smartphones e tablets ofuscou o mercado dos consoles tradicionais e dos videogames portáteis. Para “ajudar”, o seu principal concorrente (Nintendo 3DS) teve uma forte queda de preço, o que fez com que o PS Vita fosse direto para o limbo, sem perspectivas de recuperação.

Mas dias melhores virão. Bom, é o que parece. As vendas do PS Vita começam a crescer, anos depois do seu lançamento. E o principal responsável disso é o PlayStation 4.

PlayStation 4: a Sony chama o mercado de “seu”

A estratégia conservadora seguida pela Sony em detrimento da Microsoft valeu mais para que ela se posicionasse diante dos adversários de forma consistente. Mesmo com vendas ridículas no Brasil, o PS4 vende muito bem lá fora, e com dois dias a menos, alcançou a marca de 2 milhões de unidades vendidas (15 dias no total).

E apesar desse movimento parecer que, no final das contas, “o que queremos é vender consoles”, há um fundo mais edificante por trás disso tudo: a criação de uma clientela fiel, com fãs incondicionais da marca. E essas duas características são muito mais marcantes no mercado de videogames do que em qualquer outro mercado de tecnologia.

Deste modo, o aumento de mais de 60% das vendas do PS Vita mostra que a Sony está conquistando (ou reconquistando) o coração de seus clientes, além de ser um sinal claro que novos clientes estão chegando, e dispostos a gastar um pouco mais de dinheiro nos produtos da empresa.

Somando o fracasso da Nintendo com o Wii U, e a ligeira vantagem das vendas do PlayStation 4 sobre o Xbox One (algo que muitos garantem que pode ser maior quando  o console for lançado em outros mercados considerados estratégicos), temos aqui outros fatores que ajudam a explicar esse movimento positivo do PS Vita (com o PS4).

E a estratégia da Sony está dando resultado

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Desde o começo, a estratégia da Sony com o PlayStation 4 estava orientada para impulsionar as vendas do PS Vita. E esse aumento registrado nos últimos meses não é uma mera casualidade. Para começar, os japoneses trataram de combinar os produtos, de modo que algumas vantagens estivessem atreladas ao fato do usuário ter os dois produtos.

Uma prova disso? A oferta de compatibilidade sem fio para o PS Vita em todos os jogos do PlayStation 4, onde os dois produtos poderiam emular sem problemas os títulos.

Por outro lado, a Sony focou a sua publicidade para mostrar a simbiose dos dois produtos. Isso foi visto em packs que juntavam os dois consoles (apesar de custar o mesmo que quando comprados separadamente), até agressivas campanhas que mostram os produtos sendo usados em conjunto.

Para a Sony, apenas por promover o aumento das vendas do PS Vita, o PlayStation 4 já estaria amortizando bem o dinheiro que a empresa perde por cada unidade vendida, pela relação custo de produção/valor final do produto. Ao mesmo tempo, eles garantem lucros em duas frentes na venda dos jogos, o que é uma estratégia muito ajustada para os objetivos que eles estabeleceram.

No final das contas, é bom saber que o PS Vita está se recuperando, mesmo que seja com a ajuda do PS4. As implicações futuras dessa decisão podem ser muito positivas, principalmente quando pensamos no PS Vita TV.

A Intel quer marcar presença no mercado de tablets, custe o que custar

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A Intel estava acostumada a ter uma posição dominante no mercado, mas hoje, se dá conta que os tempos são outros, principalmente no mercado mobile. Os seus concorrentes não param de crescer, e os seus processadores para smartphones praticamente desapareceram. Porém, eles pensam de forma ambiciosa no mercado de tablets.

Durante anos, a Intel dominou sem maiores problemas o mercado de processadores para desktops, deixando a AMD fora desse mercado por mais de uma oportunidade. Infelizmente (para a Intel), algumas mudanças são bruscas. O ARM comprometeu seriamente o negócio da Intel, oferecendo chips com preços competitivos e boa performance.

Mas bem longe de esperar o quadro virar de novo, ou tentar fazer frentes com os seus rivais com os melhores chips produzidos em Santa Clara, Califórnia, a Intel entende que a melhor forma de se recuperar é investindo milhões e milhões de dólares para voltar a estabelecer uma posição dominante no mercado. Mas a partir de uma nova perspectiva: o mercado dos tablets.

Hoje, a maioria dos processadores ARM tem um preço unitário para os fabricantes que gira os US$ 20. Já o Intel Atom custa quase US$ 40 a unidade, o que se converte automaticamente em tablets mais caros, o que dificultaria uma concorrência contra a NVIDIA e a Qualcomm. A estratégia da Intel a partir de agora será praticamente presentear os fabricantes interessados com os seus processadores, pedindo aproximadamente US$ 10 por cada unidade do Bay Trail.

Dessa forma, a Intel cumpriria a sua promessa de oferecer tablets com especificações respeitáveis com os seus processadores, e com preços abaixo dos US$ 99.

Tomar uma decisão tão arriscada não será algo nada barato para a Intel, e muitos acreditam que tal movimento pode representar um prejuízo inicial de nada menos que US$ 1 bilhão. E, mesmo que isso soe muito doloroso no começo, a Intel tem que tomar decisões complexas em tempos difíceis. Tudo isso para não se tornar uma presa da ARM no futuro.

Vendas globais de smartphones podem alcançar a marca de 1 bilhão de unidades no final de 2013

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O ano de 2013 está chegado ao fim, mas ainda temos pouco mais de 30 dias de vendas, e no período mais rentável do ano: o Natal. E por conta desses 30 dias, o mercado pode registrar a expressiva marca de 1 bilhão de unidades vendidas até o dia 31 de dezembro de 2013.

O IDC faz tal afirmação, baseado no seu último estudo de mercado. De acordo com os analistas de mercado, as vendas de smartphones cresceram 39.3% desde 2012, e o envio de dispositivos móveis para o mercado mundial deve alcançar a marca de 1.7 bilhão de unidades por ano até o ano de 2017.

Os principais responsáveis por esse crescimento (segundo a IDC) são os mercados emergentes, que devem registrar aumentos constantes nas vendas de smartphones nos próximos anos. Nesses mercados, os preços seguem caindo, e os smartphones de entrada e/ou intermediários estão substituindo os chamados feature phones (dispositivos com recursos e aparência de um smartphone, mas sem as mesmas características de hardware e software de um telefone inteligente).

Segundo Ryan Reith, diretor da IDC, o jogo mudou drasticamente no mercado de smartphones. “Não faz muito tempo que a indústria como um todo falava em conectar o próximo bilhão de pessoas, e isso hoje pode ser assumido que a maioria dessas pessoas vão abandonar os seus feature phones. (…) Os smartphones são agora uma opção muito real para conectar esse próximo bilhão de usuários”.

Para Ramon Llamas, gerente de pesquisa da IDC, a palavra-chave para um maior volume de vendas de smartphones nos próximo anos segue sendo “preço”. A expectativa de queda de valores dos produtos é o que impulsiona as vendas nos mercados emergentes. “Particularmente nos mercados emergentes, onde a variação de preços é tão importante, os valores devem cair, e produtos que antes pertenciam à elite urbana estarão nas mãos dos mercados de massa. Cada fabricante vai procurar descobrir o quão baixo eles podem determinar o preço de seus dispositivos, oferecendo uma experiência robusta para o produto, e ainda obter lucro com isso”.

Um claro exemplo do que estou falando está justamente no Motorola Moto G, que ilustra essa publicação. Ele não é um modelo top de linha, mas na faixa de preço que o produto se posiciona, e com as especificações técnicas apresentadas, considero o modelo, sem medo de errar, a melhor relação custo/benefício entre os modelos intermediários. E entendo que os demais fabricantes terão que seguir o exemplo da Motorola para seguirem competitivas no mercado intermediário de smartphones.

Via IDC

Compreenda: cada produto tem o seu público específico

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Eu ainda estou testando o HP Slate 7. Um tablet que muita gente esperava muito, por ser um produto da HP. Muitos imaginavam que a HP iria colocar no mercado um produto para bater de frente com o Nexus 7 ou o Kindle Fire, que são ótimos tablets com preços competitivos. Porém, a HP ofereceu um produto de baixo custo (US$ 139, ou R$ 599 no Brasil), com algumas limitações, mas que satisfazem ao mercado dos usuários de entrada, ou que buscam um produto de baixo custo.

“Por que isso acontece?”, alguns perguntam. Porque ainda se faz necessário.

Ao testar o produto, eu compreendi que a proposta da HP foi oferecer um produto um pouco acima da média do que os dispositivos oferecidos nessa faixa de preço (ou um pouco menos), que já são naturalmente mais baratos que o Nexus 7 (que, por sinal, não existe no Brasil), sem ser um produto considerado “xing-ling”. E, convenhamos, não é todo mundo que tem bala na agulha para comprar o iPad mini, mesmo ele sendo um produto relativamente acessível.

Eu já escrevi o texto do review, e posso adiantar ao menos uma coisa: se, hoje, nesse momento (18/11/2013, 11h28), eu precisasse comprar um tablet de baixo custo, esse tablet seria o HP Slate 7. Outros modelos de entrada, com as mesmas características, não oferecem os mesmos benefícios que esse modelo, o que me leva a crer que o trabalho da HP com o Slate 7 foi bem sucedido, levando em consideração o tipo de tablet analisado.

É importante sempre ter em mente que nem todo produto pode ser considerado “bom, bonito e barato”. É claro que eu ainda sonho em ver algum fabricante tendo a coragem de enfiar o pé na porta, oferecendo um produto com especificações técnicas tentadoras e preço competitivo (algo mais ou menos próximo com o que a Motorola fez com o lançamento do Moto G), mas também compreendo que tais nichos de mercado são necessários, mesmo que seja para iniciar um grupo de consumidores que não podem gastar muito com um dispositivo no mundo da tecnologia.

Entendo também que esse cenário vai mudar com a maturidade desse mercado. Os smartphones são produtos de tecnologia de consumo a, pelo menos, 15 anos. Os tablets ainda são produtos relativamente recentes (não contam com 10 anos de mercado), e já evoluíram de forma assustadora na sua concepção e utilização de materiais de alta qualidade… com um preço razoável.

A cada ano, vemos produtos melhores, com preços melhores. É claro que pode ficar melhor. Mas se pensarmos que só passaram seis anos desde o início efetivo do mercado de tablets, podemos dizer que essa categoria de produto foi a que mais rápido avançou na sua relação custo/benefício.

A comunidade agradece.

De graça? Até o Mac OS X agora!

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MacOsXMavericks

Ah, Apple… sempre com alguma surpresa… para começar, o evento de ontem (22) foi uma surpresa para a Nokia, que até sete dias atrás não suspeitava que teria um evento na Califórnia com a empresa de Cupertino. Depois, quebrou a perna de milhares de blogs que falaram “iPad 5” e apresentaram um “iPad Air” (dessa parte eu gostei, confesso) – sem falar que o produto é relativamente diferente dos vazamentos. Por fim… o Mac OS X Mavericks de graça. E é disso que eu quero falar nesse post.

Ontem, o tempo fechou no Twitter. Bloqueei pessoas, discuti com amigos, troquei ideias… e agora estou escrevendo esse post. Pois é meu blog pessoal, e aqui está a minha opinião pessoal sobre o assunto. Para deixar bem claro o que penso. Até mesmo para esclarecer alguns pontos para mentes mais fracas (aqui eu falo dos fanboys mesmo – se tem amigos que são, me desculpe, mas não mudo minha forma de pensar, ainda mais porque sempre achei o fanboy um ser humano chato pra caceta).

O Mac OS X Mavericks é a mais recente versão do sistema operacional para os computadores da Apple (Mac Pro, MacBook Pro, Mac Mini, MacBook Air, iMac e todas as variantes que não citei nessa sentença). O sistema é um software que integra o produto computador (faz parte desse conjunto), e como todo sistema operacional, passa por atualizações periódicas. Dessa vez, para agradar a clientela, a Apple decidiu oferecer essa nova versão de graça para usuários de algumas versões anteriores (Snow Leopard, Lion e Mountain Lion). Até aí, tudo bem.

Agora, o que testemunhei ontem foi uma injustificada manifestação de comemoração, como se tivessem ganho na loteria federal acumulada, por uma decisão que, convenhamos, a Apple poderia ter tomado há tempos. Inclusive para quebrar as pernas daquela que é vista pelos fanboys como “a inimiga mortal”: a Microsoft.

Nem vou aqui lembrar que, em 1997, foi Bill Gates que salvou a Apple da falência, quando Steve Jobs decidiu ir com o pires na mão pedir ajuda financeira, em troca de retirar todos os processos movidos contra Gates. Até porque os processos não rendiam nenhum dinheiro para a Apple. Mas, deixemos isso de lado. Águas passadas não movem moinhos (mas é só para lembrar para “não cuspir na mão que estendeu ajuda”).

Eu entendo que o negócio da Apple nunca foi o desenvolvimento de software, diferente da Microsoft, que se apoiou nisso por quase 30 anos. A Apple, desde o seu primeiro dia, sempre se calcou no hardware. Na experiência de produto “premium”, de oferecer algo que fosse diferenciado e único, mas se focando no produto físico. O Mac OS X está lá para gerenciar tudo, mas convenhamos: me dizer que ele é o principal motivo para produtos como o MacBook Pro ou Mac Pro existir, é contar mentira para si mesmo.

A Apple gasta horas em seus eventos descrevendo o quão poderoso o seu hardware é, o quão ele é ajustado para um bom desempenho, o que um tela Retina pode mudar na sua vida, entre tantas outras maravilhas que tais equipamentos podem fazer. Tudo isso é muito válido e justo. Mas a empresa claramente expõe isso como foco principal. Investe bilhões em desenvolvimento de novas soluções, desde o ponto de retirar milímetros dos componentes do novo iPad Air, até na combinação de um potente processador com uma unidade de SSD de 1 TB.

O software? O Mac OS X? É importante, mas não é o principal para a Apple. E isso está muito claro.

Pois bem… então… por que cobrar pela atualização do sistema operacional, já que a própria Apple não coloca o software dos seus computadores como ponto principal dos seus produtos?

Particularmente, não acho que a Apple investe no desenvolvimento do Mac OS X  nem a metade de todo o esforço e dinheiro investido na composição de hardware dos seus produtos. A prova é o Mac Pro, que é um verdadeiro projeto de engenharia industrial, para chegar no formato que ele possui. Eu confesso: eu pago muito pau para o novo Mac Pro (mesmo ele tendo um preço proibitivo para mim), mas honestamente: com tantos recursos, especificações técnicas e características de hardware, o Mac OS X é um detalhe.

Logo, bater palmas para o fato da Apple oferecer o Mac OS X Mavericks de graça? Exagero, pessoal. Escrever “Chupa, Microsoft”, como se eles tivessem cuspido na cara de vocês? É coisa de babaca sim! Babaca, fanboy, virgem… seja lá o que for. Só é uma comemoração de algo que a Apple poderia fazer faz tempo, sem problema algum.

Ainda mais com os valores cobrados pelos seus computadores, tanto aqui quanto nos Estados Unidos.

Eu não desmereço os computadores Macs. Acho equipamentos ótimos no quesito experiência de uso, mas na maioria dos casos são supervalorizados por muita gente. Eu entendo que aqueles que encaram como um INVESTIMENTO PRODUTIVO, ou seja, sabe que precisa do Mac para ganhar dinheiro, pode e deve investir no melhor. E, nesse ponto, alguns computadores Mac justificam o seu investimento.

De novo: não quero aqui dizer o que cada um faz com o seu dinheiro. Mas é meu direito discordar daqueles que querem um MacBook Pro que pode custar até R$ 13 mil apenas para efemeridades, ou para “se mostrar”. E até para eles, eu entendo que a nova versão do Mac OS tem que ser de graça sim! É obrigação, não é favor.

Eu vejo os modelos Mac como investimento. Se algum dia a vida me permitir a compra de um desses computadores, mesmo que seja o MacBook Air, será para que, de forma prioritária, eu trabalhe com ele. Ganhe dinheiro. Precisa ser um investimento, e não um luxo. E um investimento elevado. Logo, o que custa para a Apple abrir mão de US$ 69 (valor que eles cobraram nos EUA em algumas das versões anteriores) para valorizar o investimento do usuário?

Simples assim.

Em nenhum momento eu comparei as plataformas Windows e Mac. Para mim, bom mesmo é o cara que está por trás do computador e pronto. Eu trabalho bem com Windows, Mac, Linux… sou foda? Não. Só não sou preconceituoso.

Além disso, tem fanboys que ficaram tão cegos com Phil Schiller, que se esqueceu de pontos importantes, como a própria mudança de perspectiva da Microsoft no seu próprio negócio de software. Aliás, as pessoas são meio cegas: a Microsoft de 1995 não existe mais. Até eles se tocaram que o mercado de software para computadores não rende mais dinheiro, pois as vendas de PCs estão em queda constante (estacionou no último trimestre).

Logo, até a Microsoft já ofereceu o update para o Windows 8.1 DE GRAÇA (para quem já tem o Windows 8, que em 2012, custou menos de US$ 40), coisa que eles não fariam em outros tempos. Não é o ideal? Para muitos, não. Mas é uma mudança.

Outra coisa: aplaudir uma empresa que segue tratando com indiferença o mercado brasileiro no segmento mais lucrativo, naquele que mais interessa para Tim Cook hoje, ou naquele que hoje rende mais lucro para a própria Apple (mobilidade – smartphones e tablets) é, no mínimo, falta de critérios. Eu entendo elogiar a iniciativa de oferecer o Mac OS X de graça (e, de novo, sigo entendendo que isso pouco representa para a Apple, pois poderiam fazer bem antes). Mas não venham xingar a Apple depois, quando eles cobrarem R$ 3.600 em um iPhone, ou quando eles levarem quase um ano para lançarem os novos iPads, certo?

Enfim, é o que penso. Talvez o meu perfil de blogueiro de tecnologia, que desde 2008 acompanha esse mercado de perto, recebendo pedrada de tudo quanto é lado, tenha me ensinado a ser uma coisa que os fanboys não são: ser imparcial. Eu não puxo o saco de nenhum fabricante, não faço lobby para nenhuma marca, escrevo bem e mal sobre qualquer empresa, dentro de uma perspectiva de quem acompanha todos os dias (e de forma muito mais próxima) os movimentos desse mercado.

E, na boa? Estou melhor assim. Eu amo tecnologia, não uma marca. Eu sei trabalhar com várias plataformas por gostar de tecnologia, e não de uma marca. E sou feliz assim.

E até o Mac OS X Mavericks é de graça agora. Sinal dos tempos. Dos tempos pós “era Steve Jobs”.

Seria esse o início do fim da BlackBerry como conhecemos?

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Ontem (12), a BlackBerry anunciou que estava reunindo um Comitê Especial, com objetivo de buscar novas alternativas estratégicas para manter a sua marca no mercado mobile. Uma dessas alternativas pode ser fechar o seu capital (saindo da Bolsa de Valores) ou até mesmo sendo vendida para outra empresa que queira seguir em frente com os negócios que envolvem a marca (clique aqui para ler).

Era meio dispensável dizer que a missão da BlackBerry já era bem complicada em janeiro de 2013. Quando eles lançaram o BlackBerry 10 no começo do ano, mesmo sendo um sistema bem intencionado e com boas sacadas, já era um sistema que dificilmente seria aceito no mercado. Motivo: iOS e Android devidamente consolidados, e com uma biblioteca de aplicativos muito maior que aquela encontrada na plataforma da empresa canadense.

Me lembro que vi um trêmulo e nervoso Thorsten Heins apresentando o produto, esperando que o sistema caísse na graça dos analistas, investidores e consumidores. Hoje, oito meses depois, vemos que o sistema não pegou. Talvez até infelizmente, pois algumas das soluções que pude conferir de perto (estive no evento de apresentação do BlackBerry Z10, e testei por alguns minutos o smartphone) eram bem interessantes (principalmente o seu teclado).

Outro fator de complicação para a BlackBerry foi o fato do Windows Phone já contar com uma terceira posição consolidada no mercado. Não que isso não fosse acontecer. Aconteceria de qualquer jeito. Afinal, mesmo em crise, a Nokia e Microsoft são marcas que, isoladas, já eram mais fortes que a BlackBerry. Imaginem juntas.

Agora, resta à BlackBerry o tiro de misericórdia, e os rumores sobre o futuro da marca já começam a pipocar nos sites de tecnologia. Alguns afirmam que a HP e a Lenovo estão interessadas na compra da BlackBerry, não tanto por casa da marca, mas principalmente, por causa das patentes que ela carrega. Vale lembrar que a Guerra de Patentes ainda existe (Apple e Samsung andaram dando alguns golpes), e não seria nada mal contar com algumas patentes relacionadas à tecnologia de telefonia móvel que a empresa de Waterloo possui.

Também se especula a decisão de tornar a empresa um grupo de capital fechado, para se reestruturar financeiramente. Algo que acho difícil que aconteça. Particularmente, acho que o mais importante para a BlackBerry hoje é voltar a vender. Achar alguma maneira de ser competitiva, mesmo que seja para bater o seu adversário mais imediato: a Nokia/Microsoft.

E, convenhamos: essa missão não é nada fácil. Ainda mais nessas circunstâncias.

A amarga vitória da Samsung sobre a Apple… e vice-versa

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Muitas vezes, essa história de “guerra de patentes” não é nada do que parece ser. Nem de longe. Como você bem sabe, Apple e Samsung não estão se bicando faz tempo, com os sul-coreanos se transformando em uma pedra no sapato de Tim Cook e sua turma no segmento mobile (smartphones e tablets), com a Apple já sofrendo os efeitos colaterais. Logo, não é surpresa que os californianos vejam com preocupação a avassaladora projeção crescente das vendas dos coreanos, com a grande variedade de dispositivos Galaxy que hoje inundam o mercado.

Soma-se à isso as agressivas campanhas de marketing da Samsung, que claramente atingem o consumidor final. A Apple se defende como pode, levando os coreanos para os tribunais ao redor do planeta.

A guerra é aberta, e na última semana, foi possível mais uma vez medir a temperatura no campo de batalha. Como eles fizeram isso? Simples: apresentaram os seus relatórios financeiros. E como em toda batalha que se preze, temos vencedores e vencidos. Ou não!

Gerou polêmica quando alguns sites de tecnologia publicaram a seguinte manchete: “Samsung destrona a Apple como fabricante de smartphones mais lucrativa”. Outros veículos ligados ao mundo tech também geraram falatórios com a manchete “Apple supera as expectativas de vendas do iPhone, antes do lançamento do próximo modelo”. Nos dois casos, nem tudo o que reluz é ouro, e é importante ler o que está nas entrelinhas de cada manchete.

Nem tudo é tão feliz ou triste para as duas empresas. Tanto Samsung quanto Apple foram muito bem no segundo trimestre de vendas de 2013, cada uma à sua maneira. Ao mesmo tempo, as duas empresas contam com um sinal amarelo ligado, por motivos diferentes.

A Samsung lucra mais hoje que a Apple no mercado mobile. Por outro lado, eles precisam de um verdadeiro exército de smartphones, dos mais diferentes modelos e tamanhos, para praticamente superar um produto: o iPhone. Será que vale a pena pagar esse preço para liderar o mercado mobile?

Essa quase obsessão da Samsung faz com que dois itens essenciais sejam esquecidos pelos coreanos: 1) o mercado de telefonia móvel está próximo do ponto de saturação, com cada vez menos usuários necessitando de um novo produto; 2) na luta pelo mercado de smartphones premium, a Samsung se descuidou das linhas inferiores, com uma maior margem de crescimento.

O segundo fator fez com que outros fabricantes roubassem cota de mercado da própria Samsung (segundo informa a última análise divulgada pelo IDC). E, como você bem sabe, a Apple perde pouca cota de mercado, uma vez que o iPhone não é um modelo de entrada (e já tem público cativo).

Mas a grande má notícia para a Samsung (segundo o The Next Web) está no fato que o segmento de telefonia móvel avançada está deixando a conta dos asiáticos cada vez mais cara. A empresa gastou nada menos que US$ 400 milhões na divulgação dos seus smartphones top de linha, e isso apenas nos Estados Unidos. Ou seja, a Samsung está no seu limite para promover seus produtos, mas descuida por deixar que outros modelos menores roubem o seu mercado.

Resultado: as ações da Samsung perdem valor. Lentamente. Pode ser o mais rentável fabricante de smartphones do planeta, mas paga um preço alto por isso. E não sabemos até quando essa relação vai se sustentar.

Mas calma. Vamos agora ver o que acontece com a Apple.

Tim Cook e sua turma estão com sérios problemas. A Apple é acusada de não mais inovar ou se reinventar, e isso acontece faz tempo. O iPhone é um produto que, quando uma nova versão é lançada, já chega ao mercado “envelhecido” nas suas especificações e inovações. Os rivais da empresa (a.k.a. Android, pois os demais sistemas não são ameaça por enquanto) apresentam produtos cada vez mais atraentes, e no caso específico dos tablets, o iPad já mostra os primeiros sinais de fadiga, depois de dominar o mercado de forma humilhante.

Na verdade, todo esse panorama sombrio e quase apocalíptico se restringe na prática ao iPad, que necessita urgente de um novo produto para se recuperar. As vendas do iPhone (que foram recorde nesse segundo trimestre de 2013) ajudaram a segurar as pontas da empresa, mesmo sendo um volume de vendas pior do que aquele alcançado no mesmo período em 2012.

Mas, diferente da Samsung, os investidores da Apple já contavam com isso. Não só estavam preparados para as tais perdas controladas, mas se viram surpresos em ver números muito melhores do que o esperado.

Resultado: as ações da Apple subiram após a apresentação dos seus números.

A saturação do mercado de telefonia móvel é, hoje, a grande pedra no sapato da Samsung. Pedra essa que a própria Samsung colocou em seu sapato. No objetivo de desbancar a Apple no segmento de smartphones top de linha, a empresa “ficou cega” para esse importante aspecto do mercado.

Por outro lado, a Apple se movimentou de forma mais ágil. Passou a ignorar o embate direto com os coreanos, se centraram um pouco mais nos mercados emergentes (iPhone 4 8 GB no Brasil a menos de R$ 1 mil… quem diria que um dia eu veria isso…), e planeja oferecer os seus smartphones para um novo segmento de compradores (com um suposto iPhone de baixo custo). Sim, amigos: o iPhone 4 ainda faz caixa para a Apple.

E isso tudo sem o suposto iPhone 5S ser oficialmente anunciado (algo que deve acontecer ainda nesse terceiro trimestre de 2013).

Porém, se essa é a vitória da Apple sobre a Samsung, é uma vitória “agridoce”, uma vez que o alarmante declive do iPad em um mercado que é cada vez mais crescente (mercado de tablets) joga água no chope de Tim Cook.

Como podem ver, existem vencedores e vencidos. Dos dois lados.

Para mais informações, acesse: WSJTNWThe VergeTelegraph

Steve Ballmer não está satisfeito com as vendas do Surface RT. Também, pudera…

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Steve Ballmer, CEO da Microsoft, deixou claro durante uma recente reunião interna realizada na última semana no campus da empresa em Redmond, que “não está contente” com as vendas do Surface RT, tablet lançado pela empresa junto com o Windows 8 no final do ano passado, com o objetivo de abrir mais um segmento no seu portfólio de produtos.

Para Steve Ballmer, a chave do pouco êxito nas vendas do Surface é que a Microsoft fabricou muitas unidades do produto, e agora, eles se veem incapazes de vender o estoque restante. A empresa tornou oficial na semana retrasada uma redução de preços de até 30% nos seus tablets, com o objetivo de aumentar o interesse dos consumidores em seus produtos.

Segundo a fonte próxima aos assuntos tratados na tal reunião privada, a Microsoft está fazendo de tudo para melhorar os resultados de vendas do Surface de forma exponencial nesse período do ano (meio do ano, férias no Hemisfério Norte), preparando grandes campanhas de marketing, centradas na volta às aulas, ou para os educadores que voltarão ao trabalho em colégios e universidades a partir de agosto.

Não é segredo para ninguém que a Microsoft já está trabalhando na sua nova geração de tablets. Os novos produtos devem ser anunciados no final de 2013 ou começo de 2014, e contarão com a nova linha de processadores Intel na versão Pro, que devem entregar ao dispositivo múltiplas vantagens, especialmente no que se refere ao desempenho do dispositivo e ao consumo de bateria.

E apesar de nada ser confirmado, é possível que o Surface RT, produto que a Microsoft defende com unhas e dentes apesar de todas as críticas, passe a incorporar os novos processadores Qualcomm Snapdragon 800 em uma nova versão.

Ainda segundo a fonte, durante a tal reunião, também sobrou tempo para falar do Windows Phone 8. Ballmer discutiu abertamente a necessidade do Instagram chegar ao sistema operacional móvel, deixando claro que, para ele, é mais importante ter um aplicativo de qualidade e com tamanha importância como é o caso da rede social de fotos do que um numero maior de aplicativos em sua loja.

Faz muito tempo que o projeto do Instagram para Windows Phone está na mesa de projetos do Facebook. A pergunta é: por que a rede social de Mark Zuckerberg, que possui ótimas relações com a Microsoft, não demonstra ter a intensão de desenvolver o seu aplicativo para o Windows Phone? A única resposta que encontro é “o Windows Phone não tem usuários suficientes para justificar nossos esforços no desenvolvimento do Instagram para o sistema”.

Algo que, particularmente, acho uma bobagem. Afinal de contas, pense no marketing positivo que o Instagram/Facebook poderia ter com o aplicativo sendo utilizado massivamente pelos usuários dos smartphones Nokia Lumia, e suas câmeras de alta qualidade de captação de imagem.

Por fim, mas não menos importante, Steve Ballmer sinalizou também a decepção ao ver o número de computadores com Windows 8 vendidos desde o seu lançamento. A maioria dos envolvidos nos planos da empresa entendem que o principal problema das vendas do sistema operacional está nos pontos de venda, que precisam se esforçar mais para obter maiores resultados. E, nesse sentido, a expansão das lojas da Microsoft será uma peça chave para a melhora dos números.

Comentários? Pois não!

No caso do Surface, isso era de se esperar. O tablet não está disponível em muitos mercados com considerável potencial (Brasil inclusive), muito em parte por culpa da própria Microsoft. O Surface RT é uma proposta interessante de tablet com Windows, porém, é caro e limitado (já que usa o Windows RT). O seu lançamento no Brasil é algo financeiramente inviável, e acredito que isso acontece em outros países com perfil econômico semelhante. E isso faz com que a Microsoft deixe de ganhar dinheiro com esses mercados.

Sobre o Windows Phone e o Instagram, Ballmer tem um ponto. O Instagram é um dos motivos pelos quais alguns (poucos) usuários de outras plataformas não migram de vez para o Windows Phone. É a cereja no bolo que falta para o sistema entrar de vez na briga. E, de novo: com o advento das câmeras dos modelos Nokia Lumia, o menino Zuck perde uma ótima oportunidade de capitalizar em cima do principal ingrediente do Instagram: a imagem.

Sobre o Windows 8, acho que Ballmer também não leva em consideração a queda de vendas dos computadores ao redor do planeta, algo que influencia de forma direta nas vendas dos produtos com o sistema operacional da Microsoft. As pessoas não compram mais computadores. Estão comprando tablets e smartphones no seu lugar. E muitos que já contam com um PC com Windows ainda não atualizaram para o Windows 8 pelos mais diferentes motivos. Entendo que Ballmer precisa pensar nesse aspecto também.

Mas, caro Ballmer: não fique triste. Dias melhores virão!

Com informações do alt1040.com

Você ainda vai nas lojas físicas para comprar produtos de tecnologia?

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De tempos em tempos, eu recebo convites da assessoria de imprensa da Samsung para as inaugurações de suas chamadas “loja-conceito” em shoppings de São Paulo (SP). Aliás, amanhã (27), eles vão inaugurar mais uma dessas lojas, no Shopping Jardim Sul. Quem acompanha o mundo da tecnologia sabe que isso não é uma prática nova, e que outras empresas fazem a mesma coisa, cada uma do seu jeito. Mas, com o comércio eletrônico em franca expansão, e com o internauta brasileiro perdendo o medo de vez de fazer compras online, eu lanço a pergunta: você ainda visita lojas físicas para comprar produtos de tecnologia?

Falarei nesse post de minha experiência pessoal, não só pela ótica de consumidor, mas também como alguém que escreve sobre o assunto todos os dias. E, no meu caso, a resposta ainda é SIM.

Eu vejo as lojas-conceito como algo muito positivo e interessante. Primeiro, por colocar o consumidor dentro da atmosfera e filosofia da empresa que apresenta os seus produtos, em um ambiente especificamente preparado para oferecer uma experiência que tem apenas um único objetivo: vender o produto.

Segundo, porque muitas dessas lojas oferecem serviços exclusivos, como por exemplo degustação de produtos de forma irrestrita (no varejo em geral isso é algo mais complicado), com especialistas que estão lá para eliminar as suas dúvidas sobre o produto, e até mesmo uma área de assistência técnicas oficial, onde o consumidor pode deixar o produto para uma manutenção especializada.

Voltando à pergunta do post.

Eu ainda visito as lojas de varejo de minha cidade, pois em muitas ocasiões essa é a única chance que tenho para testar alguns lançamentos. Não posso estar em todos os eventos de lançamentos de tecnologia, e não sou convidado por todas as assessorias. E para não deixar de passar minhas impressões pessoais sobre um produto que as pessoas estão buscando por informações na web de forma mais intensa, eu tomo essa iniciativa de visitar algumas lojas para testar esses produtos.

E, quer saber? Recomendo que você faça o mesmo.

Eu sei que ser um early adopter envolve certos riscos. Querer ser um dos primeiros a ter nas mãos um determinado produto significa, na maioria dos casos, “dar a cara para bater” para os problemas que o produto pode apresentar, por ser novo. Logo, o papel de um blogueiro de tecnologia é, em muitos casos, alertar o usuário desses eventuais problemas de produtos recém lançados.

Independente disso, eu recomendo também o passeio pelas lojas físicas para que você mesmo teste os produtos. Eu já falei isso antes: muito mais importante do que você ler a opinião de quem escreve sobre tecnologia é você mesmo tomar a iniciativa de testar o produto presencialmente, sempre que possível. Não entrar nesse jogo de risco, de se interessar pelo produto apenas porque achou ele interessante, ou com especificações técnicas que lhe agradam.

A melhor forma de decidir se a compra de um produto vale ou não a compra é você mesmo testando na loja, sempre que possível. Eu sei que o processo é complicado, e que algumas lojas são resistentes à prática. Mas quando moramos em cidades onde as “lojas-conceito” não estão disponíveis, é a alternativa que temos nas mãos.

Agora, se depois do teste você optar por comprar no seu e-commerce preferido, aí é outra história.

Você quer um relógio inteligente? Ou precisa de um relógio inteligente?

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Desejo. Necessidade. Vontade. Esses três sentimentos se confundem e se conflitam quando falamos do mundo da tecnologia. E devem ser ainda mais requisitadas e colocadas no debate do consumo antes dos usuários começarem a pensar na compra de um relógio inteligente no futuro. Mesmo porque vamos ter que pensar muito no desejo ou na necessidade do acessório antes mesmo de tirar o cartão de crédito na carteira.

Quando eu era criança, eu me dava por satisfeito se eu tivesse um relógio bacana. Aliás, eu adorava relógios. Achava que era o sinônimo de modernidade e sofisticação da minha época de infância, principalmente quando eram os relógios digitais. Tive um monte deles, quebrei alguns tantos, e outros eu acabei economizando o dinheiro de meses de mesada para poder comprar.

Hoje, eu tenho um relógio, e em boa parte do tempo, eu acabo vendo as horas na tela do smartphone mesmo. Ou seja, o relógio não é um item indispensável para a minha rotina diária, apesar de reconhecer que falta alguma coisa quando saio na rua sem ele. Ainda de faz prático para ver as horas. Mas isso é no meu caso. Hoje em dia, tem gente que nem falta do relógio sente. Afinal, inventaram o smartphone para que você TAMBÉM possa ver as horas, não é mesmo?

Ok, deixemos a função de controle de tempo de lado. Por que você vai comprar um relógio inteligente?

Os conceitos propostos por Sony, Samsung, Apple, Microsoft, LG, Motorola e derivados (de forme especulativa na maioria dos casos) apontam para o relógio como um dispositivo complementar do seu smartphone, que vai permitir que você acesse as suas informações mais essenciais através da pequena tela do acessório de pulso, sem precisar retirar os eu gadget principal do bolso. Isso é válido pela praticidade que um smartwatch pode oferecer, além de discrição de uma rotina diária, de não precisar ficar mostrando ao mundo que você tem um Galaxy S4 no meio da Avenida Paulista.

Além disso, alguns conceitos também propõem um “elo de ligação” entre o relógio inteligente e o seu desktop, para que você possa gerenciar dados corporativos, documentos e pequenas tarefas que se intercambiariam com os dados armazenados no computador de sua casa ou seu escritório. Essa é uma proposta que limita um pouco as coisas em termos de mobilidade, e poderia ser feita de forma perfeita com os dados que você já vai transferir do relógio para o smartphone.

Em linhas gerais, me agrada a proposta de um relógio inteligente. Como bom geek/viciado em gadgets/pobre que torra toda a sua grana em eletrônicos, certamente aquela vontade de ter um produto com as mesmas capacidades de gerenciamento de dados que um smartphone convencional, a partir de um dispositivo preso ao meu pulso, é no mínimo futurista. Bom, futurista partindo da perspectiva de alguém que via os filmes de espionagem na década de 1980, onde isso já era possível no cinema e nas séries de TV.

Porém, fica difícil prever se as grandes massas conectadas se sentirão confortáveis com essa proposta. Por que gastar duas vezes uma boa quantia de dinheiro quando você pode gastar uma vez só em um smartphone?

Acho que esse é o típico caso de cada um se pesquisar, e enxergar a utilidade desse produto no dia a dia. É uma regra para todos os produtos de tecnologia, mas nesse caso em específico, que representa uma clara tentativa do mercado adicionar um novo segmento de produto, que pode ou não ser útil para os usuários, essa análise precisa ser ainda mais profunda e pessoal.

Resumindo: eu quero um relógio inteligente no futuro. Mas enquanto esse futuro não chega, eu quero descobrir como ele pode melhorar a minha vida.